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O curso tem o objetivo de acompanhar os que desejam entrar em comunicação e comunhão com Deus por meio da Bíblia, trazendo-a para o centro de sua vida e da comunidade.



Aconteceu no sábado, 22/09/12, no auditório da Livraria Paulinas, o encerramento do curso Visão Global da Bíblia, onde participaram alguns catequistas da nossa paróquia.
O curso teve o objetivo de acompanhar os que desejavam entrar em comunicação e comunhão com Deus por meio da Bíblia, trazendo-a para o centro de sua vida e da comunidade. Durou um ano e quatro meses, sendo um encontro por mês.

Foram 15 volumes da coleção “Bíblia em comunidade” que apresentou os grandes períodos da história do povo de Israel, desde as origens até o ano 135 d.C., seguindo a Linha do Tempo. Relacionou acontecimentos vividos pelo povo com fatos da história contemporânea. Levou os alunos a ler e a entender melhor a Bíblia.

Esse estudo toca também a vivência prática do cursista e requer dele um compromisso com o repasse, do conteúdo recebido, em sua comunidade (na pastoral em que atua e/ou outras).

Após o estudo do último livro, houve uma Celebração eucarística presidida pelo padre Vilmar, da Paróquia do Jordão.
 Na Missa o professor Eduardo fez a leitura do resumo de todo o conteúdo estudado e a cada livro citado um aluno levava o volume até o altar. Foi emocionante!
O Evangelho do dia teve tudo a ver com o momento. Foi a leitura do semeador que saiu para semear sua semente(Lc 8,4-15).  Na homilia o padre nos pediu que não guardássemos para nós tudo o que aprendemos e sim que passássemos adiante, pois só teremos certeza de que apendemos quando estivermos ensinando aos outros. Que essa semente que foi semeada nestes 16 meses de estudo tenha caído em terreno fértil e que se multiplique.
No final o professor Eduardo deixou para nós como mensagem uma canção de padre Zezinho (Águia Pequena) que diz:
“Não vou trair meus ideais pra ser feliz
Não vou descer nem jogar fora o meu projeto
Vou ser quem sou e sendo assim serei feliz.”
Disse o professor Eduardo: _Que na caminhada vocês possam sempre não trair um ideal e colaborar com Jesus na construção de Seu reino tornando-se muitas e muitas vezes mensagem de fé.




Este é o décimo volume da série “Visão global”, que faz parte da coleção “Bíblia em comunidade”. O título “O eterno entra na história” sintetiza seu conteúdo. Trata-se de uma visão ampla e, ao mesmo tempo, detalhada de como vivia o  povo da Bíblia na época de Jesus. Pode-se ver que a vida política, cultural, econômica, religiosa e social não tinha grandes diferenças em relação à de outros povos de ontem e de hoje. Ao nascer na terra de Israel, o Filho de Deus entra na história do povo judeu e na de todos os povos.
O livro está organizado em seis blocos temáticos, cada um com um roteiro de reflexão e estudo compartilhados.
O “eterno entra na história” apresenta o contexto histórico no qual Jesus nasceu, a expectativa do Messias, a situação econômica, político-social e religiosa, a fé vivida no cotidiano da comunidade e a vida em família. Nada temos sobre Jesus, a não ser os escritos bíblicos e alguns testemunhos extra bíblicos que surgiram depois de sua morte. A intenção do livro é mostrar a realidade na qual Jesus se inseriu ao nascer.
A capa do livro apresenta uma mãe com o bebê no colo, representando Maria e Jesus, uma mulher e uma criança como as demais, que se tornaram conhecidas na Judeia e Galiléia. Após sua morte, Maria tornou-se conhecida no mundo pela ação missionária dos primeiros cristãos, sobretudo de São Paulo, o apóstolo.
O tema do estudo inicial é sobre Antônio Conselheiro, que representou as esperanças dos mais pobres e excluídos do sertão nordestino, numa situação semelhante ao povo de Israel. Deus não abandona o seu povo. Em todos os tempos e contextos suscita os seus profetas, que, em nome dele, continuam a missão de animar e fazer surgir a esperança de dias melhores. Jesus, porém, é mais do que profeta para nós cristãos. Ele é o Messias Salvador, mesmo que em tudo fosse igual a nós, menos no pecado, como afirma São Paulo.
Sabemos muito pouco sobre a infância de Jesus. Como em todas as famílias de tradição judaica, ele recebeu sua formação humana e religiosa com Maria, José, em família, na comunidade. Com os pais frequentou a sinagoga, ouvia as escrituras e as conhecia. Os Evangelhos não nos falam que tenha ido a alguma escola rabínica do seu tempo, mas nos relatam que frequentava a sinagoga e o Templo. Era um jovem atento e observador da realidade, conhecia o sofrimento dos pobres, a luta do povo. Tudo isso, sem dúvida, contribuiu em seu compromisso com o povo e com Deus, muito consciente da sua missão.
O quinto tema merece um destaque especial: A fé no cotidiano da comunidade, que apresenta o culto que era e ainda hoje é celebrado na sinagoga judaica, com duas grandes parte: a litúrgica e a didática; em seguida, vêm as festas judaicas como a Páscoa, que está na origem da Páscoa cristã. Neste tema, encontramos também o gráfico do calendário judaico e cristão, que nos oferece uma compreensão global das festas, sua origem, estações diversas, por estarmos em diferentes hemisférios.
Jesus não deixou nada escrito que possa nos ajudar em nosso estudo. Tudo o que sabemos nos vem das comunidades dos evangelhos e alguns dados da tradição cristã. Por isso nos fundamentos da fé de nossos antepassados e na nossa própria fé, na promessa de Deus e no cumprimento da mesma, através do Filho, Jesus de Nazaré, que após sofrer a paixão e morte na cruz, Deus o ressuscitou dos mortos. Seus discípulos(as) deram testemunho de tudo isso com suas próprias vidas.
Fontes:
 O eterno entra na história – SAB
 O Estudo da Bíblia em Dinâmicas – Maria Aparecida Duque Romi Auth, fsp


A data do nascimento de Jesus
 Existem diversos indícioos históricos de que, nos últimos anos do reinado de Herodes Magno, houve um censo determinado pelo Império. O texto de Lc 2.1-2 faz referência a um recenseamento, quando “Quirino era governador da Síria”. Os dados históricos a respeito de Quirino o situam entre os anos 12 e 6 a.E.C., embora Flavio Josefo (Historiador Judeu) o situe no ano 6 E.C. outra hipótese é a de ter havido mais de um recenseamento, em épocas bem próxima, talvez um complementando o outro.

Conforme a informação de Mt 2,16.19, Herodes morreu pelo menos dois anos após o nascimento de Jesus. Como sua morte deu-se no ano 4 a.E.C., deve-se concluir que o nascimento de Jesus só pode ter se dado, de fato, antes desta data, ou seja, entre os naos 7 e 6 antes da nossa era.

A reação popular à política herodiana
 
Os 33 anos de reinado de Herodes foram marcados pela total submissão aos ditames de Roma, pelo seguimento da política da pax romana e pela bajulação aos imperadores. Antes de Herodes os romanos estavam distantes, “por debaixo dos panos”, mas não indiferentes nem ausentes quanto à política da região de Israel. Herodes Magno foi o primeiro a ser considerado oficialmente “rei” da Judéia pelos romanos. No seu governo a presença e a intromissão romana nos assuntos de Israel tornaram-se muito mais evidentes. Os judeus não aceitaram pacificamente essa intromissão estrangeira, negando-se a prestar juramento a Augusto.

Segundo Flávio Josefo, foi Saturnino, governador da Síria entre 9 e 6 a.E.C, quem fez o recenseamento da Judéia, durante o qual nasceu Jesus. Essa informação confirma a data do nascimento de Jesus até o ano 6 a.E.C.

A contagem atual dos anos da “era cristã” parte do nascimento de Jesus, segundo os cálculos feitos pelo monge Dionísio, o Pequeno, no século VI. Ele se baseou em Lucas oara atribuir a Jesus 30 anos exatos quando começou seu ministério público. O “ano décimo quinto do império de Tibério”, segundo o calendário romano, corresponde ao não 782/3. Assim, descontando-se os 30 anos que Jesus já teria vivido, temos o ano 752/3, o qual foi considerado por Dioniso como o ano um, início da era cristã. Mas no ano 15 de Tibério, que corresponde ao ano 752/3, Jesus já devia estar com pelo menos 33 anos, talvez 37. Dionísio errou por pouco, de três a sete anos, como o demonstra a rebelião dos fariseus no ano 7/6 a.E.C.

Curso Biblíco – Realizado na Paróquia Santa Cruz
Terça Feira às 20:00
Silvana e Rachel –
 cursobiblico@parsantacruz.org.br



O reinado de Herodes Magno(37-4 a .E.C.) 

Herodes era filho de Antípater, idumeu. Sua mãe era nabatéia. Ele tinha, portanto, uma longínqua descendência por meio de Esaú, irmão de Jacó,chamado também de Edom. Nasceu em Ascalon, na orla marítima do Mediterrâneo, que naqulea época era uma cidade grega. Assimilou, portanto, a cultura grega na sua formação.

Herodes assumiu o trono de Jerusalém em 37 a.E.C e reinou até o ano 4 a.E.C. Casou-se cinco vezes: com Doris, grega, que lhe deu o filho Antípater III; com Mariana I, judia, neta de Hircano II, da qual nasceram Aristóbulo e Alexandre; Com Mariana II, judia, filha do sumo sacerdote Simão, de quem nasceu Filipe I, chamado também de Herodes; com Maltace, samaritana, da qual nasceram Arquelau e Herodes Antipas; e, finalmente, com Cleópatra VIII, egípcia da qual nasceu Filipe II.

No ano 23 a autoridade de Herodes foi estendida à Traconítide, à Bataneia e à Auranítide, e no ano 20 à Panéias. Essas regiões se localizam na parte oriental, a leste e nordeste do Jordão, na antiga Transjordânia, em direção à Síria.

Herodes, o repressor

No ano 31, Otaviano tornou-se cônsul absoluto de Roma, depois de ter derrotado Antônio na batalha naval de Áccio. A partir do ano 27 passou a chamar-se Augusto, assumindo o título de imperador. Durante seu reinado instaurou a política da pax romana, segundo a qual erma eliminados sistematicamente todos os adversários do império. O objetivo da política de Augusto era aniquilar cada foco de rebelião ou perturbação da ordem, para garantir a “paz”, isto é, a perpetuação do sistema. Ele considerou Herodes um “rei aliado”, certamente por causa da sua rígida conduta, que correspondia à política do imperador.

O governo de Herodes foi extremamente repressor, dentro da mais perfeita sintonia com a pax romana de Augusto. Ele era, de certa forma, o “braço de Augusto” na Judéia. No ano 30, Herodes executou Hircano II, que governava a Judéia antes de ser deposto e mutilado pelos partos (40 a.E.C). Em 29 executou sua própria mulher, Mariana I. Nos anos 9 – 8 a.E.C ele quis capturar um grupo de rebeldes da Traconítide que tinha sido acolhido pelo ministro Sileu, da Nabatéia. Entrou no território nabateu, causando a revolta de Sileu, que se queixou a Augusto e do qual recebeu apiio. Isso causou grandes estragos no relacionamento de Herodes com Roma, pelo menos por algum tempo. Talvez para reverter isso e mostrar que estava alinhado à política de Augusto, no ano 7 a.E.C. Herodes mandou estrangular Aristóbulo e Alexandre, os dois filhos que teve com Mariana I. essa crueldade só é explicada pela ganância do poder, combina com o perfil de Herodes traçado no evangelho de Mateus.

Herodes, o construtor

Herodes empreendeu muitas construções na terra de Israel. Talvez por isso recebeu o título de Magno, o Grande, apesar de ter sido muito cruel. Suas obras mais importantes foram: no ano 30 construiu a Fortaleza Antônia e no ano 23, o Palácio da cidade alta, onde residia, ambos em Jerusalém; construiu também, na capital, três torres de vigia, nomeadas por ele como Mariana, Fasael e Ípica; no ano 23 ainda, fundou a cidade de Cesaréia, na orla marítima, em homenagem a César, e aí construiu um porto artificial, pois a costa mediterrânea de Israel não tem portos naturais; recosntruiu outrossim as cidades de Antipátrida, na planície de Saron, Faséleia, no vale do Jordão e a antiga cidade de Samaria, a qual rebatizou de Sebaste, que é o nome correspondente grego do nome Augusto, também em homenagem ao imperador, que se tinha declarado “divino”.

As edificações de Herodes continuaram. Ele mandou construir um complexo residencial de três palácios em Jericó, junto a uma torrente no caminho para Jerusalém. Um, palácio em estilo grego, era para a administração e os serviços. Outro, em estilo asmoneu, possuía salas de recepção, piscinas, pórticos e jardins. O terceiro era de estilo romano e servia morardia, com jardins, pátios, salas de recepção, termas, sacadas e uma grande piscina de 90 por 42 metros para jogos náuticos. Construiu ainda a pequena cidade-fortaleza de Massada – no alto de um monte de difícil acesso, próximo ao Mar Morto -, e Herodin, palácio-fortaleza situado prósimo de Belém, entre Jerusalém e o Mar Morto.

A mais importante obra de Herodes foi a reconstrução do Templo de Jerusalém, que havia sido saqueado por Crasso no ano 54, e, nessa ocasião, provavelmente, acabou sendo em parte destruído. Herodes iniciou essa reconstrução por volta dos anos 20-19 a.E.C. De acordo com Jô 2,20, as obras teriam levado 46 anos, o que situa sua conclusão somente em 26/27 E.C. Dá para imaginar o custo de tantas construções? Tudo isso exigia do povo pagamento de impostos bem elevados!


Júlio César(48-44 a . E.C.)

No ano 48 a .E.C., Pompeu foi derrotado por César em Farsália, na Grécia, e logo depois morto no Egito. César manteve a política de não submeter diretamente os judeus ao domínio romano, mas de controlar os cargos públicos da Judéia, nomeando aqueles de quem pudesse obter apoio, confirmando Hircano II no cargo de etnarca,isto é ,governador da Judéia. E Antípater como seu administrador. Em consideração a ajuda que César recebeu dos judeus, cedeu-lhes o controle da cidade de Jafa e das cidades da planície de Esdrelon . A partir daí, Antípater tornou-se um verdadeiro procurador romano na Judéia. Nomeou seu filho mais velho, Fasael, como governador de Jerusalém, e o filho menor, Herodes, com estratego da Galiléia, isto é, uma espécie de general superior. Isso significava que Herodes tinha uma milícia romana sob seu comando. Sua primeira atuação foi sufocar a revolta de Ezequias, entre os anos 47-41 a .E.C. Em 44 César foi assassinado em Roma. Antônio assumiu o trono em seu lugar.

Antônio (41-30 a . E.C.)

Antônio era membro triunvirato. Assim que assumiu o governo do Oriente, nomeu Herodes governador da Galiléia e da Peréia, aumentando mais o poder deste. No ano 40 a .E.C., os partos, vindos da Pérsia, invadiram a Síria e a Judéia e tomaram Jerusalém, dominando a região.Nomearam Antígono, filho de Aristóbulo II, como rei da Judéia e sumo sacerdote, Herodes, então fugiu para Roma. Hircano II foi deposto e mutilado. No fim daquele ano, o Senado romano nomeou Herodes rei da Judéia, mas ele só pôde exercer a realeza depois que venceu Antígono e tomou Jerusalém com a ajuda de Sósio, governador romano da Síria, no ano de 37 a .E.C.


O poder na Judéia:a religião subjugada

Quando Pompeu chegou a Jerusalém, encontrou uma situação bastante complicada no que tange ao exercício do poder. Quem mandava na Judéia era Aristóbulo II. Mas seu poder não gozava de legitimidade, pois havia usurpado o trono de seu irmão, Hicarno II. A disputa pelo poder judaico teve início em 67, com a morte da rainha mãe, Alexandra. Hircano II, filho de Alexandra, tinha sido nomeado por ela sumo sacerdote. Quando a rainha morreu, Hircano II a sucedeu como rei, deixando o cargo de sumo sacerdote. Mas seu irmão Aristóbulo o destituiu e se intitulou rei e sumo sacerdote ao mesmo tempo.
No ano de 65 a . E.C., Hircano II SE ALIOU A Aretas III, rei da Nabatéia, e cercou Jerusalém, tentando retomar o poder de seu irmão usurpador. Mas a chegada de Pompeu na região fez com que se retirassem. Isso deu a Aristóbulo a chance de vence-los depois, confirmando seu poder no trono da Judéia.Neste contexto Pompeu precisou agir politicamente. Para garantir a política de alinhamento aos interesses de Roma, o general romano nomeou Hircano II,como sumo sacerdote e governador. A medida visava garantir que a religião judaica, pela qual os judeus mais zelavam, pudesse estar “sob controle”, além de satisfazer ao povo que não via com bons olhos o governo de Aristóbulo II, considerando ilegítimo.


Percorrendo o período romano(1ª etapa:fim do Primeiro Testamento)
De 63 a 37 a . E.C. —-Pompeu (66-48 a .E.C.)

No verão ou outono de 63, o general e cônsul romano, Pompeu, conquistou a cidade de Jerusalém. Assim ele pôs fim à disputa pelo poder na Judéia, que vinha desde os tempos de João Hircano (134-104 a. E.C.). Jerusalém tinha se tornado um ponto estratégico de suma importância no Oriente Próximo para quem desejasse controlar não só a região, mas também as vias de comunicação entre o oriente , Europa e África.Os romanos sabiam que os judeus eram muitos Zelosos, defensores das tradições culturais e religiosas de sua terra. Sabiam também que os judeus estavam espalhados por todas as regiões já conquistadas, onde mantinham forte o ideal de unidade em torno da Lei. Foi exatamente por causa da defesa de sus religião que os Macabeus haviam pedido ajuda a Roma, contra a tirania dos Selêucidas, extremamente intolerantes quanto à religião judaica.Essa característica dos judeus tornava-os uma nação peculiar comparada às outras conquistadas. Uma oposição aberta em relação aos judeus poderia pôr a perder os planos romanos para a controlar a região. Por isso, Pompeu não transformou imediatamente a Judéia numa província romana,como tinha acontecido com outros povos conquistados.O controle romano se deu por meio das nomeações para cargos importantes na Judéia, especialmente o cargo de sumo sacerdote.
Ficheiro:Young Folks' History of Rome illus244.png



A religião: os “divinos” imperadores
 
O império romano era politeísta.

De modo geral deixava que cada um adorasse e cultuasse os deuses que quisesse. Mas, ideologicamente, obrigava os povos conquistados a cultuar também os deuses romanos. 

A partir de Otaviano, que se intitulou Augusto, os imperadores romanos também passaram a considerar-se “divinos”, isto é, semideuses, merecendo por isso um culto a sua imagem.

 No caso de Israel, devido ao zelo extremo pela religião monoteísta e a absoluta proibição de imagens com objeto de culto, os romanos foram mais brandos na exigência do culto ao imperador. Impuseram, porém, o oferecimento de um sacrifício diário ao imperador no Templo de Jerusalém, em substituição ao culto deles.

Os judeus estavam dispensados do serviço militar obrigatório nas legiões e tinham seu próprio tribunal, o Sinédrio, para julgar casos envolvendo os judeus. Mas o Sinédrio tinha um poder limitado: o julgamento de alguns delitos era reservado aos romanos, especialmente aqueles que implicavam pena de morte.


A pirâmide Social 
A estrutura piramidal do poder se reproduzia na estrutura social e econômica. No topo da pirâmide social romana estavam os nobres: a corte imperial, os altos funcionários do Estado como os senadores e os generais do exército. Esta era também a classe rica do Império. No meio estavam os homens livres, os que eram considerados cidadãos romanos. Essa cidadania era adquirida,primeiramente, por nascimento de pais romanos;em segundo lugar,por compra desse direito e, em terceiro lugar, por concessão do imperador a algumas cidades .Essa era a classe média do Império.
Na base da pirâmide estavam os escravos, que praticamente eram todos que não detinham o direito de cidadãos romanos. Aí se incluíam os povos conquistados, inclusive Israel.Eles não participavam da política e não tinham acesso à propriedade e à liberdade de locomoção. Sua função na sociedade era produzir.Constituía a classe pobre e excluída do império. Alguns escravos conseguiram a liberdade e passavam a fazer parte da classe dos libertos, mas não eram considerados cidadãos romanos.




Tributos: a forma clássica da submissão
A forma clássica de submissão dos povos conquistados era o pagamento de tributos. Roma crescia e se enriquecia com os tributos das nações dominadas.Os produtos do campo e da indústria manufatureira eram comercializados sob o controle romano, e os dividendos desse comércio eram destinados ao pagamento dos tributos. Estes só eram aceitos se fossem em moeda romana. Assim o Império garantia a supremacia de sua moeda, amparada pelo sistema de cobrança de impostos. Para não haver fugas nem contestações ao sistema, Roma contava com seu exército.Pela força das armas, ela impunha aos povos conquistados sua política econômica.

Administração do Estado:o poder do mais forte
Para administrar todo aquele vasto território, os romanos criaram uma estrutura estatal complexa e eficiente.O poder era fortemente hierárquio,numa estrutura piramidal rígida. Todo o poder emanava diretamente da divindade do imperador, após a morte do antecessor.Isso quando a luta pelo poder não resultava no assassinato do imperador por um de seus generais. O Senado, com sede em Roma, era o órgão consultivo e deliberativo do imperador, e era composto pelos conselheiros da corte,que formavam uma determinada jurisdição e competência, com seu respectivo grau de poder e prestígio: governadores de províncias,etnarcas, tetrarcas, cônsules, procônsules, legados, procuradores, prefeitos.


Sabedoria na resistência. Período romano - Visão global, 11 - Serviço de Animação Bíblica
Na série Visão Global, publicada sob a responsabilidade do Serviço de Animação Bíblica (SAB), o volume 11 trata da sabedoria na resistência do povo no período de dominação romana. 

O conhecimento dos aspectos religiosos, culturais, familiares, sociais, políticos e até físicos do país e do povo no seio do qual nasceu Jesus é, sem dúvida, um dos elementos indispensáveis para compreender sua vida e sua mensagem. Nos dias de hoje, as ciências exatas e humanas nos fornecem dados extremamente ilustrativos das realidades a que se referem os textos evangélicos e apostólicos do Segundo Testamento. Não os podemos desprezar, pelo contrário, mas utilizá-los no cultivo de nossa fé e de nossa relação com Jesus, que vive na eternidade hoje, como ontem e sempre. 

Precioso subsídio, esse décimo primeiro volume, Sabedoria na resistência, deve ser considerado no conjunto da coleção que vai desde a apresentação geral do texto bíblico, passando por todo o Primeiro Testamento, até a vida das primeiras comunidades cristãs. 
  

Sabedoria na Resistência – Período Romano

A terra de Israel muito cedo foi alvo de disputa entre impérios do Oriente e do Ocidente, por ser corredor de passagem entre os dois mundos. Pompeu, general do exército romano, concretizou as ambições do então imperador Júlio César, integrando Jerusalém e a Judéia ao seu domínio.
Exército: a força bruta do império
Quando Judas Macabeu aliou-se aos romanos, por volta de 160 a .E.C., Roma ainda não era um Império. Estava crescendo em importância e tornando-se uma nação sempre mais poderosa. Aos poucos os romanos foram conquistando territórios, que transformavam em províncias. Sua grande força conquistadora era o exército, numericamente grande, estrategicamente bem organizado em legiões, fortemente disciplinado e ideologicamente coeso.Desde de 148 a . E.C. os romanos vinham estendendo seu domínio sobre as regiões em torno do Mar Mediterrâneo e pela Europa.Com Pompeu, por volta de 67 a .E.C.,o interesse de Roma voltou-se para o Oriente.Com a conquista da Síria,transformada em província romana, o império romano construiu a ponte que lhe faltava para alargar o império até a antiga Mesopotâmia, nos limites do rio Tigre. Essa política expansão continuou com Júlio César e seus sucessores.


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