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Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

(No próximo domingo, 31/05/20, vamos comemorar Pentecostes, a descida do Espírito Santo.)

Sinal da Cruz

Acender a vela.
Vamos acender a vela, sinal da luz da nossa fé que ilumina nossos passos.

Vamos pedir a ajuda do Espírito Santo: Que o Espírito Santo esteja conosco para bem aproveitarmos este encontro.

Oração inicial:
Nós vos pedimos, ó Deus, que venha a nós a força do Espírito Santo, para que realizemos fielmente a vossa vontade e a manifestemos por uma vida santa. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Jesus, o filho de Deus, veio ao mundo; Viveu entre nós e nos ensinou muitas coisas;
Morreu por nossos pecados; ressuscitou no 3º dia e ainda ficou com os discípulos por 40 dias;
Subiu aos céus para sentar a direita de Deus Pai; E para que os discípulos continuassem sua missão, foi derramado sobre eles o Espírito Santo.
Mas, quem é o Espírito Santo? O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. A Ele, como também ao Pai e o Filho, prestamos culto de adoração e o servimos por toda a vida.

O Espírito Santo nas Escrituras nos é apresentado através de diversos símbolos: vento, água, fogo, unção, nuvem, luz, selo, dedo, pomba (CIC 694-701). Cada um tem um significado, e que, em resumo, mostra Sua a Ação na Vida e na História.

Algum tempo, depois de ressuscitar, Jesus voltou para junto do Pai (Ascensão do Senhor). Seus amigos ficaram com muito medo, por causa das perseguições que sofriam por serem seguidores de Jesus. Eles não queriam ser mortos, então ficavam escondidos. Mas, Jesus enviou o Espírito Santo para lhes dar coragem e sabedoria.

Leitura Bíblica: At 2,1-11

O que a Palavra diz?
A) Onde todos estavam reunidos no dia de Pentecostes?
B) O que chegou do céu, de repente?
C) O que apareceu então?
D) Onde as línguas de fogo pousaram?
E) Eles ficaram repletos de quê?
F) E como eles começaram a falar?
G) Quem morava em Jerusalém? HI) O que fizeram os moradores quando ouviram o barulho?
H) Por que eles ficaram confusos?
I) Os moradores ficaram espantados e disseram o quê?
J) De quais nações eram esses moradores?

A festa de Pentecostes representa o nascimento da Igreja (aniversário da Igreja) com a missão de dar continuidade à obra de Cristo através dos tempos, em meio a diversidade dos povos.

Nos dias de hoje há muitos discípulos de Jesus que testemunham com a mesma fé e coragem dos primeiros cristãos.

Que o Espírito Santo nos dê força e coragem para enfrentarmos os nossos medos.

E quando é que recebemos o Espírito Santo?

É no Batismo que recebemos o Espírito Santo. Ele nos dá seus dons. Porém, não podemos deixá-los escondidos, mas devemos colocá-los a serviço dos irmãos.
O Espírito Santo derrama sobre nós seus dons e seus frutos.

Os dons do Espírito Santo são 7: Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor a Deus.
Os frutos do Espírito Santo são 9: amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, mansidão e domínio de si.
Quem possui o Espírito Santo em seu coração, sabe diferenciar a vontade de Deus para sua vida.

Oração final:
Nós vos pedimos, ó Deus, que o vosso Espírito nos transforme com a força de seus frutos e dons, dando-nos um coração capaz de agradecer-vos e de aceitar a vossa vontade. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Rezar:
Pai Nosso, Ave-Maria e Santo Anjo


O dom do temor de Deus, do qual hoje falamos, conclui a série dos sete dons do Espírito Santo.

Não significa ter medo de Deus: sabemos que Deus é Pai e nos ama, quer a nossa salvação e nos perdoa sempre; por isso, não há motivo para ter medo dele! Ao contrário, o temor de Deus é o dom do Espírito que nos recorda como somos pequenos diante de Deus e do seu amor, e que o nosso bem está no nosso abandono com humildade, respeito e confiança nas suas mãos. Este é o temor de Deus: o abandono à bondade do nosso Pai, que nos ama imensamente.

Quando o Espírito Santo faz a sua morada no nosso coração, infunde-nos consolação e paz, levando-nos a sentir-nos como somos, isto é pequeninos, com aquela atitude — tão recomendada por Jesus no Evangelho — de quem põe todas as suas preocupações e expectativas em Deus, sentindo-se abraçado e sustentado pelo seu calor e pela sua salvaguarda, precisamente como uma criança com o seu pai! É isto que faz o Espírito Santo nos nossos corações: leva-nos a sentir-nos como crianças no colo do nosso pai. Então, neste sentido compreendemos bem que o temor de Deus assume em nós a forma da docilidade, do reconhecimento e do louvor, enchendo de esperança o nosso coração. Com efeito, muitas vezes não conseguimos entender o desígnio de Deus e damo-nos conta de que não somos capazes de assegurar sozinhos a nossa felicidade e a vida eterna. Mas é precisamente na experiência dos nossos limites e da nossa pobreza que o Espírito nos conforta e nos leva a sentir que a única coisa importante é deixar-nos conduzir por Jesus para os braços do seu Pai.

Eis por que motivo temos tanta necessidade deste dom do Espírito Santo. O temor de Deus faz-nos ter consciência de que tudo é graça e que a nossa verdadeira força consiste unicamente em seguir o Senhor Jesus e em deixar que o Pai possa derramar sobre nós a sua bondade e misericórdia. Abramos o coração, para receber a bondade e a misericórdia de Deus. É isto que faz o Espírito Santo mediante o dom do temor de Deus: abre os corações. Mantenhamos o coração aberto para deixar entrar o perdão, a misericórdia, a bondade e os afagos do Pai, porque nós somos filhos infinitamente amados.

Quando estamos cheios do temor de Deus, então somos levados a seguir o Senhor com humildade, docilidade e obediência. Mas isto não com atitude resignada e passiva, até lamentosa, mas com a admiração e a alegria de um filho que se reconhece servido e amado pelo Pai. Portanto, o temor de Deus não faz de nós cristãos tímidos e remissivos, mas gera em nós coragem e força! É uma dádiva que faz de nós cristãos convictos e entusiastas, que não permanecem submetidos ao Senhor por medo, mas porque se sentem comovidos e conquistados pelo seu amor! Ser conquistado pelo amor de Deus! Isto é bom! Deixemo-nos conquistar por este amor de pai, que nos ama muito, que nos ama com todo o seu coração.

Mas estejamos atentos, pois a dádiva de Deus, o dom do temor de Deus constitui também um «alarme» diante da obstinação do pecado. Quando uma pessoa vive no mal, quando blasfema contra Deus, quando explora o próximo, quando tiraniza contra ele, quando vive só para o dinheiro, a vaidade, o poder ou o orgulho, então o santo temor de Deus alerta-nos: atenção! Com todo este poder, com todo este dinheiro, com todo o teu orgulho, com toda a tua vaidade não serás feliz! Ninguém consegue levar consigo para o além o dinheiro, o poder, a vaidade ou o orgulho. Nada! Só podemos levar o amor que Deus Pai nos concede, as carícias de Deus, aceites e recebidas por nós com amor. E podemos levar aquilo que fizermos pelo próximo. Estejamos atentos a não pôr a esperança no dinheiro, no orgulho, no poder e na vaidade, pois tudo isto não nos pode prometer nada de bom! Por exemplo, penso nas pessoas que têm responsabilidades sobre os outros e se deixam corromper; pensais que uma pessoa corrupta será feliz no além? Não, todo o fruto do seu suborno corrompeu o seu coração e será difícil alcançar o Senhor. Penso em quantos vivem do tráfico de pessoas e do trabalho escravo; pensais que quantos traficam pessoas, que exploram o próximo com o trabalho escravo têm o amor de Deus no seu coração? Não, não têm temor de Deus e não são felizes. Não o são! Penso naqueles que fabricam armas para fomentar as guerras; mas que profissão é esta! Estou convicto de que se agora eu vos dirigir a pergunta: quantos de vós sois fabricantes de armas? Nenhum, ninguém! Estes fabricantes de armas não vêm para ouvir a Palavra de Deus! Eles fabricam a morte, são mercantes de morte, fazem da morte mercadoria. Que o temor de Deus os leve a compreender que um dia tudo acaba e que deverão prestar contas a Deus.

Caros amigos, o Salmo 34 leva-nos a rezar assim: «Quando um pobre invoca o Senhor, Ele atende-o e liberta-o de todas as suas angústias. O anjo do Senhor assenta os seus arraiais em redor dos que O temem e os salva» (vv. 7-8). Peçamos ao Senhor a graça de unir a nossa voz à dos pobres, para acolher o dom do temor de Deus e poder reconhecer-nos, juntamente com eles, revestidos de misericórdia e de amor a Deus, que é o nosso Pai, o nosso pai. Assim seja!

Papa Francisco, 11 de junho de 2014.

Fonte: https://w2.vatican.va


 Espírito Santo, Jesus disse que Tu és Aquele que nos dá a conhecer todas as coisas (Jo, 16, 13).
Então, dá-Te a conhecer a nós!

O Espírito Santo é, na comunhão da Santíssima Trindade, Comunhão que nós aprendemos a chamar “Deus”, o ponto de encontro eterno entre o Pai e o Filho, o Amor Divino com jeito de abraço e inspiração de reciprocidade. É uma Pessoa Divina, como o Pai e o Filho, uma interioridade espiritual eterna e perfeita, única, original, irrepetível, livre, capaz de amar e que se realiza na comunhão com outras Pessoas. Não é uma “pombinha”, nem um vento, nem uma “coisa” sagrada que se tenha e se dê! A má compreensão dos símbolos bíblicos para dizer a ação do Espírito de Deus fez com que se “coisificasse” a Sua existência.

Os símbolos bíblicos do Espírito Santo são a água, o fogo, o vento, o óleo e a pomba.

O “Espírito de Iahweh” é no Antigo Testamento a atividade de Deus, a Sua ação na história sempre eficaz e, ao mesmo tempo, sempre discreta. Por isso são precisos símbolos para exprimi-la…

A Água é símbolo em todas as culturas antigas de purificação, renascimento, fecundidade… A Criação está marcada por este símbolo, já que “o Espírito sobrevoava as águas” (Gn 1, 2). E no tempo de Noé, é pela água que Deus atua a recriação da Humanidade que, entretanto, se tinha corrompido (Gn 7, 17). João Batista era com o batismo na água do Jordão que preparava o Resto Fiel para a chegada do Messias. E ainda hoje os discípulos deste Messias utilizam a água para celebrar o Batismo.

O Fogo é símbolo de todo o mistério, o maravilhoso intocável, o que assume e transforma em si próprio tudo o que toca. No deserto, o povo era iluminado por uma coluna de fogo durante a noite (Ex 13, 21), e o novo povo de Deus é também conduzido pelo fogo do Espírito Santo que abrasa e ilumina a partir da experiência de Pentecostes (At 2, 3).

O Vento é o que atua sem ser visto, está presente sem se conseguir agarrar, “sopra onde quer, ninguém sabe de onde vem nem para onde vai, Ruah, mas todos escutam a sua voz” (Jo 3, 8). O profeta Elias, escondido com medo da rainha Jezabel, é na brisa suave do vento que percebe a presença de Deus (1Rs 19, 13). O profeta Ezequiel descreve a visão de um campo de ossos ressequidos aos quais, Deus envia uma brisa suave, um vento que os percorre e revigora trazendo-os à vida (Ez 37, 1-10). “Espírito” em hebraico diz-se “Ruah”, que significa mesmo “vento”, “aragem”. E tem também o significado de “hálito” ou “alento” de vida. O Ruah Iahweh – Espírito de Deus – é o Hálito que sai da boca de Deus como alento de Vida: “Deus insuflou no barro amassado o seu Ruah – hálito, alento, respiração – e o Homem tornou-se um Vivente!” (Gn 2, 7).

Também Jesus Ressuscitado “soprou sobre os Apóstolos, dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo!” (Jo 20, 22). Sim, o Espírito Santo é o Alento de Vida de Jesus Ressuscitado.

O Óleo  ou Azeite é símbolo do vigor, da força, da cura e da eleição. Na Grécia antiga, por exemplo, os participantes nos jogos olímpicos untavam-se com óleo – azeite virgem – para tonificar os músculos, dar vigor e beleza ao seu corpo. Esse mesmo óleo era utilizado por todos os povos da antiguidade para curar feridas abertas, pelas suas propriedades cicatrizantes. Além disso, a unção com óleo sobre a cabeça era o símbolo privilegiado da eleição divina de alguém: “Samuel pegou no corno cheio de óleo e ungiu David. A partir desse momento, o Espírito de Deus apoderou-se dele” (1Sm 16, 13). Ainda hoje usamos a unção com óleo como símbolo desta consagração ao Espírito Santo nos sacramentos do Batismo, Confirmação, Ordem e Unção dos Enfermos. Os nomes “Messias” e “Cristo” que significam em hebraico e grego “Ungido”, têm por base esta simbologia bíblica da unção-eleição de alguém por parte de Deus para realizar o Seu Projeto.

A Pomba é o símbolo da leveza, da agilidade e das boas notícias. “No princípio, o Espírito sobrevoava as águas” (Gn 1, 2), e será uma pomba a dar a Noé a Boa Notícia da Recriação (Gn 8, 8-12). No batismo de Jesus, “o Ruah Espírito Santo desceu na forma de uma pomba sobre ele”, símbolo da unção messiânica confirmada por Deus, de quem se ouve a voz: “Tu és o meu filho muito amado; em ti ponho todo o Meu agrado” (Lc 3, 22).

No Catecismo da Igreja Católica, a partir do item 691, encontramos o nome, denominações e os símbolos do Espírito Santo. Lá encontramos também o Selo, como símbolo do Espírito Santo:


O Selo é um símbolo próximo ao da unção. Indica o caráter indelével da unção do Espírito nos sacramentos e falam da consagração do cristão. Em 2Cor l,22, "O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações." Em Ef 1,13: "Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa". Em Ef 4,30: "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção".


Os símbolos servem para dizer o “importante não evidente”. No entanto, o Espírito Santo não é uma “coisa”, mas uma Pessoa. Que não se explica por meio de objetos ou coisas.

Pe. Rui Santiago, cssr.

In Ruah.
  
Fonte: http://www.catequistasemformacao.com/2016/05/os-simbolos-do-espirito-santo.html


Hoje desejamos meditar sobre um dom do Espírito Santo que muitas vezes é mal entendido ou considerado de modo superficial mas, ao contrário, refere-se ao cerne da nossa identidade e da nossa vida cristã: trata-se do dom da piedade.

É necessário esclarecer imediatamente que este dom não se identifica com a compaixão por alguém, a piedade pelo próximo, mas indica a nossa pertença a Deus e o nosso vínculo profundo com Ele, um elo que dá sentido a toda a nossa vida e que nos mantém firmes, em comunhão com Ele, até nos momentos mais difíceis e atormentados.

Este vínculo com o Senhor não deve ser entendido como um dever ou imposição. É uma ligação que vem de dentro. Trata-se de uma relação vivida com o coração: é a nossa amizade com Deus que nos foi concedida por Jesus, uma amizade que transforma a nossa vida e nos enche de entusiasmo e alegria. Por isso, o dom da piedade suscita em nós, antes de tudo, a gratidão e o louvor. Com efeito, este é o motivo e o sentido mais autêntico do nosso culto e da nossa adoração. Quando o Espírito Santo nos faz sentir a presença do Senhor e todo o seu amor por nós, aquece o nosso coração e leva-nos quase naturalmente à oração e à celebração. Portanto, piedade é sinônimo de espírito religioso genuíno, de confiança filial em Deus e da capacidade de lhe rezar com amor e simplicidade, que é própria das pessoas humildades de coração. 

Se o dom da piedade nos faz crescer na relação e na comunhão com Deus, levando-nos a viver como seus filhos, ao mesmo tempo ajuda-nos a derramar este amor também sobre os outros e a reconhecê-los como irmãos. Então, sim, seremos impelidos por sentimentos de piedade — não de pietismo! — pelos que estão ao nosso lado e por quantos encontramos todos os dias. Por que razão digo não de pietismo? Porque alguns pensam que ter piedade significa fechar os olhos, fazer cara de santinho, disfarçar-se de santo. Em piemontês nós dizemos: ser «mugna quacia» («fingido»). Não é esta a dádiva da piedade. O dom da piedade significa ser verdadeiramente capaz de se alegrar com quantos estão alegres, de chorar com quem chora, de estar próximo daquele que está sozinho ou angustiado, de corrigir quantos erram, de consolar quem está aflito, de acolher e socorrer aquele que está em necessidade. Há uma relação muito estreita entre o dom da piedade e mansidão. A dádiva da piedade, que recebemos do Espírito Santo, torna-nos mansos, tranquilos, pacientes e em paz com Deus, pondo-nos ao serviço do próximo com mansidão.

Caros amigos, na Carta aos Romanos o apóstolo Paulo afirma: «Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porquanto, não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: “Aba! Pai!”» (Rm 8, 14-15). Peçamos ao Senhor que a dádiva do seu Espírito possa vencer o nosso temor, as nossas incertezas e até o nosso espírito irrequieto, impaciente, e possa tornar-nos testemunhas jubilosas de Deus e do seu amor, adorando o Senhor na verdade e também no serviço ao próximo com mansidão e com o sorriso que o Espírito Santo sempre nos proporciona na alegria. Que o Espírito Santo nos conceda a todos este dom da piedade.

Papa Francisco, 04 de junho de 2014.



Hoje, gostaria de elucidar mais um dom do Espírito Santo, a dádiva da ciência.

Quando se fala de ciência, o pensamento dirige-se imediatamente para a capacidade que o homem tem de conhecer cada vez melhor a realidade que o circunda e de descobrir as leis que regulam a natureza e o universo. Contudo, a ciência que deriva do Espírito Santo não se limita ao conhecimento humano: trata-se de um dom especial, que nos leva a entender, através da criação, a grandeza e o amor de Deus e a sua profunda relação com cada criatura.

Quando são iluminados pelo Espírito, os nossos olhos abrem-se à contemplação de Deus, na beleza da natureza e na grandiosidade do cosmos, levando-nos a descobrir como tudo nos fala d’Ele e do seu amor. Tudo isto suscita em nós um grandioso encanto e um profundo sentido de gratidão! É a sensação que sentimos também quando admiramos uma obra de arte, ou qualquer maravilha que seja fruto do engenho e da criatividade do homem: diante de tudo isto, o Espírito leva-nos a louvar o Senhor do profundo do nosso coração e a reconhecer, em tudo aquilo que temos e somos, é um dom inestimável de Deus e um sinal do seu amor infinito por nós.

No primeiro capítulo do Gênesis, precisamente no início da Bíblia inteira, põe-se em evidência que Deus se compraz com a sua criação, sublinhando reiteradamente a beleza e a bondade de tudo. No final de cada dia está escrito: «Deus viu que isso era bom» (1, 12.18.21.25): se Deus vê que a criação é boa, é bela, também nós devemos assumir esta atitude e ver que a criação é boa e bela. Eis o dom da ciência, que nos faz ver esta beleza; portanto, louvemos a Deus, dando-lhe graças por nos ter concedido tanta beleza! E quando Deus terminou de criar o homem, não disse «viu que isso era bom», mas disse que era «muito bom» (v. 31). Aos olhos de Deus, nós somos a realidade mais bela, maior, mais boa da criação: até os anjos estão abaixo de nós, nós somos mais do que os anjos, como ouvimos no livro dos Salmos. O Senhor ama-nos! Devemos dar-lhe graças por isto. O dom da ciência põe-nos em profunda sintonia com o Criador, levando-nos a participar na limpidez do seu olhar e do seu juízo. E é nesta perspectiva que nós conseguimos encontrar no homem e na mulher o ápice da criação, como cumprimento de um desígnio de amor que está gravado em cada um de nós e que nos faz reconhecer como irmãos e irmãs.

Tudo isto é motivo de serenidade e de paz, e faz do cristão uma testemunha jubilosa de Deus, no sulco de são Francisco de Assis e de muitos santos que souberam louvar e cantar o seu amor através da contemplação da criação. Mas ao mesmo tempo, o dom da ciência ajuda-nos a não cair nalgumas atitudes excessivas ou erradas. A primeira é constituída pelo risco de nos considerarmos senhores da criação. A criação não é uma propriedade, que podemos manipular a nosso bel-prazer; nem muito menos uma propriedade que pertence só a alguns, a poucos: a criação é um dom, uma dádiva maravilhosa que Deus nos concedeu, para a cuidarmos e utilizarmos em benefício de todos, sempre com grande respeito e gratidão. A segunda atitude errada é representada pela tentação de nos limitarmos às criaturas, como se elas pudessem oferecer a resposta a todas as nossas expectativas. Com o dom da ciência, o Espírito ajuda-nos a não cair neste erro.

Mas gostaria de voltar a meditar sobre o primeiro caminho errado: manipular a criação, em vez de a preservar. Devemos conservar a criação, porque é uma dádiva que o Senhor nos concedeu, um dom que Deus nos ofereceu; nós somos guardas da criação. Quando exploramos a criação, destruímos o sinal do amor de Deus. Destruir a criação significa dizer ao Senhor: «Não me agrada». E isto não é bom: eis o pecado!

A preservação da criação é precisamente a conservação do dom de Deus; e significa dizer a Deus: «Obrigado, eu sou o guardião da criação, mas para a fazer prosperar, e não para destruir a tua dádiva!». Esta deve ser a nossa atitude em relação à criação: preservá-la, pois se aniquilarmos a criação, será ela que nos destruirá! Não esqueçais isto! Certa vez eu estava no campo e ouvi o dito de uma pessoa simples, que gostava muitos de flores e que as preservava. Ela disse-me: «Devemos conservar estas belezas que Deus nos concedeu; a criação é para nós, a fim de beneficiarmos dela; não a devemos explorar, mas conservar, porque Deus perdoa sempre; nós, homens, perdoamos algumas vezes, mas a criação nunca perdoa, e se tu não a preservares, ela destruir-te-á!».

Isto nos leve a pensar e a pedir ao Espírito Santo a dádiva da ciência, para compreender bem que a criação é o dom mais bonito de Deus. Ele fez muitas coisas boas para a melhor coisa, que é a pessoa humana.

Papa Francisco, 21 de maio de 2014.



Nas catequeses passadas, refletimos sobre os primeiros dons do Espírito Santo: a sabedoria, o entendimento e o conselho. Hoje pensemos naquilo que o Senhor faz: Ele vem sempre para nos apoiar nas nossas debilidades e fá-lo com um dom especial: o dom da fortaleza.

1. Existe uma parábola, narrada por Jesus, que nos ajuda a compreender a importância deste dom. Um semeador foi semear; porém, nem toda a semente que lançava dava fruto. A parte que caiu à beira do caminho foi comida pelas aves; a que caiu em terreno pedregoso ou no meio da sarça brotou, mas foi imediatamente secada pelo sol ou sufocada pelos espinhos. Só a que cai em boa terra germinou e deu fruto (cf. Mc 4, 3-9; Mt 13, 3-9; Lc 8, 4-8). Como o próprio Jesus explica aos discípulos, este semeador representa o Pai, que lança abundantemente a semente da sua Palavra. A semente, contudo, depara-se com a aridez do nosso coração e, mesmo quando é acolhida, corre o risco de permanecer estéril. Ao contrário, com o dom da fortaleza, o Espírito Santo liberta o terreno do nosso coração, liberta-o do torpor, das incertezas e de todos os temores que podem detê-lo, de modo que a Palavra do Senhor seja posta em prática, de forma autêntica e jubilosa. Este dom da fortaleza é uma verdadeira ajuda, dá-nos força, liberta-nos também de tantos impedimentos.

2. Há inclusive alguns momentos difíceis e situações extremas em que o dom da fortaleza se manifesta de forma extraordinária, exemplar. É o caso daqueles que devem enfrentar experiências particularmente difíceis e dolorosas, que transtornam a sua vida e a dos seus entes queridos. A Igreja resplandece com o testemunho de muitos irmãos e irmãs que não hesitaram em oferecer a própria vida, para permanecer fiéis ao Senhor e ao Evangelho. Também hoje não faltam cristãos que em várias partes do mundo continuam a celebrar e a testemunhar a sua fé, com profunda convicção e serenidade, e resistem mesmo quando sabem que isso pode implicar um preço mais alto. Também nós, todos nós, conhecemos pessoas que viveram situações difíceis, muitas dores. Mas, pensemos naqueles homens, naquelas mulheres, que enfrentam um vida difícil, lutam para sustentar a família, educar os filhos: fazem tudo isto porque há o espírito de fortaleza que os ajuda. Quantos homens e mulheres — nós não conhecemos os seus nomes — honram o nosso povo, honram a nossa Igreja, porque são fortes: fortes ao levar em frente a própria vida, a própria família, o seu trabalho, a sua fé. Estes nossos irmãos e irmãs são santos, santos no dia-a-dia, santos escondidos no meio de nós: têm precisamente o dom da fortaleza para cumprir o seu dever de pessoas, pais, mães, irmãos, irmãs, cidadãos. Temos muitos! Agradecemos ao Senhor por estes cristãos que têm uma santidade escondida: é o Espírito Santo que têm dentro que os leva em frente! E far-nos-á bem pensar nestas pessoa: se eles têm tudo isto, se eles o podem fazer, por que nós não? E far-nos-á bem também pedir ao Senhor que nos dê o dom da fortaleza.

Não devemos pensar que o dom da fortaleza seja necessário só em determinadas ocasiões e situações particulares. Este dom deve constituir o fundamento do nosso ser cristãos, na ordinariedade da nossa vida quotidiana. Como disse, em todos os dias da vida quotidiana devemos ser fortes, precisamos desta fortaleza, para fazer avançar a nossa vida, a nossa família, a nossa fé. O apóstolo Paulo pronunciou uma frase que nos fará bem ouvir: «Tudo posso naquele que me fortalece» (Fl 4, 13). Quando enfrentamos a vida comum, quando chegam as dificuldades, recordemos isto: «Tudo posso naquele que me fortalece». O Senhor dá a força, sempre, não a faz faltar. O Senhor não nos dá prova maior da que pudemos suportar. Ele está sempre conosco. «Tudo posso naquele que me fortalece».

Queridos amigos, por vezes, podemos ser tentados a deixar-nos levar pela inércia ou pior pelo desconforto, sobretudo diante das dificuldades e das provações da vida. Nestes casos, não desanimemos, invoquemos o Espírito Santo, para que com o dom da fortaleza possa aliviar o nosso coração e comunicar nova força e entusiasmo à nossa vida e à nossa sequela de Jesus.

Papa Francisco, 14 de maio de 2014.



Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. A Ele, como também ao Pai e o Filho, prestamos culto de adoração e o servimos por toda a vida.

O Espírito Santo nas Escrituras nos é apresentado através de diversos símbolos: vento, água, fogo, unção, nuvem, luz, selo, dedo, pomba (CIC 694-701). Cada um tem um significado, e que, em resumo, mostra Sua a Ação na Vida e na História.

O Espírito Santo vem às nossas almas no dia do nosso Batismo, derramando sobre nós as três virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade. E vem de um modo mais solene no dia em que recebemos o Sacramento do Crisma ou Confirmação, onde o Espírito derrama sobre nós os sete dons: A Sabedoria, o Entendimento, o Conselho, a Fortaleza, a Ciência, a Piedade e o Temor de Deus.

São Paulo em sua carta aos Gálatas descreve 9 frutos do Espírito Santo, e afirma ser possível experimentá-los apenas por obra do Espírito Santo (cf. Gál. 5, 22-23): Amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, mansidão e domínio de si.

É importante conhecer os dons e frutos do Espírito, pois nos dá a entender seu jeito de agir, porém, devemos ter em mente que, o Espírito é Deus, e como tal, não se limita a símbolos e números.
 












Continuando nossa catequese sobre os Dons do Espírito Santo, vamos hoje falar sobre o dom do Entendimento.

Depois de ter meditado sobre a sabedoria, como primeiro dos sete dons do Espírito Santo, gostaria hoje de chamar a atenção para o segundo dom, ou seja, o entendimento. Aqui, não se trata da inteligência humana, da capacidade intelectual de que podemos ser mais ou menos dotados. Ao contrário, é uma graça que só o Espírito Santo pode infundir e que suscita no cristão a capacidade de ir além do aspecto externo da realidade e perscrutar as profundidades do pensamento de Deus e do seu desígnio de salvação.

Dirigindo-se à comunidade de Corinto, o apóstolo Paulo descreve bem os efeitos deste dom — ou seja, como age em nós o dom do entendimento — e Paulo diz o seguinte: «Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus preparou para aqueles que o amam. Todavia, Deus no-los revelou pelo seu Espírito» (1 Cor 2, 9-10). Obviamente, isto não significa que o cristão pode compreender tudo e ter um conhecimento completo dos desígnios de Deus: tudo isto permanece à espera de se manifestar em toda a sua limpidez, quando nos encontrarmos na presença de Deus e formos verdadeiramente um só com Ele. No entanto, como sugere a própria palavra, a inteligência permite «intus legere», ou seja, «ler dentro»: esta dádiva faz-nos compreender a realidade como o próprio Deus a entende, isto é, com a inteligência de Deus. Porque podemos compreender uma situação com a inteligência humana, com prudência, e isto é um bem. Contudo, compreender uma situação em profundidade, como Deus a entende, é o efeito deste dom. E Jesus quis enviar-nos o Espírito Santo para que também nós tenhamos este dom, para que todos nós consigamos entender a realidade como Deus a compreende, com a inteligência de Deus. Trata-se de um bonito presente que o Senhor concedeu a todos nós. É o dom com que o Espírito Santo nos introduz na intimidade com Deus, tornando-nos partícipes do desígnio de amor que Ele tem em relação a nós.

Então, é claro que o dom do entendimento está intimamente ligado à fé. Quando o Espírito Santo habita o nosso coração e ilumina a nossa mente, faz-nos crescer dia após dia na compreensão daquilo que o Senhor disse e levou a cabo. O próprio Jesus disse aos seus discípulos: enviar-vos-ei o Espírito Santo e Ele fará entender tudo o que vos ensinei. Compreender os ensinamentos de Jesus, entender a sua Palavra, compreender o Evangelho, entender a Palavra de Deus. Podemos ler o Evangelho e entender algo, mas se lermos o Evangelho com este dom do Espírito Santo conseguiremos compreender a profundidade das palavras de Deus. Este é um grande dom, uma dádiva enorme que todos nós devemos pedir, e pedir juntos: concedei-nos, ó Senhor, o dom do entendimento!

Há um episódio do Evangelho de Lucas que explica muito bem a profundidade e a força deste dom. Depois de ter assistido à morte na Cruz e à sepultura de Jesus, dois dos seus discípulos, desiludidos e amargurados, deixam Jerusalém e voltam para o seu povoado chamado Emaús. Enquanto caminham, Jesus ressuscitado aproxima-se deles e começa a falar-lhes mas os seus olhos, velados pela tristeza e até pelo desespero, não são capazes de o reconhecer. Jesus caminha ao seu lado, mas eles sentem-se tão tristes, tão desesperados, que não o reconhecem. Contudo, quando o Senhor lhes explica as Escrituras para que compreendam que Ele devia ter sofrido e morrido para depois ressuscitar, as suas mentes abriram-se e nos seus corações voltou a acender-se a esperança (cf. Lc 24, 13-27). E é isto que nos faz o Espírito Santo: abre-nos a mente, abre-nos para nos fazer entender melhor, para nos levar a compreender melhor as disposições de Deus, as realidades humanas, as situações, tudo. O dom do entendimento é importante para a nossa vida cristã. Peçamos ao Senhor que nos conceda a todos este dom, a fim de nos fazer compreender, como Ele mesmo entende, as situações que acontecem e para que compreendamos, sobretudo, a Palavra de Deus no Evangelho.

Papa Francisco, 30 de abril de 2014.



Hoje damos início a um ciclo de catequeses sobre os dons do Espírito Santo. 

A cada dia postaremos uma catequese feita pelo Papa Francisco a respeito de cada dom.

Vós sabeis que o Espírito Santo constitui a alma, a linfa vital da Igreja e de cada cristão: é o Amor de Deus que faz do nosso coração a sua morada e entra em comunhão com cada um de nós. O Espírito Santo está sempre conosco, no nosso coração.

Linfa. Substantivo feminino
1.frm. a água, esp. a límpida.
2.BIOQUÍMICA - líquido orgânico originado do sangue, composto de proteínas e lipídios, que circula nos vasos linfáticos e transporta glóbulos brancos, esp. linfócitos T.

O próprio Espírito é «o dom de Deus» por excelência (cf. Jo 4, 10), um presente de Deus e, por sua vez, transmite vários dons a quantos o acolhem. A Igreja identifica sete, número que simbolicamente significa plenitude, totalidade; são aqueles que aprendemos quando nos preparamos para receber o sacramento da Confirmação e que invocamos na antiga prece da chamada «Sequência ao Espírito Santo». Os dons do Espírito Santo são os seguintes: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus.
Portanto o primeiro dom do Espírito Santo, de acordo com este elenco, é a sabedoria. Mas não se trata simplesmente da sabedoria humana, que é fruto do conhecimento e da experiência. Na Bíblia narra-se que, no momento da sua coroação como rei de Israel, Salomão tinha pedido o dom da sapiência (cf. 1 Rs 3, 9). E a sapiência consiste precisamente nisto: é a graça de poder ver tudo com os olhos de Deus. É simplesmente isto: ver o mundo, as situações, as conjunturas e os problemas, tudo, com os olhos de Deus. Nisto consiste a sabedoria. Às vezes nós vemos a realidade segundo o nosso prazer, ou em conformidade com a situação do nosso coração, com amor ou com ódio, com inveja… Não, este não é o olhar de Deus. A sabedoria é aquilo que o Espírito Santo realiza em nós, a fim de vermos todas as realidades com os olhos de Deus. Este é o dom da sabedoria.

E obviamente ele deriva da intimidade com Deus, da relação íntima que temos com Deus, da nossa relação de filhos com o Pai. E quando mantemos esta relação, o Espírito Santo concede-nos o dom da sabedoria. Quando estamos em comunhão com o Senhor, é como se o Espírito Santo transfigurasse o nosso coração, levando-o a sentir toda a sua veemência e predileção.

Assim, o Espírito Santo torna o cristão «sábio». Mas isto não no sentido que ele tem uma resposta para cada coisa, que sabe tudo, mas no sentido que «sabe» de Deus, sabe como Deus age, distingue quando algo é de Deus e quando não o é; tem aquela sabedoria que Deus infunde nos nossos corações. O coração do homem sábio, neste sentido, tem o gosto e o sabor de Deus. E como é importante que nas nossas comunidades haja cristãos assim! Neles tudo fala de Deus, tornando-se um sinal bonito e vivo da Sua presença e do Seu amor. É algo que não podemos improvisar, que não conseguimos alcançar sozinhos: é um dom que Deus concede àqueles que se tornam dóceis ao Espírito Santo. O Espírito Santo está dentro de nós, no nosso coração; podemos ouvi-lo, podemos escutá-lo. Se prestarmos ouvidos ao Espírito, Ele ensinar-nos-á o caminho da sabedoria, incutir-nos-á a sabedoria, que consiste em ver com os olhos de Deus, ouvir com os ouvidos de Deus, amar com o Coração de Deus, julgar com o juízo de Deus. Esta é a sabedoria que nos confere o Espírito Santo, e todos nós podemos tê-la. Só devemos pedi-la ao Espírito Santo.

Pensai numa mãe, em casa com os seus filhos; quando um deles faz algo, o segundo pensa noutra travessura e a pobre mãe vai de um lado para o outro, com os problemas das crianças. E quando as mães se cansam e repreendem os filhos, qual é a sabedoria? Ralhar com os filhos — pergunto-vos — é sabedoria? O que dizeis: é sabedoria ou não? Não! Ao contrário, quando a mãe pega no seu filho e o repreende docilmente, dizendo-lhe: «Não faças isto, por este motivo…», explicando-lhe com muita paciência, isto é sabedoria de Deus? Sim! É quanto nos dá o Espírito Santo na vida! Além disso, por exemplo no matrimônio, os dois cônjuges — o esposo e a esposa — brigam e depois não se olham no rosto, ou quando se olham fazem-no de cara torta: isto é sabedoria de Deus? Não! Ao contrário, quando dizem: «Bem, passou a tempestade, façamos as pazes», e retomam o caminho em frente, em paz: isto é sabedoria? [o povo: sim!]. Eis no que consiste o dom da sabedoria! Que haja em casa, com as crianças e com todos nós!

E isto não se aprende: trata-se de um dom do Espírito Santo. Por isso, devemos pedir ao Senhor que nos conceda o Espírito Santo e nos confira a dádiva da sabedoria, daquela sapiência de Deus que nos ensina a ver com os olhos de Deus, a sentir com o Coração de Deus e a falar com as palavras de Deus. E assim, com esta sabedoria, vamos em frente, construamos a família, edifiquemos a Igreja santificando-nos a todos. Hoje peçamos a graça da sabedoria. E peçamo-la a Nossa Senhora, que é a Sede da sabedoria, deste dom: que Ela nos conceda esta graça.

Papa Francisco, 30 de abril de 2014.


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