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Imaculado Coração de Maria
Origem da devoção ao Imaculado Coração de Maria
A memória litúrgica do Imaculado Coração de Maria é comemorada no sábado seguinte à solenidade do Sagrado Coração de Jesus, celebrada na segunda sexta-feira depois da solenidade de Corpus Christi. No entanto, a devoção ao Imaculado Coração de Maria remonta aos inícios da Igreja, pois tem suas raízes mais profundas nas Sagradas Escrituras. Nelas, encontramos referências ao Imaculado Coração no Evangelho segundo São Lucas, o “pintor” da Santíssima Virgem: “Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lc 2,19). “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração” (Lc 2,51).
A semente do Evangelho, plantada pelos apóstolos e discípulos de Jesus Cristo, germinou na doutrina dos Santos Padres e desenvolveu-se com os teólogos e místicos da Idade Média. Nos séculos seguintes, surgiram outros grandes devotos do Imaculado Coração de Maria, bem como do Coração de Jesus, como São Bernardo, Santa Gertrudes, Santa Brígida, São Bernardino de Sena e São João Eudes. Este último foi o maior apóstolo da devoção ao Coração de Maria. Em 1648, o Padre João Eudes obteve do Bispo de Autun, na França, a aprovação da celebração da festa.
Um mês com Maria - 31/31 – O Santo Rosário
Em Lourdes e em Fátima, Nossa Senhora apareceu para nos
recomendar particularmente o Santo Rosário. Em Lourdes, Ela mesma desfiava a
esplêndida coroa enquanto Santa Bernadette recitava as Ave-Marias. Em Fátima, a
cada aparição, Maria recomendava a recitação do Santo Rosário. Ainda mais na
última aparição, em que Ela se apresentou como Nossa Senhora do Rosário. É
verdadeiramente grande a importância que Nossa Senhora deu ao Rosário. Quando
em Fátima falou da salvação dos pecadores, da ruína de muitas almas ao Inferno,
das guerras e do destino da nossa época, Maria indicou, recomendou como oração
salvífica o Rosário. Lúcia dirá uma síntese que “desde que a Virgem Santíssima
deu grande eficácia ao Santo Rosário, não existe problema material, espiritual,
nacional ou internacional que não se possa resolver com o Santo Rosário e com
os nossos sacrifícios.”
Salva e santifica
Um episódio de graça. S. José Cafasso, numa manhã, passando
pelas ruas de Torino, encontrou uma pobre velha que caminhava toda curva,
recitando devagarinho o Rosário. Indagou-a porque rezava tão cedo. Ela disse
que estava limpando as ruas. Confuso, pediu que lhe explicasse o que queria
dizer. Ela respondeu que naquela noite, nas ruas daquela vila, havia sido noite
de carnaval, havendo muitos pecados. Rezando o Rosário, ela perfumava o local
manchado pelo pecado. Veja: o Rosário purifica nossa alma das culpas e as
perfuma com a Graça. O Rosário salva as almas. S. Maximiliano escrevia na sua
agendinha: “Quantas coroas, quantas almas salvas!” Pensamos nisso? Todos
poderíamos salvar almas recitando coroas do Rosário. Que caridade de
inestimável valor seria esta. O que dizer das conversões dos pecadores obtidos
com o Santo Rosário? Deveriam falar S. Domingos, S. Luis Maria Grignon de
Montfort, S. Cura d’Ars, S. Pe. Pio de Pieltrecina… O Santo Rosário faz bem a
todos: aos pecadores, aos bons, aos santos… Quando a S. Felipe Néri perguntava
qual oração escolher, sem hesitar, respondia: “O Rosário! Recitai-o amiúde!”
Também a Pe Pio lhe perguntou um filho espiritual qual oração preferir para
toda a vida. Pe Pio respondeu logo: “O Rosário!” Sobretudo os santos
demonstraram a eficácia da graça do Rosário. Estes foram verdadeiros apóstolos
do Rosário: S. Pedro Canísio, S. Carlos Borromeu, S. Camilo Lélis, S. Antônio
Maria Gianelli, S. João Bosco… Entre os maiores, talvez, sobressaia-se S. Pe
Pio. No seu exemplo existe um prestigioso grau de sobre humano, pois ele chegou
a recitar mais de cem rosários, todos os dias, por muitos anos. Um modelo
gigante que garantiu a fecundidade do Rosário para a sua santificação e para a
salvação das almas. Quantos milhões de almas não foram misteriosamente atraídas
por aquele frade que por horas e horas, dia e noite, desfiava a coroa aos pés
de Nossa Senhora entre as mãos sanguinolentas de chagas? Ele demonstrou
verdadeiramente que “o Rosário é corrente de salvação pendurada nas mãos do
Salvador e da sua Ditosa Mãe e que indica de onde descem a nós as graças e por
onde deverá subir de nós cada esperança” (Papa Paulo VI).
Todos os dias a coroa
Toda a oração, toda a ciência e todo o amor de S. Bernadette
parecia consistir no Rosário. Sua irmã Tonieta dizia: “Bernadette não faz nada
além de rezar. Só sabe desfiar o Rosário”. O Rosário é uma oração Evangélica,
Cristológica, Contemplativa em Companhia de Maria (Marialis Cultus, n.44-47) .
Louvor e impetração cobrem as Ave-Marias fazendo escorregar a mente para o mistério presente na meditação. Que isto seja aos pés do altar ou pela rua, não é um obstáculo para o Rosário. Quando a mente se recolhe dirigindo-se a Maria, pouco importa se estamos na Igreja ou no trem, caminhando ou voando de avião. Esta facilidade que o Rosário oferece a quem quiser recitá-lo aumenta a nossa responsabilidade. É impossível não achar um quarto de hora para oferecer uma coroa a Maria. Em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer pessoa, sem livros nem cerimônias, em bom tom ou murmurando… Pensemos nos Rosários recitados nos quartos de hospital por S. Camilo de Lelis e por Santa Bertila Boscardin, pelas ruas de Roma por S. Vicente Pallotti; nos trens e nos navios por S. Francisca Xavier Cabrini, no deserto do Sahara por Frei Carlos Foucolad, nos palácios reais pela Venerável Maria Cristina de Savóia, nos campos de concentração e no bunker da morte por S. Maximiliano Maria Kolbe, sobretudo na família da Beata Ana Maria Taigi; pelos pais de S. Teresa, pela mãe de S. Maria Goretti… Não percamos tempo em coisas vãs e nocivas, quando temos um tesouro para valorizar como o Santo Rosário. Digamos e prometamos a Maria a conclusão do mês mariano: cada dia uma coroa do Rosário para Ti, ó Maria.
Louvor e impetração cobrem as Ave-Marias fazendo escorregar a mente para o mistério presente na meditação. Que isto seja aos pés do altar ou pela rua, não é um obstáculo para o Rosário. Quando a mente se recolhe dirigindo-se a Maria, pouco importa se estamos na Igreja ou no trem, caminhando ou voando de avião. Esta facilidade que o Rosário oferece a quem quiser recitá-lo aumenta a nossa responsabilidade. É impossível não achar um quarto de hora para oferecer uma coroa a Maria. Em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer pessoa, sem livros nem cerimônias, em bom tom ou murmurando… Pensemos nos Rosários recitados nos quartos de hospital por S. Camilo de Lelis e por Santa Bertila Boscardin, pelas ruas de Roma por S. Vicente Pallotti; nos trens e nos navios por S. Francisca Xavier Cabrini, no deserto do Sahara por Frei Carlos Foucolad, nos palácios reais pela Venerável Maria Cristina de Savóia, nos campos de concentração e no bunker da morte por S. Maximiliano Maria Kolbe, sobretudo na família da Beata Ana Maria Taigi; pelos pais de S. Teresa, pela mãe de S. Maria Goretti… Não percamos tempo em coisas vãs e nocivas, quando temos um tesouro para valorizar como o Santo Rosário. Digamos e prometamos a Maria a conclusão do mês mariano: cada dia uma coroa do Rosário para Ti, ó Maria.
No Coração Imaculado
Em Fátima, o Rosário foi o dom do Coração Imaculado de
Maria. E nós queremos concluir o mês mariano depondo nosso Rosário no Coração
da Imaculada com empenho de recitá-lo cada dia. O Rosário e o Coração Imaculado
de Maria assinalarão o triunfo final do Reino de Deus para esta época. A
devoção ao Rosário e a devoção ao Coração de Maria dizem que as almas devotas
do Rosário e do seu Coração Imaculado “Serão prediletas por Deus e como flores
serão colocadas por mim junto ao seu Trono”. Queira Ela mesma acender e
conservar aceso em nós o amor ao Rosário e ao Seu Coração Imaculado.
Votos
– Recitar um Rosário em agradecimento;
– Oferecer uma Santa Missa e uma comunhão em agradecimento;
– Consagrar-se ao Coração Imaculado de Maria.
Um mês com Maria - 30/31 – A devoção à Nossa Senhora
Muito conhecido, mas sempre belo e significativo este
episódio: Uma mãe ensina seu filho como fazer o sinal de cruz. Pega sua
mãozinha e leva à testa: “Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Repete
comigo.” “Mas, mãe, onde está a Mamãe?” Comovente intuição. A presença da mãe
não é secundária para a vida cristã. Ou seja: a devoção a Nossa Senhora não é
absolutamente um ornamento a mais, mas é indispensável. Ao contrário, Jesus
obscurece-se quando Maria está à sombra – escreveu o Pe. Faber – ou seja, sem a
devoção mariana, decai até o amor a Jesus. Neste sentido, o grande S. Afonso
Maria de Ligório queria a presença de Maria em tudo o que fazia. Quando
pregava, queria a imagem dEla junto aonde estava pregando. Disse àqueles que
estavam perto: “Hoje não fará grande efeito o sermão, porque Nossa Senhora não
está aqui”. A Igreja ensina que a devoção a Maria é moralmente necessária ao
cristão para se salvar, porque é elemento qualificador de piedade genuína da
Igreja (Marialis cultus, introdução) E ainda: a piedade da Igreja através da
Virgem Maria é elemento intrínseco do culto cristão (Ivi,56.) Nunca poderemos
ficar conformes a Jesus se não amamos Maria Santíssima como Ele. Este é o
elemento fundamental da vida cristã, dizia o Papa Pio XII. Maria deve ocupar em
nossa vida o lugar que a mãe ocupa na família, ou seja, o lugar do centro
vital, de coração e de amor. O que é uma família sem mãe?
Ela nos une a Jesus
“Se Deus nos predestinou para sermos conformes ao seu Filho
(cf. Rm 8,29), Maria – diz S. Luis Maria Grignion de Montfort – foi a fôrma que
formou Jesus e que continuou a formar Jesus em todos os que a Ela se entregam”.
Esculpir uma estátua exige um grande trabalho; servir-se de uma fôrma é muito
mais simples. Por isso os devotos de Maria podem ficar conformes Jesus no modo
mais rápido, mais fácil e mais agradável, dizia S. Maximiliano Maria Kolbe.
Quando está fora do lugar, a mesquinha preocupação de quem considera a Devoção
a Maria com certa suspeição, ou com o metro na mão, porque teme que se possa
exceder, comprometendo a plenitude da vida cristã e da mais alta santificação.
É próprio todo o contrário. A Igreja o ensina boníssimo. S. Pio X, em uma
encíclica mariana, recolhendo a voz dos padres e dos santos, escreve: “Ninguém
no mundo, quanto Maria, conheceu fundo Jesus. Ninguém maior é mestre e melhor
guia para fazer conhecer Cristo. Por consequência, ninguém é mais eficaz do que
a Virgem para unir os homens a Jesus.” O Concilio Vaticano II pontualizou que a
devoção Mariana não só não impede minimamente o imediato contato com Cristo,
mas o facilita (Lumen Gentium, n.0). O Papa Paulo VI acrescentou que Maria não
só favorece como tem a missão de unir a Jesus para reproduzir nos filhos os
lineamentos espirituais do Filho primogênito (Marialis Cultus, n.57). Que
tesouro, então, é uma ardente devoção a Maria!
Ela nos leva ao Paraíso
S. Gabriel de Nossa Senhora das Dores disse ao seu Padre
espiritual: “Padre, eu tenho certeza de ir para o Céu.” “E como o sabes?”
Perguntou o Padre. “Porque já estou lá! Amo Nossa Senhora, então estou no
Paraíso!” É assim mesmo! O amor a Maria é sinal de predestinação, garantia do
Céu, é amor de Paraíso. Este é ensinamento comum da Igreja. Basta lembrar aqui
3 grandes Doutores da Igreja.
S. Agostinho diz que todos os predestinados se acham fechados no seio de Maria, por isso o amor a Maria é um sinal precioso de salvação. S. Boaventura diz que quem é assinalado pela devoção mariana será assinalado no livro da Vida. S. Afonso de Ligório assegura que quem ama Maria pode estar tão certo do Paraíso como se já lá se encontrasse. Se é sinal de predestinação, então a devoção a Maria deve ser como o tesouro escondido no campo do qual fala Jesus no Evangelho (cf. Mt 13,44). E precisamos mesmo tomar cuidado e cultivar mesmo a devoção mariana porque S. Leonardo de Porto Maurício chega a dizer que é impossível que se salve quem não é devoto de Maria. E tem razão. O porquê diz S. Boaventura: “como por intermédio d’Ela, Deus desceu até nós e ascendamos até Deus, e então ninguém pode entrar no Paraíso se não passa por Maria que é a porta”. Por isso quando S. Carlos Borromeu fazia pôr a imagem de Nossa Senhora em todas as portas das Igrejas, queria mostrar aos cristãos que não se pode entrar no Templo do Paraíso sem passar pela “Porta do Céu”. Como conclusão, se temos a devoção a Maria, devemos guardá-la e cultivá-la com grande amor. Se não a temos, peçamo-la com todas as forças como dom de Graça principal deste mês de maio. Lembremos a esplêndida sentença de S. João Damasceno: “Deus faz a graça da devoção a Maria àqueles que deseja salvar”. Que esta graça ocupe todo nosso coração. É uma graça que vale o Paraíso. Tinha razão S. Pe Pio ao dizer que a devoção a Maria vale mais que a teologia e a filosofia, e tinha razão S. Maximiliano ao dizer que o amor a Maria faz viver e morrer felizes.
S. Agostinho diz que todos os predestinados se acham fechados no seio de Maria, por isso o amor a Maria é um sinal precioso de salvação. S. Boaventura diz que quem é assinalado pela devoção mariana será assinalado no livro da Vida. S. Afonso de Ligório assegura que quem ama Maria pode estar tão certo do Paraíso como se já lá se encontrasse. Se é sinal de predestinação, então a devoção a Maria deve ser como o tesouro escondido no campo do qual fala Jesus no Evangelho (cf. Mt 13,44). E precisamos mesmo tomar cuidado e cultivar mesmo a devoção mariana porque S. Leonardo de Porto Maurício chega a dizer que é impossível que se salve quem não é devoto de Maria. E tem razão. O porquê diz S. Boaventura: “como por intermédio d’Ela, Deus desceu até nós e ascendamos até Deus, e então ninguém pode entrar no Paraíso se não passa por Maria que é a porta”. Por isso quando S. Carlos Borromeu fazia pôr a imagem de Nossa Senhora em todas as portas das Igrejas, queria mostrar aos cristãos que não se pode entrar no Templo do Paraíso sem passar pela “Porta do Céu”. Como conclusão, se temos a devoção a Maria, devemos guardá-la e cultivá-la com grande amor. Se não a temos, peçamo-la com todas as forças como dom de Graça principal deste mês de maio. Lembremos a esplêndida sentença de S. João Damasceno: “Deus faz a graça da devoção a Maria àqueles que deseja salvar”. Que esta graça ocupe todo nosso coração. É uma graça que vale o Paraíso. Tinha razão S. Pe Pio ao dizer que a devoção a Maria vale mais que a teologia e a filosofia, e tinha razão S. Maximiliano ao dizer que o amor a Maria faz viver e morrer felizes.
Votos
– 3 Ave-Marias de manhã e de noite para se entregar a Maria;
– Oferecer o dia para que se propague a devoção a Maria;
– Levar sempre consigo ou ter sob os olhos alguma coisa que lhe lembre Maria.
Um mês com Maria - 29/31 – A caridade
A Caridade é a Rainha das virtudes. A Caridade é a perfeição
do homem. A Caridade é a plenitude da vida cristã. Por quê? Porque Deus é
Caridade e quem está na Caridade está em Deus e Deus nele (cf. I Jo 4,16). Mas
o que ela é? É o amor total de Deus e do próximo. Não amor humano carnal, mas
amor Divino, feito de Graça, que vem do Espírito Santo de Amor. É o amor de
Deus difundido nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (cf. Rm
5,5). É penoso, por isso, é ilusão pensar de amar a Deus ou ao próximo quando
se está em pecado mortal na alma. Igualmente é penoso iludir-se de amar
verdadeiramente sem que o impulso do amor venha originalmente do Espírito Santo
no coração. Quantas aparências de Caridade fazemos, consciente e inconscientemente.
Isso diz S. Paulo com palavras que deveriam voltar a si quem quer que seja sem
pose de disponibilidade, de abertura aos outros, de viver para os outros, e não
olhe se tudo é feito com a Graça de Deus na alma e se venha da consciente e
amorosa união com o Espírito Santo no próprio coração. Se não, mais ainda do
que de bem vagas disponibilidades e aberturas aos outros, S. Paulo fala muito
concretamente de distribuir todos os bens aos pobres e de dar até o próprio
corpo para ser queimado pelos outros, para concluir que tudo isto de nada serve
se não procede do amor de Deus no coração (cf. I Cor 13,3). A substância
principal da caridade, então, é a Graça de Deus na alma, é o amor de Deus no
coração e nas intenções. Sem isto, se fala de caridade batendo no ar (cf. I Cor
9,26).
O amor de Jesus empurra
Quando existe o amor de Deus no coração a Caridade pelo próximo é elevada até ao heroísmo mais puro. S. Francisco de Assis, que não só não fugiu, mas aproximou-se e beijou o leproso; S. Isabel de Hungria que pôs na própria cama um leproso abandonado na rua; os missionários que enfrentam riscos e dores mortais pelos infiéis; S. Tereza que se flagelava 3 vezes por semana e Jacinta que batia as urtigas nas pernas pelos pecadores; e tantos outros santos… Quais heroísmos de caridade material e espiritual não fizeram pelos irmãos empurrados pelo amor de Jesus? Valiam de verdade para eles as palavras de S. Paulo: “O Amor de Cristo nos impele” (cf. II Cor 5,14). Não um amor comum, entende-se, mas um amor de fogo devorador (cf. Dt 9,3) que os levava à perda de si no Amado para ter um só coração e um só querer, prontos para amar sem medidas, até à morte. Assim, só assim se explica todo amor sobre humano dos santos. Quando o S. Cura d’Ars converteu a mulher de um rico hebreu, este chegou todo furioso em Ars. Apresenta-se ao Santo e diz-lhe brutalmente: “Pela paz que destruístes na minha casa eu vim arrancar um olho teu.” “Qual dos dois?” Desconcertado, o hebreu respondeu: “O direito!” “Bem, ficará o esquerdo para vos olhar e amar”. “E se eu arrancar os dois?” “Ficará meu coração para vos olhar e amar”. Transformado, o hebreu caiu de joelhos e chorou, convertido. Eis a potência do amor de Jesus.
Quando existe o amor de Deus no coração a Caridade pelo próximo é elevada até ao heroísmo mais puro. S. Francisco de Assis, que não só não fugiu, mas aproximou-se e beijou o leproso; S. Isabel de Hungria que pôs na própria cama um leproso abandonado na rua; os missionários que enfrentam riscos e dores mortais pelos infiéis; S. Tereza que se flagelava 3 vezes por semana e Jacinta que batia as urtigas nas pernas pelos pecadores; e tantos outros santos… Quais heroísmos de caridade material e espiritual não fizeram pelos irmãos empurrados pelo amor de Jesus? Valiam de verdade para eles as palavras de S. Paulo: “O Amor de Cristo nos impele” (cf. II Cor 5,14). Não um amor comum, entende-se, mas um amor de fogo devorador (cf. Dt 9,3) que os levava à perda de si no Amado para ter um só coração e um só querer, prontos para amar sem medidas, até à morte. Assim, só assim se explica todo amor sobre humano dos santos. Quando o S. Cura d’Ars converteu a mulher de um rico hebreu, este chegou todo furioso em Ars. Apresenta-se ao Santo e diz-lhe brutalmente: “Pela paz que destruístes na minha casa eu vim arrancar um olho teu.” “Qual dos dois?” Desconcertado, o hebreu respondeu: “O direito!” “Bem, ficará o esquerdo para vos olhar e amar”. “E se eu arrancar os dois?” “Ficará meu coração para vos olhar e amar”. Transformado, o hebreu caiu de joelhos e chorou, convertido. Eis a potência do amor de Jesus.
Não mais eu, mas Jesus
A Caridade fraterna mais alta e perfeita é aquela que nos
faz amar o próximo com o mesmo coração de Jesus. “Tendes em vós os mesmos
sentimentos de Cristo” (cf. Fp 2,5): É este o mandamento novo e sublime de
Jesus: “Amai-vos como eu vos amei, porque disto reconhecerão que sois meus
discípulos, se vos amar uns aos outros” (cf. Jo 13,35).
A medida da perfeição do amor é dada pela identificação de amor com Jesus. A caridade mais alta, então, a tem só o Santo, porque só o ser transfigurado em Jesus pela potência do amor e da dor, só através da morte mística do eu chega-se à identificação de amor com Jesus que faz dizer S. Paulo: “Não sou mais eu quem vive, é Cristo quem vive em mim” (Gl 2,20). O Santo é aquele que ama loucamente Jesus e como Jesus. Ele sabe encontrá-lO, vê-lO, abraçá-lO, onde quer que Jesus esteja: na Eucaristia, no Evangelho, no Papa, nos pobres e enfermos, miseráveis e rejeitados, com os quais Jesus se identificou (cf. Mt 25,31-45). Ama loucamente como Jesus e por isso sabe vender de si mesmo no mercado dos escravos em substituição de outros, como S. Paulino e S. Vicente de Paulo; expõe-se ao contágio de doenças como S. Luiz Gonzaga; enfrenta riscos e trabalhos incomensuráveis para ajudar os irmãos, como S. João Bosco pelos jovens e S. Francisca Xavier pelos emigrantes; sabe fechar-se em confessionários para curar e consolar almas à procura de Graça e Paz, como S. Cura d’Ars e Pe Pio. Quanta bondade e graça no coração dos santos!
A Imaculada: todo amor
Se os santos são maravilhosos, imagine Maria? Ela é Cheia de
Graça, de Vida Divina, de Amor Trinitário. Criada Santíssima, Virgem puríssima
sempre, Ela é semelhante a um cristal limpidíssimo que espelha luminosamente a
Caridade de Deus. Ela chegou ao ponto de nos doar Jesus, seu Divino Filho e
Infinito Tesouro do seu Coração, imitando perfeitamente a Deus Pai que tanto
amou os homens a ponto de entregar Seu Filho à morte (cf. Jo 3,16). Ó Mãe
Divina, como Te agradeceremos pela Tua Caridade sem limites? Que violência
transpassou pela tua alma, fizeste Teu coração de Mãe imolar Jesus pela nossa
salvação? Mãe divina e doce, tua Caridade não pode ter iguais: é aos confins do
infinito. Seja sempre bendita.
Peço de morrer
Quem ama de verdade a Mãe de Deus chega à semelhança com Ela
e produz frutos maravilhosos de Graça e virtude, sobretudo no exercício da
Caridade. S. Maximiliano tornou-se semelhante a Maria no sacrifício, tão louco
era seu amor: imolar sua vida de sacerdote, apóstolo, fundador das cidades da
Imaculada, pedindo de morrer em tenebroso bunker para salvar a vida de um pai
de família. Soube escolher a morte atroz naquele subterrâneo de Auschwitz, mas
o amor cresce gigante entre as dores gigantes. Ele, amando loucamente Maria,
feito conforme seu filho (cf. Rm 8,29) na medida máxima do amor proclamado por
Jesus: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”
(cf. Jo 15,13).
Votos
– A cada oração, renovar a intenção de agir só pelo Senhor e não pelos homens (cf. Cl 3,23);
– A cada oração, renovar a intenção de agir só pelo Senhor e não pelos homens (cf. Cl 3,23);
– Pedir a Maria a virtude da caridade;
– Fazer uma visita a qualquer capela ou Igreja dedicada a Nossa Senhora.
Um mês com Maria - 28/31– A pureza
A pureza é a virtude mais límpida de Nossa Senhora. O
esplendor da sua Virgindade sempre intacta faz d’Ela a criatura mais radiosa
que se possa imaginar: a Virgem mais Celestial, toda “candor de luz eterna” (Sb
7,26). O dogma de fé na Virgindade Perpétua de Maria Santíssima, o dogma de fé
na Concepção Virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, o Dogma de fé na
Maternidade Virginal de Maria: esses 3 dogmas investem a Imaculada de um
esplendor virginal que “os céus dos céus não podem conter”. (I Re 8,27) E
através dos séculos, na Igreja, à ditosa Virgem, se inspiraram as filas
angélicas das virgens que começaram já desta terra a viver só de Jesus para
seguir o Cordeiro no tempo e na eternidade (cf. Ap 14,4). E se existiram ou
existem dementes que querem jogar as sombras das baixezas deles sobre uma
verdade de fé tão resplendente como a Virgindade de Maria, além de S. Jerônimo
(que desbaratou os heréticos Elvídio e Joviniano) e S. Ambrósio (que escreveu
páginas de encanto supremo sobre a Virgindade) toda a Igreja no seu caminho
milenar celebrou e glorificou em Maria, a Toda Virgem, a Sempre Virgem na alma
e no corpo, a Virgem Santa consagrada divinamente pela presença do Verbo de
Deus que n’Ela se encarnou , revestindo-se da mesma Virgindade da Mãe.
A ira de Deus
Se volvermos o olhar para a humanidade, a visão de sonho e
de encanto sobre a Virgindade Imaculada de Maria desaparece de modo súbito e
brutal. Impureza, luxúria, sensualidade, adultério, pornografia,
homossexualidade, nudismo, espetáculos imundos, bailes obscenos, relações
pré-matrimoniais, contracepção, divórcio, aborto… Eis o espetáculo nauseabundo
que a humanidade oferece aos olhos de todos. Santo Céu! Quantos abismos de
torpezas nesta pobre Terra. Pode-se continuar assim sem provocar a ira de Deus?
(cf. Ef 5,6). Maria disse pela pequena e inocente Jacinta (ignorante do
verdadeiro significado daquilo que dizia) que os pecados que mais mandam almas
ao Inferno são os pecados impuros. Quem poderia desmentir esta afirmação
observando o teatro das vergonhas que o mundo mostra todos os dias? É verdade
que o pecado impuro não é o pior nem o mais grave dos pecados. Mas é o mais
frequente e o mais nojento. Isto sem dúvida. Nós conhecemos o valor da pureza
proclamada por Jesus: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a
Deus.” (cf. Mt 5,8); conhecemos os dois mandamentos de Deus que nos resguardam
da impureza: 6º e 9º; conhecemos até a recomendação mais que enérgica de S.
Paulo aos cristãos: “A fornicação e a impureza de toda espécie, não sejam nem
nomeadas entre vós, mas o mesmo valha para as vulgaridades e os discursos
triviais: todas coisas indecentes.” (Ef 5,3-4) Conhecemos o ensinamento nobre
do Catecismo da Igreja: “O 6º mandamento nos ordena de ser santos no corpo,
portanto, o máximo respeito à própria pessoa e ao próximo, como obras de Deus e
templo onde Ele mora com a sua presença e com a sua Graça”;conhecemos as firmes
chamadas da Igreja com recentes documentos de primordial importância (Humanae
Vitae). Conhecemos todas estas iluminosas indicações para abater as seduções do
mundo e da carne, mas a humanidade e até a cristandade não faz mais que
escorregar continuamente para formas de costumes sempre mais degradantes, como
homem animal que não mais compreende o que é espiritual, a favor do mais cego e
obtuso ateísmo: quem entra na luxúria, diz S. Ambrósio, abandona a via da fé!
(cf. I Cor 2,14).
Quais são os remédios
A fuga das ocasiões, a oração e os sacramentos. Todo pecado impuro – de ação, desejo, olhar, pensamento, leitura – é pecado mortal. Precisamos nos defender com todas as forças, até à violência, caso precise, porque aquilo a que aspira a carne é morte, mas aquilo a que tende o espírito de vida é paz, porque desejo da carne é inimizade com Deus (cf. Rm 8,- 7). Lembremos S. Bento e S. Francisco que se jogaram entre os espinhos para apagar a concupiscência que atrai e alicia (cf. Tg 1,14). Lembremos S. Tomás de Aquino que se serve de um tição ardente para desvendar uma insídia perigosa. Recordemos S. Maria Goretti que se deixa esfaquear por 14 vezes para salvar sua virgindade. As ocasiões mais comuns de pecado, porém, exigem, sobretudo, a mortificação dos olhos (evitar cinemas, leituras sujas), da língua (evitar as conversas torpes e os discursos licenciosos), dos ouvidos (não escutar canções e piadas vulgares), da vaidade (opor-se às modas indecentes). De tudo isto parece evidente que a vida do homem na terra é uma batalha (cf. Jo 71) e que é necessária a contínua vigilância com a ajuda de Deus (oração e sacramentos) para não se deixar dominar pela concupiscência (cf. I Ts 4,5). É humilhante, mas é esta a nossa real condição: carne e espírito estão sempre em luta cerrada entre eles: “Nos meus membros existe outra lei, que move guerra à minha alma e me torna escravo da lei do pecado que está nos meus membros” (Rm 7,23) S. Domingos Sávio, que rasgava as revistinhas que recebia dos companheiros; S. Luiz Gonzaga, que em público, chama a atenção de quem fala despudoradamente e se impõe penitências terríveis; S. Carlos Borromeu que desde menino se avizinhava amiúde aos Sacramentos; S. Afonso Maria de Ligório tirava os óculos quando o papai o levava ao teatro… São exemplos que deveriam nos convencer a usar todos os modos para guardar a pureza do coração e dos sentidos.
A fuga das ocasiões, a oração e os sacramentos. Todo pecado impuro – de ação, desejo, olhar, pensamento, leitura – é pecado mortal. Precisamos nos defender com todas as forças, até à violência, caso precise, porque aquilo a que aspira a carne é morte, mas aquilo a que tende o espírito de vida é paz, porque desejo da carne é inimizade com Deus (cf. Rm 8,- 7). Lembremos S. Bento e S. Francisco que se jogaram entre os espinhos para apagar a concupiscência que atrai e alicia (cf. Tg 1,14). Lembremos S. Tomás de Aquino que se serve de um tição ardente para desvendar uma insídia perigosa. Recordemos S. Maria Goretti que se deixa esfaquear por 14 vezes para salvar sua virgindade. As ocasiões mais comuns de pecado, porém, exigem, sobretudo, a mortificação dos olhos (evitar cinemas, leituras sujas), da língua (evitar as conversas torpes e os discursos licenciosos), dos ouvidos (não escutar canções e piadas vulgares), da vaidade (opor-se às modas indecentes). De tudo isto parece evidente que a vida do homem na terra é uma batalha (cf. Jo 71) e que é necessária a contínua vigilância com a ajuda de Deus (oração e sacramentos) para não se deixar dominar pela concupiscência (cf. I Ts 4,5). É humilhante, mas é esta a nossa real condição: carne e espírito estão sempre em luta cerrada entre eles: “Nos meus membros existe outra lei, que move guerra à minha alma e me torna escravo da lei do pecado que está nos meus membros” (Rm 7,23) S. Domingos Sávio, que rasgava as revistinhas que recebia dos companheiros; S. Luiz Gonzaga, que em público, chama a atenção de quem fala despudoradamente e se impõe penitências terríveis; S. Carlos Borromeu que desde menino se avizinhava amiúde aos Sacramentos; S. Afonso Maria de Ligório tirava os óculos quando o papai o levava ao teatro… São exemplos que deveriam nos convencer a usar todos os modos para guardar a pureza do coração e dos sentidos.
Castidade conjugal
Os problemas morais mais sérios são aqueles que se referem
os esposos. A castidade conjugal é um dever de todos os esposos cristãos, e é
um dever fecundo de graças e bênçãos. Mas os assaltos do maligno são maciços:
contracepção e onanismo, divórcio e abortos estão massacrando os cônjuges
cristãos, sem dizer das relações pré matrimoniais, que são somente uma imunda
profanação dos corpos e das almas daqueles noivos, escravos miseráveis da
carnalidade. Desejam ter só 2 filhos; usam das pílulas e outros meios para evitarem
gravidezes posteriores, profanando por anos e anos as relações matrimoniais que
deveriam simbolizar a união entre Cristo e a Igreja (cf. Ef 5, 25) . “A pílula
anticoncepcional vem do Inferno, dizia Pe. Pio, e quem usa comete pecado
mortal”. E ainda: “Para todo bom casamento o número dos filhos é estabelecido
por Deus e não pela vontade dos esposos”, e ainda: “Quem está na estrada do
divórcio, está na estrada do Inferno”. Pior ainda para quem cometer o crime do
aborto!!! Que abram bem os olhos os esposos cristãos! Profanar o sacramento do
matrimônio nunca acontecerá sem castigos e maldições sobre as famílias. Se
lembrem bem que com Deus não se brinca! (cf. Gl 6,7).
Votos
– Recitar 3 Ave-Marias em honra da virgindade de Maria;
– Eliminar e destruir qualquer coisa de não modesto que tenha consigo;
– Mortificar bem os sentidos, especialmente a vista.
Um Mês com Maria - 27/31 – A humildade
“Patife! – gritou o demônio a Cura d’Ars, batendo-o contra a
parede do quarto – Já me roubastes 80 mil almas este ano! Se existissem 4
sacerdotes como tu, estaria logo acabado o meu reino no mundo.” Santo Cura
d’Ars era, talvez, o sacerdote menos dotado e mais desprevenindo da França.
Entrou no seminário por uma Graça especial de Nossa Senhora: sabia recitar bem
o Rosário. Manteve-se sempre na sua humildade, ciente de ser um inepto. Pensou
em rezar e fazer penitência com todas as suas forças. O resto o fez Deus. Foram
coisas incríveis que mortificaram o Inferno inteiro, impotente de frente a este
sacerdote humilde. É a verdade da Palavra de Deus: “Quem se exalta será
humilhado; quem se humilha será exaltado”. (Lc 14,11) E ainda: “Deus resiste aos
soberbos e dá sua Graça aos humildes.” (I Pd 5,5)
Se pensarmos na grandeza de
Nossa Senhora, podemos compreender qual imensidade de humildade devia estar
nela: “Exaltada sobre os corações dos Anjos”. A humildade de Maria tem o seu
bilhete de apresentação nas primeiras páginas do Evangelho: “Eis aqui a serva
do Senhor”. Manifesta-se na Visitação a S. Isabel que lhe grita justamente: “A
que devo a honra que venha a mim a Mãe do meu Senhor?” Brilha no nascimento de
Jesus em uma pobre gruta, porque não tinha lugar para eles na hospedaria (cf.
Lc 1,38; 43;2,7). Confunde-se ao profundo silêncio e escondimento nos 30 anos
de Nazaré; arde no próprio opróbrio e na ignomínia sobre o Calvário onde Maria
está presente como Mãe do Condenado. A humildade de Maria não é nem mais nem
menos proporcional à sua excelente realeza. Suprema a exaltação porque foi
suprema humilhação. A esta escola devemos ir para aprender a humildade.
A vontade de aparecer
Quem mais do que Nossa Senhora teria motivos para aparecer?
Mas ela é misteriosamente silenciosa e escondida em todo o Evangelho. Nós,
cheios de bobagens e ricos de misérias, que vontade de aparecer nos queima.
Vermos sacrificados, humilhados e valorizados os nossos talentos, ou ser
colocados a parte ou nos poder afirmar… Que tortura e quantos ressentimentos.
Mas para sermos humildes, devemos reprimir sem piedade os secretos impulsos e
as venenosas satisfações do orgulho. Assim faziam os santos. Quem não se lembra
de S. Antônio de Pádua, mandado como cozinheiro num convento dos Apeninos? Foi
pra lá humilde e manso como sempre. E tinha uma sapiência prodigiosa,
tornando-se Dr. da Igreja.
Quando S. Vicente de Paulo se sentia louvar, punha
em evidência os próprios defeitos e as suas humildes origens. Dizia ser filho
de um pobre camponês, ignorante e incapaz. Se acontecia alguma desordem,
atribuía-se sempre a culpa.
O mesmo para S. Pio X; quando era louvado pelos
seus inspirados discursos, transformava tudo em brincadeira, respondendo:
“Bobagens… Coisas copiadas não valem!” Qualquer milagre operado por suas mãos,
impunha silêncio, dizendo: “É por ordem das Sumas Chaves, eu não tenho nada com
isso. É a bênção do Papa. É a fé de quem pede a Graça”.
S. Gema Galgani soube
industriar-se para achar o modo de se humilhar e ser humilhada. Sabido que
tinha chegado um couto prelado para interrogar sobre os fenômenos
extraordinários que lhe aconteciam, pegou um gato, colocou-o sobre os joelhos e
brincava com ele, ignorando as perguntas do prelado. Pouco tempo depois ele foi
embora convencido que ela era uma demente. É o modo dos santos: anular-se para
fazer resplandecer a grandeza de Deus que opera. “Escolheu o nada para reduzir
a nada as coisas que são para que nenhum homem possa gloriar-se junto a Deus”
(I Cor 1,28-29).
Uma coisa não sei fazer
A humildade esmaga o demônio. A humilíssima Virgem esmaga a cabeça do diabo, aquele que queria ser semelhante ao Altíssimo (cf. Is 14,14) está com a cabeça sob os pés d’Aquela que quer ser somente ‘Serva do Senhor’ (cf. Lc 1,38) E quem for humilde participa do poder da Imaculada de esmagar a cabeça do demônio.
A humildade esmaga o demônio. A humilíssima Virgem esmaga a cabeça do diabo, aquele que queria ser semelhante ao Altíssimo (cf. Is 14,14) está com a cabeça sob os pés d’Aquela que quer ser somente ‘Serva do Senhor’ (cf. Lc 1,38) E quem for humilde participa do poder da Imaculada de esmagar a cabeça do demônio.
S.
Macário foi um dos grandes padres do deserto. Teve que lutar muito contra o
demônio. Um dia o viu chegar com uma forca de fogo na mão. S. Macário
ajoelhou-se e humilhou-se junto ao Senhor e a forca caiu da mão do demônio, que
exclamou com ódio: “Escuta, Macário: tu tens boas qualidades, mas eu tenho
mais; tu comes e dormes pouco, mas eu nunca os faço; tu fazes milagres e eu
também faço prodígios; mas uma coisa tu sabes fazer e eu não: Sabes humilhar-te!”
Por isto a humildade é uma força infalível contra Satanás.
Por isto S.
Francisco de Assis ocupa a cadeira de Lúcifer, segundo a visão de Frei Leão. De
fato, a quem lhe perguntou o que pensasse de si, S. Francisco respondeu de
sentir-se o ser mais repelente da Terra, um verme nojento. Disse ainda que as
graças que Deus lhe doou, qualquer um teria dado mais frutos. Esta é a essência
da humildade: reconhecer que exclusivamente nós temos somente o pecado. Todo o
resto, tudo o que é bom, é de Deus. E cada mínima coisa boa que conseguimos
fazer para a vida eterna, nos é possível só pela Graça de Deus (cf. I Cor 4,7;
12,3; II Cor 3,5).
Pe Pio disse: “Se Deus nos retirar o que nos deu, nós
ficaremos somente com os nossos farrapos”.
A humildade é sabedoria
S. Ambrósio dizia que a humildade é o trono da sabedoria. Bem, a Maria devemos pedir esta sabedoria. E queira Ela que nós tenhamos, porque as outras virtudes – diz S. Agostinho – batem à porta do coração de Deus: a humildade abre! Inspiremo-nos nos três episódios evangélicos mais expressivos sobre a humildade. Depois da pesca milagrosa, S. Pedro é transformado pelo prodígio operado por Jesus e não pode controlar-se em prostrar-se e dizer: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador”. “Tu serás pescador de homens!” (cf. Lc 5,8-10). Um pobre publicano está no fundo do Templo e não ousa nem levantar o olhar, mas geme humildemente: “Deus, tem piedade de mim, pecador”. Jesus nos assegura que ele saiu do Templo purificado, diferente do Fariseu orgulhoso (cf. Lc 18 9-14). No Calvário, o bom ladrão confia-se humildemente ao Inocente: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no Teu Reino”. E foi impotentemente investido por uma graça que o dispõe em brevíssimo tempo para poder entrar no Reino dos Céus (cf. Lc 23,43). Somos quase tentados a dizer que até Jesus é débil em frente à humildade. Essa é de verdade uma chave que abre o Coração de Deus. A humilíssima Virgem Maria queira dar-nos esta “chave” do coração de Deus.
S. Ambrósio dizia que a humildade é o trono da sabedoria. Bem, a Maria devemos pedir esta sabedoria. E queira Ela que nós tenhamos, porque as outras virtudes – diz S. Agostinho – batem à porta do coração de Deus: a humildade abre! Inspiremo-nos nos três episódios evangélicos mais expressivos sobre a humildade. Depois da pesca milagrosa, S. Pedro é transformado pelo prodígio operado por Jesus e não pode controlar-se em prostrar-se e dizer: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador”. “Tu serás pescador de homens!” (cf. Lc 5,8-10). Um pobre publicano está no fundo do Templo e não ousa nem levantar o olhar, mas geme humildemente: “Deus, tem piedade de mim, pecador”. Jesus nos assegura que ele saiu do Templo purificado, diferente do Fariseu orgulhoso (cf. Lc 18 9-14). No Calvário, o bom ladrão confia-se humildemente ao Inocente: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no Teu Reino”. E foi impotentemente investido por uma graça que o dispõe em brevíssimo tempo para poder entrar no Reino dos Céus (cf. Lc 23,43). Somos quase tentados a dizer que até Jesus é débil em frente à humildade. Essa é de verdade uma chave que abre o Coração de Deus. A humilíssima Virgem Maria queira dar-nos esta “chave” do coração de Deus.
Votos
– Ler e meditar os 3 episódios de humildades evangélicos citados no texto;
– Ler e meditar os 3 episódios de humildades evangélicos citados no texto;
– Fazer qualquer ato de humildade para reparar tantos pecados de orgulho;
– Pedir a Maria insistentemente esta virtude.
Os dons do Espírito Santo - Conselho
Hoje iremos falar um pouco sobre o dom do Conselho.
Iniciemos com a leitura do trecho do livro dos Salmos que
diz: «Bendito o Senhor que me aconselha; durante a noite a minha consciência me
adverte» (Sl 16, 7). Este é outro dom do Espírito Santo: o dom do conselho.
Sabemos como é importante nos momentos mais delicados, poder contar com
sugestões de pessoas sábias e que nos amam. Através do conselho é o próprio
Deus, com o seu Espírito, que ilumina o nosso coração, fazendo com que
compreendamos o modo justo de falar e de nos comportarmos, e o caminho que
devemos seguir. Mas como age este dom em nós?
No momento em que o recebemos e o hospedamos no nosso
coração, o Espírito Santo começa imediatamente a tornar-nos sensíveis à sua voz
e a orientar os nossos pensamentos, sentimentos e intenções segundo o coração
de Deus. Ao mesmo tempo, leva-nos cada vez mais a dirigir o olhar interior para
Jesus, como modelo do nosso modo de agir e de nos relacionar com Deus Pai e com
os irmãos. Portanto, o conselho é o dom com o qual o Espírito Santo torna a
nossa consciência capaz de fazer uma escolha concreta em comunhão com Deus,
segundo a lógica de Jesus e do seu Evangelho.
Desta maneira, o Espírito faz-nos
crescer interior e positivamente, faz-nos crescer na comunidade e ajuda-nos a
não cair na armadilha do egoísmo e do próprio modo de ver as coisas. O Espírito
ajuda-nos a crescer e a viver em comunidade. A condição essencial para
conservar este dom é a oração. Voltamos sempre ao mesmo tema: a oração! Mas o
tipo de oração não é tão importante. Podemos rezar com as preces que todos
sabemos desde crianças, mas também com as nossas palavras. Pedir ao Senhor:
«Senhor, ajudai-me, aconselhai-me, o que devo fazer agora?». E com a oração
damos espaço para que o Espírito venha e nos ajude naquele momento, nos
aconselhe sobre o que devemos fazer. A oração! Nunca esquecer a oração. Nunca!
Ninguém nota quando rezamos no ônibus, pelas ruas: rezamos em silêncio com o
coração. Aproveitemos estes momentos para rezar a fim de que o Espírito nos
conceda o dom do conselho.
Na intimidade com Deus e na escuta da sua Palavra, começamos
gradualmente a abandonar a nossa lógica pessoal, ditada muitas vezes pelos
nossos fechamentos, preconceitos e ambições, e aprendemos a perguntar ao
Senhor: qual é o teu desejo? Qual é a tua vontade? O que te agrada? Deste modo,
amadurece em nós uma sintonia profunda, quase co-natural no Espírito e podemos
experimentar como são verdadeiras as palavras de Jesus apresentadas no
Evangelho de Mateus: «Não vos preocupeis com o que haveis de falar nem com o
que haveis de dizer; ser-vos-á inspirado o que tiverdes de dizer. Não sereis
vós a falar, é o Espírito do vosso Pai que falará por vós» (10, 19-20). É o Espírito
que vos aconselha, mas devemos dar espaço ao Espírito, para que possa
aconselhar. E dar espaço é rezar para que Ele venha e nos ajude sempre.
Como todos os outros dons do Espírito também o conselho
constitui um tesouro para toda a comunidade cristã. O Senhor não nos fala só na
intimidade do coração, fala-nos sim mas não só ali, fala-nos também através da
voz e do testemunho dos irmãos. É deveras um dom importante poder encontrar
homens e mulheres de fé que, sobretudo nos momentos mais complicados e
importantes da nossa vida, nos ajudam a iluminar o nosso coração e a reconhecer
a vontade do Senhor!
Recordo-me que uma vez no santuário de Luján, estava no
confessionário, diante do qual havia uma fila longa. Tinha também um jovem
muito moderno, com brincos, tatuagens, todas estas coisas… Veio para me dizer o
que lhe acontecia. Era um problema grave, difícil. E disse-me: contei tudo à
minha mãe e ela disse-me: conta isto a Nossa Senhora e Ela dir-te-á o que deves
fazer. Eis uma mulher que tinha o dom do conselho. Não sabia como resolver o
problema do filho, mas indicou a estrada justa: vai ter com Nossa Senhora e Ela
dirá. Este é o dom do conselho. Aquela mulher humilde, simples, deu ao filho o
conselho mais verdadeiro. De facto, o jovem disse-me: olhei para Nossa Senhora
e sinto que devo fazer isto, isto e isto… Nem precisei de falar, já tinham
falado tudo a sua mãe e o próprio jovem. Este é o dom do conselho. Vós mães
tendes este dom, pedi-o para os vossos filhos, o dom de aconselhar os filhos é
um dom de Deus.
Queridos amigos, o Salmo 16, convida-nos a rezar com estas
palavras: «Bendito o Senhor que me aconselha; durante a noite a minha
consciência me adverte. Tenho sempre o Senhor diante dos meus olhos, está à
minha direita e jamais vacilarei» (vv. 7-8). Que o Espírito possa infundir
sempre no nosso coração esta certeza e encher-nos da sua consolação e paz! Pedi
sempre o dom do conselho.
Papa Francisco, 07 de maio de 2014.
Fonte: https://w2.vatican.va
Um mês com Maria - 26/31 – A obediência
A obediência é a virtude que nos leva a submeter a nossa
vontade à de Deus e dos Superiores que representam Deus. A 1ª obediência
devemos a Deus, nosso Pai e Criador. “Do Senhor é a terra e tudo quanto contém”
(Sl 23,1) Se somos suas criaturas e seus filhos, devemos a Ele toda a
obediência criaturial e filial. “Todas as criaturas Te servem” (cf. Sl 118,91).
A obediência a Jesus é ligada à Redenção. Ele nos resgatou com o seu Sangue;
por isso lhe pertencemos, somos seus e devemos obedecer aos seus divinos
desejos: “Não sois mais vossos, porque fostes comprados a caro preço” (cf. I
Cor 6,20) A obediência aos superiores é ligada ao fato que eles são
representantes de Deus.
Sabemos bem que Deus não nos governa diretamente, mas
através dos seus delegados que Ele faz partícipes da sua autoridade. “Não
existe autoridade que não venha de Deus” (Rm 13,2). Por isso a desobediência
aos superiores é sempre uma desobediência à autoridade de Deus: “Quem resiste à
autoridade, resiste ao ordenamento feito por Deus. E aqueles que resistem
procuram por si mesmos a danação”. (Rm 13,1). Jesus usa uma expressão ainda
mais forte e até mais precisa: a obediência aos superiores coloca-nos em
relação direta com Ele: “Quem vos escuta, escuta a Mim e quem vos despreza, a
Mim despreza”. (cf. Lc 10,16) As obediências que operaram milagres e as
desobediências que os impediram, confirmam as palavras de Jesus. Quando S. José
Cotolengo soube que tinha um grande número de freiras doentes e que não sabia
como fazer para o serviço da Pequena Casa, deu ordens precisas que as freiras
se levantassem para o serviço da Casa. As Irmãs levantaram- se e acharam-se
curadas. Uma só não quis levantar por temor e não se curou, e acabou fora do
Instituto.
Quando S. Francisco de Assis e S. Teresa d’Ávila recebiam nos
êxtases qualquer comunicação, estavam prontos para renunciar tudo se o Superior
decidisse de modo contrário, porque na Palavra do Superior existe a presença de
Deus sem engano, enquanto na visão ou na locução existe sempre uma margem de
incerteza.
Superiores… levados
É claro que os superiores devem exercitar a autoridade só como delegados de Deus e nunca devem mandar o que seja contra a lei de Deus: não podem ser delegados de Deus quando mandassem o pecado ou não o impedissem (mentir, roubar, abortar, blasfemar…). Nestes casos eles são delegados de Satanás e não podem e não devem ser obedecidos. Nos outros casos, precisamos obedecer mesmo quando isso nos pesa ou repugna. Mesmo que aquele que nos manda for odioso ou faccioso: “Servos, obedecei aos Vossos patrões, embora turbulentos.” (I Pd 2,18). Na vida de S. Gertrudes lê-se que por um certo período teve uma superiora de humores muito difíceis. A Santa rogou ao Senhor para que a fizesse substituir por outra mais equilibrada. Mas Jesus respondeu-lhe: “Não, porque os seus defeitos a obrigam a humilhar-se todos os dias diante de mim, de outro lado, tua obediência nunca foi tão sobrenatural como neste tempo”.
É claro que os superiores devem exercitar a autoridade só como delegados de Deus e nunca devem mandar o que seja contra a lei de Deus: não podem ser delegados de Deus quando mandassem o pecado ou não o impedissem (mentir, roubar, abortar, blasfemar…). Nestes casos eles são delegados de Satanás e não podem e não devem ser obedecidos. Nos outros casos, precisamos obedecer mesmo quando isso nos pesa ou repugna. Mesmo que aquele que nos manda for odioso ou faccioso: “Servos, obedecei aos Vossos patrões, embora turbulentos.” (I Pd 2,18). Na vida de S. Gertrudes lê-se que por um certo período teve uma superiora de humores muito difíceis. A Santa rogou ao Senhor para que a fizesse substituir por outra mais equilibrada. Mas Jesus respondeu-lhe: “Não, porque os seus defeitos a obrigam a humilhar-se todos os dias diante de mim, de outro lado, tua obediência nunca foi tão sobrenatural como neste tempo”.
Um mistério de fé
É claro que a alma da obediência é a fé sobrenatural. S. Maximiliano dizia que a obediência é um mistério de fé. Somente quem sabe ver no Superior o representante de Deus sabe obedecer e abraçar a vontade de Deus, mesmo quando custa, sobretudo QUANDO custa, porque a verdadeira obediência é aquela que se exercita no sacrifício: Jesus mesmo! “Aprendeu dos sofrimentos a obediência” (cf. Hb 5,8)
É claro que a alma da obediência é a fé sobrenatural. S. Maximiliano dizia que a obediência é um mistério de fé. Somente quem sabe ver no Superior o representante de Deus sabe obedecer e abraçar a vontade de Deus, mesmo quando custa, sobretudo QUANDO custa, porque a verdadeira obediência é aquela que se exercita no sacrifício: Jesus mesmo! “Aprendeu dos sofrimentos a obediência” (cf. Hb 5,8)
Quantas vezes nos custa obedecer em silêncio às coisas dolorosas… Durante a Paixão, Jesus ao invés de se defender, calou-se (cf. Mt 2,63). S. Domingos Sávio, rapaz eficiente e estudante aplicado, foi falsamente acusado diante do mestre de uma travessura feia. O mestre, muito surpreso, foi obrigado a chamá-lo severamente a atenção. Ele não se irou. Quando o mestre descobriu a verdade, chamou-o e perguntou porque não tinha dito a verdade. “Por dois motivos: Por que se tivesse dito quem era o culpado, ele teria sido expulso da escola, já que não era a 1ª vez que estava em delito, enquanto que para mim era a 1ª vez. 2º por que até Jesus calou-se quando acusado injustamente no Sinédrio”.
Quem não se lembra do último episódio ocorrido a S. Geraldo Majela?
Caluniado infamemente, foi castigado severamente por S. Afonso. Suspenderam-lhe
a Comunhão, transferiu-0 e trataram-no como um pecador. Ele calava-se e
obedecia. Quando a verdade veio à tona, S. Afonso pôde dizer que este episódio
bastava para garantir a santidade extraordinária de S. Geraldo. A obediência
crucificou Jesus, que “foi obediente até a morte” (cf. Fl 2,8) Ele calava e
rezava. A obediência crucificou os santos e eles também se calavam e rezavam
como Jesus.
A Virgem obediente
Maria nos deu o exemplo inimitável de Jesus até no obedecer.
As primeiras páginas do Evangelho de S. Lucas abrem-se com o “Fiat” de Maria ao
Anjo Gabriel (cf. Lc 1,38). Ela obedeceu humildemente ao enviado, ao
representante de Deus, aceitando coisas humanamente inconcebíveis – como a
Concepção Virginal do Verbo, Filho de Deus e a Maternidade divina – e as coisas
dolorosas até a pior tragédia de uma mãe: oferecer o próprio filho ao
assassino. Maria foi obediente à ordem de Augusto para o recenseamento, à lei
da Apresentação e Purificação; obedeceu ao fugir para o Egito, obedeceu ao
voltar do Egito para Nazaré. Encontramos no Calvário Maria obediente onde se
cumpriu propriamente: “espada que lhe transpassou a alma” (Lc 2,35, Lc 5,1-15,
21-24,Mt 2,13-15, 19- 23). A obediência à vontade, sem reservas: “Faço sempre o
que é do seu agrado”. (Jo 8,29) Esta é a atitude do verdadeiro obediente,
garantido pela obediência dolorosa, amada como aquela jubilosa até entre os
sofrimentos naturais: “não a minha, mas a tua vontade se faça”. (Lc 22,12).
Caçadores fora
Quando S. José Calasanz foi caluniado e perseguido pelos seus discípulos, quando velho e enfermo foi preso e levado aos tribunais e perto da morte foi expulso da Congregação e viu a Congregação devastada por ordem do próprio Vigário de Cristo. Ele curvou a cabeça e aceitou esta corrente de sofrimentos, murmurando: “Agora e sempre seja bendita a Santíssima vontade de Deus”. Quando S. Afonso Maria de Ligório, aos 80 anos, foi caluniado por um dos seus filhos, foi expulso da Congregação pelo próprio Papa, (ele, o grande, apaixonado, o enamorado defensor do Papa) superou o sofrimento mortal gritando a si mesmo, com a testa no chão, aos pés do altar: “O Papa tem razão! Sim, Ele tem razão!” Esta é a obediência que crucifica como crucificou Jesus à Cruz. O Santo é aquele que se deixa crucificar. Nós, quantas desculpas e compromissos, fugas para evitar qualquer peso e aborrecimento que a obediência possa trazer. Mas se assim fizermos, é impossível amar, porque “se me amais – diz Jesus – observais as minhas ordens”. (Jo 14, 15) embora dolorosas.
Quando S. José Calasanz foi caluniado e perseguido pelos seus discípulos, quando velho e enfermo foi preso e levado aos tribunais e perto da morte foi expulso da Congregação e viu a Congregação devastada por ordem do próprio Vigário de Cristo. Ele curvou a cabeça e aceitou esta corrente de sofrimentos, murmurando: “Agora e sempre seja bendita a Santíssima vontade de Deus”. Quando S. Afonso Maria de Ligório, aos 80 anos, foi caluniado por um dos seus filhos, foi expulso da Congregação pelo próprio Papa, (ele, o grande, apaixonado, o enamorado defensor do Papa) superou o sofrimento mortal gritando a si mesmo, com a testa no chão, aos pés do altar: “O Papa tem razão! Sim, Ele tem razão!” Esta é a obediência que crucifica como crucificou Jesus à Cruz. O Santo é aquele que se deixa crucificar. Nós, quantas desculpas e compromissos, fugas para evitar qualquer peso e aborrecimento que a obediência possa trazer. Mas se assim fizermos, é impossível amar, porque “se me amais – diz Jesus – observais as minhas ordens”. (Jo 14, 15) embora dolorosas.
Votos
– Meditar a Paixão e Morte de Jesus;
– Oferecer o dia pelos Superiores;
– Pedir a Maria a virtude heroica da obediência.
Um mês com Maria - 25/31 – A paciência
Estamos todos de acordo: Não existe virtude prática que seja
tão necessária na vida cristã como a paciência. Não há dúvidas. Esta virtude
faz com que a alma suporte tranquilamente os incômodos e os sofrimentos da vida.
Quem não tem problemas e tribulações na vida? Quem pode fugir dos incômodos?
Quem pode fugir ao peso cotidiano de provas e contrastes? Por isso “é
necessário a paciência para cumprir a vontade de Deus e conseguir os bens da
promessa”. (Hb 10,36).
Paciência em casa e fora dela; no trabalho e no colégio;
com patrões e empregados… Quantas ocasiões todos os dias. Devemos suplicar a
Maria de conceder-nos esta virtude para podermos imitá-la, sempre doce, forte e
serena em meio às provas e às maiores fadigas. Em Belém, à procura de um lugar
entre as angústias, no Egito aonde chegou com Jesus menino, e S. José,
fugitivos entre gente desconhecida; nos três dias da busca de Jesus no Templo,
com aquela amargura no coração, na separação de Jesus ao início da sua vida
publica com as precisões dos choques inevitáveis com os fariseus, nas
sequências dilaceradas do Calvário ao pés da Cruz de seu Jesus adorado. A
paciência de Maria! Veremos no Paraíso como a sua paciência superou a paciência
de todos os homens juntos.
Mostrou-lhe o Crucifixo
“Uma resposta doce acalma e raiva; o fogo não se apaga com o fogo, nem o furor se acalma com o furor.” – S. João Crisóstomo. Um dia S. Luzia de Marillac apresentou uma bebida a um turco enfermo internado no Hospital. Este reage violentamente ao gesto de caridade, jogando o copo na cara da freira. Sem abrir a boca, a Santa retirou-se; logo volta com outra bebida e a mesma atitude do enfermo. A freira não diz nada e vai; volta outra vez e se aproxima do enfermo e lhe dirige a palavra bondosamente a ponto do doente olhá-la e dizer: “Vós sois uma criatura da Terra? Quem vos ensinou a tratar assim aquele que te ofende?” Sem responder, a Santa mostrou-lhe o Crucifixo que trazia no peito. O mesmo aconteceu com S. Maria Bertila, no Hospital de Treviso. Um dia um enfermo histérico lhe jogou o ovo que ela lhe tinha levado. A Santa não se perturbou. Foi trocar o avental voltou com uma taça de caldo: “Ficarás bem com este caldo”, sorrindo, disse-lhe. O que não temos a aprender nós com estes atos, nós que prontamente perdemos a paciência por bobagens.
“Uma resposta doce acalma e raiva; o fogo não se apaga com o fogo, nem o furor se acalma com o furor.” – S. João Crisóstomo. Um dia S. Luzia de Marillac apresentou uma bebida a um turco enfermo internado no Hospital. Este reage violentamente ao gesto de caridade, jogando o copo na cara da freira. Sem abrir a boca, a Santa retirou-se; logo volta com outra bebida e a mesma atitude do enfermo. A freira não diz nada e vai; volta outra vez e se aproxima do enfermo e lhe dirige a palavra bondosamente a ponto do doente olhá-la e dizer: “Vós sois uma criatura da Terra? Quem vos ensinou a tratar assim aquele que te ofende?” Sem responder, a Santa mostrou-lhe o Crucifixo que trazia no peito. O mesmo aconteceu com S. Maria Bertila, no Hospital de Treviso. Um dia um enfermo histérico lhe jogou o ovo que ela lhe tinha levado. A Santa não se perturbou. Foi trocar o avental voltou com uma taça de caldo: “Ficarás bem com este caldo”, sorrindo, disse-lhe. O que não temos a aprender nós com estes atos, nós que prontamente perdemos a paciência por bobagens.
Os caroços das cerejas
Jesus disse que com a paciência salvaríamos nossas almas
(cf. Lc 21,19) E mais, com a paciência se conquistam e salvam até as almas dos
outros, porque o homem paciente vale mais do que o homem forte e quem domina o
caráter vale mais do que “um conquistador de cidades” (Pr 16,32). S. José
Cafasso era o Capelão dos condenados à morte. Por isso podia entrar nas celas e
ficar no meio deles. Parecia um anjo de serenidade e de paciência naquele
ambiente fedorento e repugnante. Levava-lhes sempre alguma coisa de presente.
Um dia foi um cesto com cerejas. Logo após, os encarcerados divertiam-se em
atirar-lhes os caroços. “Deixai-os. É a única distração que eles têm”. Disse o
santo. Com esta doce paciência ele podia penetrar nos corações deles e
prepará-los para enfrentar a morte beijando o Crucifixo e invocando Maria.
Esposas e Mães pacientes
Muitas vezes é, sobretudo, em casa que precisamos exercitar-nos na paciência. S. Paulo recomendava aos Efésios de “comportarem-se com toda a humildade, mansidão e paciência, suportando-vos com amor” (Ef 4,2). Quantas brigas e problemas se poderiam evitar com poucos grãos de paciência e de silêncio. Quando as amigas perguntaram a S. Mônica como fazia para viver em paz com um marido tão insensível e violento, respondia: “Tenho um freio em minha língua”. Quem não se lembra de como S. Rita chegou a converter o marido vulgar e brutal? Sofrendo em silêncio: “com muita paciência nas tribulações, nas necessidades, nas angústias” (2 Cor 6,4). Grande também foi a paciência da ditosa Anna Maria Taigi, mãe de 7 filhos. Cada dia eram provas que a pobrezinha devia enfrentar pelas estranhezas do marido pouco gentil, pelos problemas dos filhos que precisavam de uma boa formação, pelas contrariedades e incômodos que acontecem inevitavelmente em cada família. Um dia quebraram-lhe um magnífico vaso de cerâmica que era uma preciosa e cara recordação de família. A Santa olhou os cacos e disse serenamente: “Paciência! Se o soubessem os negociantes de cerâmicas ficariam contentes. Precisam viver também, não? “Esta paciência é um dos frutos mais preciosos do Espírito Santo (cf. Gl 5,22).
Muitas vezes é, sobretudo, em casa que precisamos exercitar-nos na paciência. S. Paulo recomendava aos Efésios de “comportarem-se com toda a humildade, mansidão e paciência, suportando-vos com amor” (Ef 4,2). Quantas brigas e problemas se poderiam evitar com poucos grãos de paciência e de silêncio. Quando as amigas perguntaram a S. Mônica como fazia para viver em paz com um marido tão insensível e violento, respondia: “Tenho um freio em minha língua”. Quem não se lembra de como S. Rita chegou a converter o marido vulgar e brutal? Sofrendo em silêncio: “com muita paciência nas tribulações, nas necessidades, nas angústias” (2 Cor 6,4). Grande também foi a paciência da ditosa Anna Maria Taigi, mãe de 7 filhos. Cada dia eram provas que a pobrezinha devia enfrentar pelas estranhezas do marido pouco gentil, pelos problemas dos filhos que precisavam de uma boa formação, pelas contrariedades e incômodos que acontecem inevitavelmente em cada família. Um dia quebraram-lhe um magnífico vaso de cerâmica que era uma preciosa e cara recordação de família. A Santa olhou os cacos e disse serenamente: “Paciência! Se o soubessem os negociantes de cerâmicas ficariam contentes. Precisam viver também, não? “Esta paciência é um dos frutos mais preciosos do Espírito Santo (cf. Gl 5,22).
Olhemos para ela
O primeiro dote da caridade é a paciência! (cf. I Cor 13,4).
A maior caridade traz consigo a maior paciência. Por isso Maria, Mãe do Amor, é
exemplar perfeitíssimo e fonte da nossa paciência. Ela viveu com a alma
transpassada por uma espada (cf. Lc 2,35) Olhemos este fato e aprendamos saber
aceitar com paciência heroica até um punhal enfiado no coração. Ela foi a
Virgem oferente não só no Templo, mas também, e, sobretudo, no Calvário
(Marialis Cultus, n.20). Apeguemo-nos a Ela para atingirmos a energia do amor
paciente e oferente nas tribulações da vida e da morte.
Votos
– Tratar gentilmente e sorrir para quem te maltrata;
– Oferecer cada pequeno espinho do dia a Maria;
– Meditar sobre as dores de Maria.
Um mês com Maria - 24/31 – A penitência
Porque somos pecadores e continuamos a pecar, por isso é
necessária a reparação para pagar as culpas. É Justiça: repara-se o mal feito.
“Todo pecado, grande ou pequeno, não pode ficar impune; ou é punido pelo homem
que faz Penitência ou no último Juízo pelo Senhor”. (S. Agostinho).
Podemos
aqui lembrar alguns grandes pecadores convertidos e que ficaram santos: S.
Maria Madalena, S. Agostinho, S. Margarida de Cortona, S. Inácio de Loyola, S.
Camilo de Lélis… Eles nos demonstraram que com a Penitência repara-se e
recupera-se tudo, até a santidade mais alta e dão razão a S. Cipriano que
exclama: “Ó penitência! Tudo o que estava amarrado, o desamarraste, o que
estava fechado, o abriste”. A penitência livra das correntes das dívidas
contraías pelos pecados e abre as arcas das graças mais eleitas.
Penitência e Amor.
Quando S. Domingos Sávio estava gravemente doente, foi um
dia submetido a uma sangria. Antes de iniciar, o médico disse-lhe: “Olha para o
outro lado, Domingos, assim não verás escorrer o teu Sangue”. “Ah, não –
respondeu – furaram as mãos e os pés de Jesus com grandes pregos sobre a Cruz e
Ele não disse nada…” Domingos sofreu sem um gemido os dez pequenos cortes que
lhe fizeram. Eis a lei do amor: quando se ama de verdade uma pessoa, se quer
com ela condividir todos os sofrimentos. Não se pode renunciar! Quem ama Jesus
e conhece sua vida de humildade e sacrifício, culminada na cruel Crucificação e
Morte, não pode deixar de desejar a participação em toda aquela dor desejada pelo
amor. A intensidade desta participação às vezes manifestou-se até de modo
prodigioso e sangrento.
Pensemos em S. Francisco de Assis, S. Verônica
Giuliani, S. Gema Galgani, Pe. Pio… Mas em todos os santos a Penitência mais
dolorosa foi uma exigência do amor. Eles chegavam ao ponto de não desejar nada
além de sofrer. Recordemos alguns exemplos: S. Francisco Xavier, embora
oprimido por dores muito fortes, rezava com transporte, dizendo: “Ainda,
Senhor, ainda mais.” E à ilha onde sofreu as mais graves tribulações, quis pôr
o nome de Ilha das Consolações. S. Teresa de Jesus também é célebre pelo seu
grito: “Ou sofrer ou morrer”. S. João da Cruz a Jesus que lhe perguntava o que
queria, respondeu: “Sofrer e ser desprezado por Ti”. S. Gabriel de Nossa
Senhora das Dores dizia que o seu Paraíso eram as dores de Maria. S.
Maximiliano chamava “balinhas de caramelo” as cruzes e as tribulações. Pe. Pio
dizia que suas tremendas dores eram “as alegriazinhas do esposo”. Assim
raciocina quem ama.
Fazer o próprio dever.
A primeira e mais importante Penitência do cristão é aquela
de cumprir fielmente e perfeitamente os próprios deveres cotidianos. Fazer
outras penitências omitindo estas significa fazer o secundário, ignorando o
principal.
Em 1º lugar, lembremo-nos bem: 1º o cumprimento dos deveres. Se é
assim a substância da nossa vida de penitência é segura. S. José Cafasso
conduzia uma vida de Penitência escondida aos olhos dos demais. Dos depoimentos
do processo de beatificação, sabemos que a mulher que lavava a roupa manchada
de sangue, tinha-se dado conta disso. “Por que as camisas estão sempre sujas de
sangue? – perguntou – O senhor tem algum ferimento?” O santo quis ficar calado,
mas respondeu bruscamente: “Vós sois como uma mãe, por isso, vos direi tudo,
mas não o deveis contar a ninguém. Deveis saber que nós, padres, usamos uma
cintura com pontas chamado cilício. Eis porque achais as manchas.”
“Mas deve doer muito, meu pobre filho”! Exclamou a mulher. “Sim, dói, mas precisamos descontar nossos pecados, não?” “O que está dizendo? – retrucou – Se o senhor precisa fazer penitência, o que devemos fazer?” “Vós trabalhais duro – respondeu o santo – e trabalhar o dia todo já é uma bela penitência”.
“Mas deve doer muito, meu pobre filho”! Exclamou a mulher. “Sim, dói, mas precisamos descontar nossos pecados, não?” “O que está dizendo? – retrucou – Se o senhor precisa fazer penitência, o que devemos fazer?” “Vós trabalhais duro – respondeu o santo – e trabalhar o dia todo já é uma bela penitência”.
Penitência pelos pecadores
O lamento de Nossa Senhora de Fátima deveria nos comover:
“Muitas almas vão para o Inferno porque não tem quem se sacrifique por elas.”
Jacinta, a florzinha de Maria, foi a quem maiormente tocaram aquelas palavras
da Bela Senhora. Ela quis ser vítima inocente e sofrer pelos pecadores foi sua
paixão dolorosa até a morte. Atingida pela gripe espanhola e por uma pneumonia
purulenta, com infecção progressiva, transportada ao Hospital, longe de casa,
submetida a uma operação para a remoção de suas costelas, sem anestesia. Pobre
menina! Mas foi heroicamente corajosa e não perdeu nenhuma ocasião de
sacrifício pelos pecadores: cama, dores ardentes… O seu Celeste conforto era a
assistência materna de Nossa Senhora. Morreu consumada pela febre e pelas
dores, sozinha sobre o Coração da Imaculada, vinda do céu para apanhar a
inocente vítima pelos pecadores. Que exemplo de heroica penitência.
Votos
– Meditar a paixão e morte de Jesus (Mt 26 e 27);
– Oferecer todos os sacrifícios a Nossa Senhora das Dores;
– Recitar os mistérios dolorosos do Rosário.
Um mês com Maria - 23/31 – A oração
As duas últimas maiores aparições de Maria sobre a Terra
foram em Lourdes e em Fátima. Ambas nos trouxeram uma mensagem idêntica e
forte: Oração e Penitência. Maria vai logo ao essencial: antes de mais nada, a
oração. Ela pede, recomenda e insiste sempre sobre este ponto, seja em Lourdes
ou em Fátima. As coisas irão bem se se reza. O contrário procede. A oração é o
grande juiz dos nossos destinos. Se ela é ausente, tudo irá mal. “Quem não reza
certamente se condena”, diz S. Afonso. E S. Ambrósio afirma que se a vida do
homem é uma batalha sobre a terra (cf. Jó 7,1), a oração é o escudo
invulnerável sem o qual seríamos atingidos inexoravelmente.
A Virgem em oração
O Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica sobre o Culto da Beata Virgem (n. 18), apresenta Maria como a Virgem em oração, escolhida de 3 páginas marianas do Evangelho. Na visitação, Maria louva a Deus com o hino de amor mais alto que tenha saído da alma de uma criatura humana: o Magnificat! (cf. Lc 1, 46-56)
O Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica sobre o Culto da Beata Virgem (n. 18), apresenta Maria como a Virgem em oração, escolhida de 3 páginas marianas do Evangelho. Na visitação, Maria louva a Deus com o hino de amor mais alto que tenha saído da alma de uma criatura humana: o Magnificat! (cf. Lc 1, 46-56)
Em
Caná, Maria faz a oração de pedido com cuidado materno e com fé sem hesitações,
obtendo logo a graça temporal para os esposos e a Graça espiritual para os
discípulos de Jesus que acreditaram Nele (cf. Jo 2,1-11)
No cenáculo, Maria
nutre com a oração materna a Igreja nascente (cf. At 1,14) assim como também
depois de sua Assunção em alma e Corpo ao Céu, nunca deporá a sua missão de
intercessão e de salvação. É Ela mesma, Virgem em oração, que nos veio pedir e
recomendar a oração, seja em Lourdes ou em Fátima. Se A ouvirmos, se fizermos o
que nos diz, não teremos senão bênçãos sobre bênçãos. Mas devemos examinar
seriamente.
Rezar de manhã e a noite
Não é verdade que existem cristãos que fazem apenas qualquer
oração de manhã e a noite? Alguns até tem medo de se esforçar e fazem só o sinal-da-cruz.
Outros, nem isso, mas levantam e deitam como animais. Se pode ser cristão deste
modo? Pode-se salvar a alma esquecendo a oração, enquanto se tem tempo de olhar
televisão, ler jornais e livros, ir ao bar e ao campo de futebol? Maria nossa
mãe, adverte-nos: “Rezai, rezai muito”. “Vigiai e rezai” (cf. Mc 14,38; I Pd
4,7) Por isso nunca deve faltar ao menos a oração da manhã e da noite. Poucos
minutos de oração todas as manhãs e noites deveria ser um dever tão doce para
todos os cristãos. Assim era para o Beato Contado Ferrini, professor da
Universidade de Milão, que escrevia “Eu não sabia conceber uma vida sem oração,
acordar de manhã sem encontrar o sorriso de Deus, um reclinar a cabeça no peito
de Cristo”.
Oração à mesa
Ao meio-dia é tradição cristã o toque do Ângelus, devota
chamada do inefável mistério da Encarnação. Àquele sinal, o Anjo nos convida a
unir-nos a ele na oração à Celeste Virgem. E como respeitavam os santos este
breve intervalo de oração mariano com o Anjo. S. Pio X interrompia até as
audiências mais importantes. Beto Moscati suspendia por poucos átimos a lição
ou a visita médica. Pe Pio a recitava com quem se achasse onde estava. O Papa
Pio XII a recitava de joelhos. Por que não salvar e fazer nossa esta
maravilhosa oração mariana? Outro momento de oração deve ser aquele das
refeições, antes de começar a comer. O sinal da-cruz e a Ave-Maria são a bênção
de Jesus e de Maria nas nossas mesas.
Aconteceu com S. João Bosco.
Convidado para almoçar com uma família, antes de sentar-se à mesa, perguntou a um dos filhos: “Agora façamos o sinal-da-cruz antes de comer. Sabe por que o fazemos? Não – respondeu o menino. Bem, digo em duas palavras – prosseguiu o santo – Fazemos para nos distinguir dos animais que não o fazem porque não possuem a razão para entender que o que comemos é um dom de Deus”. Daquele em dia em diante nunca mais faltou oração antes das refeições para aquela família.
Convidado para almoçar com uma família, antes de sentar-se à mesa, perguntou a um dos filhos: “Agora façamos o sinal-da-cruz antes de comer. Sabe por que o fazemos? Não – respondeu o menino. Bem, digo em duas palavras – prosseguiu o santo – Fazemos para nos distinguir dos animais que não o fazem porque não possuem a razão para entender que o que comemos é um dom de Deus”. Daquele em dia em diante nunca mais faltou oração antes das refeições para aquela família.
Uma faísca, tantas faíscas
O pensamento de Jesus é claro: o cristão deve se esforçar
por rezar continuamente, por ter constantemente oferecido a Deus todo a si
mesmo e tudo o que faz: “Rezar sempre, sem desfalecer”; “Vigiai e rezai para
não cair em tentação” (cf. Lc 18,1; Mc 14,38) Qual tentação? a tentação de agir
por egoísmo ou fazer obras por cálculo ou interesse e não por amor a Deus e ao
próximo. A oração é indispensável para que fiquemos sempre no caminho que nos
leva a Deus. Quando não é possível rezar longamente, façamos uma oração rápida,
semelhante às pequenas sementes que ao longo do dia são semeadas na Terra das
ações a fazer. É a oração das breves jaculatórias, dos rápidos atos de amor das
piedosas ofertas. O Papa Paulo VI a chamava “oração faísca”. S. Francisco de
Assis, S. Tomás de Aquino, S. Afonso, S. Bernadette, S. Gema Galgani… que uso
ardente e constante não faziam desta oração “faísca”. As almas deles talvez não
estavam continuamente em faíscas? S. Maximiliano Maria Kolbe recomendava muito
esta oração faísca para crescer no amor à Imaculada. Isso também vale para nós.
Votos
– Rezar sempre e bem de manhã e a noite;
– Fazer o sinal da cruz e rezar uma Ave-Maria à mesa;
– Empenha-te em recitar jaculatórias durante o dia.
Um mês com Maria - 22/31 – A Eucaristia
A Eucaristia é Jesus presente entre nós e por nós. Na
Eucaristia está realmente presente Jesus com Seu Corpo, Sangue, Alma e
Divindade. Com a Eucaristia temos de verdade o Emanuel, ou seja, “Deus Conosco”
(Mt 1,23). Justamente S. Tomás de Aquino nos exorta a refletir que não existe
nenhuma religião na Terra, que tenha o seu Deus tão perto e tão familiar como a
religião cristã, com a Eucaristia. Coisa ainda maior é que o Verbo Encarnado,
Jesus, não só vive entre nós, mas se quer doar, entrar em nosso coração e
fazer-se um com cada um de nós. “Quem come minha Carne e bebe o meu Sangue,
vive em mim como eu nele” (Jo 6,57). Jesus quer isso a cada dia. Por isso se
fez Pão, por que o pão é o alimento cotidiano, é o nutrimento de cada dia, sem
o qual nós enfraquecemos e morremos.
A Santa Missa
Onde e quando Jesus se faz Eucaristia? Na Santa Missa. Quando o Sacerdote consagra o pão e o vinho, temos o sacrifício supremo, incruento de Jesus, presente realmente no Altar no estado de vítima. Oh! Qual Divino prodígio é a Santa Missa, que renova o Sacrifício da Cruz e opera o milagre da transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus oferecido por nós. Tinha razão S. Afonso Maria de Ligório ao dizer que Deus não poderia fazer uma coisa maior que a Santa Missa. Pe. Pio dizia que a Santa Missa é infinita como Jesus. Por isso os santos amavam a Santa Missa com uma paixão ardente. S. Francisco de Assis queria ouvir ao menos duas Santas Missas ao dia e quando estava doente, queria que um irmão celebrasse em sua própria cela. E nós? Não é verdade que tantos cristãos fazem dificuldades até pra ir à Santa Missa aos domingos? Quão pouco se compreende deste Mistério divino que é a riqueza infinita da Igreja. Se quisermos amar Maria não podemos esquecer que nunca estamos tão perto dela como quando estamos juntos do altar onde se renova o sacrifício do Calvário (cf. Jo 19,25) Ao Pe. Pio perguntaram se Maria estava presente durante a Santa Missa. Respondeu em tom de surpresa: “Mas não A vêem no tabernáculo?”
Onde e quando Jesus se faz Eucaristia? Na Santa Missa. Quando o Sacerdote consagra o pão e o vinho, temos o sacrifício supremo, incruento de Jesus, presente realmente no Altar no estado de vítima. Oh! Qual Divino prodígio é a Santa Missa, que renova o Sacrifício da Cruz e opera o milagre da transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus oferecido por nós. Tinha razão S. Afonso Maria de Ligório ao dizer que Deus não poderia fazer uma coisa maior que a Santa Missa. Pe. Pio dizia que a Santa Missa é infinita como Jesus. Por isso os santos amavam a Santa Missa com uma paixão ardente. S. Francisco de Assis queria ouvir ao menos duas Santas Missas ao dia e quando estava doente, queria que um irmão celebrasse em sua própria cela. E nós? Não é verdade que tantos cristãos fazem dificuldades até pra ir à Santa Missa aos domingos? Quão pouco se compreende deste Mistério divino que é a riqueza infinita da Igreja. Se quisermos amar Maria não podemos esquecer que nunca estamos tão perto dela como quando estamos juntos do altar onde se renova o sacrifício do Calvário (cf. Jo 19,25) Ao Pe. Pio perguntaram se Maria estava presente durante a Santa Missa. Respondeu em tom de surpresa: “Mas não A vêem no tabernáculo?”
A Santa Comunhão
Com a Santa Comunhão Jesus se doa a cada um de nós para nos
nutrir do Seu Corpo e do Seu Sangue. “A minha carne é verdadeiro alimento e o
meu Sangue é verdadeira bebida” (Jo 6,56) Nutrimento Divino. Nutrimento de Amor
e de infinito valor e força. “Bem-aventurados os convidados à ceia nupcial do
Cordeiro!” (Ap 19,9). Quem não come deste pão enfraquecerá espiritualmente dia
após dia. Jesus o disse com palavras claras: “Se não comerdes minha Carne e não
beberdes o meu Sangue, não possuireis a vida em vós” (Jo 6,53). Por isso os
santos tinham fome de Jesus e eram heroicos ao fazer qualquer sacrifício para
não se privarem do Pão da Vida descido do Céu (cf. Jo ,35-59). O Beato José
Moscati fazia todas as manhãs a Santa Comunhão. E quando ia viajar para o
estrangeiro a congressos científicos dos médicos, viajava de noite ou descia de
aeronaves, girava as cidades sempre de jejum desde a meia-noite procurando uma
Igreja para Comungar. Ele dizia não se sentir capaz de iniciar visitas médicas
se antes não tivesse recebido Jesus.
E nós? Temos talvez a Igreja a poucos
passos, mas não sentimos nenhuma atração pela Santa Comunhão. Somos capazes de
ficar sem comunhão até aos domingos. Pobre de nós! Que Nossa Senhora nos
ilumine e nos sacuda!
Se rezarmos a ela com alegria, Ela nos dará a Graça e a força de aproximar-nos até mesmo todos os dias à Santa Comunhão, porque na Terra não existe nada mais que a faça mais contente quanto a mostrar-lhe Jesus nos nossos corações. Então Ela nos aperta contra o seu coração em um único abraço com Jesus.
Com Jesus e por Jesus
A Santa Missa e a Comunhão me enchem de Jesus para me fazer
viver com Jesus e para Jesus o dia inteiro. Com que frequência, durante o dia,
o amor de Jesus me deveria reportar à Eucaristia! Por isso S. Francisco de
Sales e S. Maximiliano Maria Kolbe tinham o propósito de fazer a Comunhão
Espiritual a cada quarto de hora! Por isto os santos procuravam toda hora e
todo momento para correrem e estarem perto de Jesus sempre que possível. As
visitas Eucarísticas, as horas de adoração, o pouco tempo de oração junto ao
Sacrário, eram a paixão dos santos. E como se industriavam. S. Roberto
Belarmino, quando jovem, indo à escola, passava na frente de duas Igrejas: indo
e voltando, fazia 4 visitas à Eucaristia. A Beata Anna Maria Taigi, mãe de 7
filhos, tinha todo cuidado para fazer ao menos uma longa visita cotidiana a
Jesus Eucarístico. Todo Santo é uma criatura de amor e não pode não sentir
atração pelo Sacramento de Amor.
Precisamos dos Sacerdotes
Santa Gema Galgani dizia que no Paraíso iria agradecer a Jesus, sobretudo pelo Dom da Eucaristia feita aos homens. É impossível que Deus pudesse dar-nos qualquer coisa mais que Si mesmo! Mas como poderíamos ter a Eucaristia sobre a Terra sem os Sacerdotes? Eles, somente eles são os dispensadores dos mistérios divinos (cf. I Cor 4,1). Só a eles Jesus disse depois da 1ª Santa Missa da história, celebrada na 5º feira santa: “Fazei isso em memória de mim” (Lc 22,19). Por esta divina Missão de renovar o Sacrifício de Jesus, o Sacerdote é o escolhido por Deus que o separa de todos os outros homens e o Consagra “Ministro do Tabernáculo” (Hb 5,4; 13,10; Rm 1,1) Feliz o Sacerdote!
Santa Gema Galgani dizia que no Paraíso iria agradecer a Jesus, sobretudo pelo Dom da Eucaristia feita aos homens. É impossível que Deus pudesse dar-nos qualquer coisa mais que Si mesmo! Mas como poderíamos ter a Eucaristia sobre a Terra sem os Sacerdotes? Eles, somente eles são os dispensadores dos mistérios divinos (cf. I Cor 4,1). Só a eles Jesus disse depois da 1ª Santa Missa da história, celebrada na 5º feira santa: “Fazei isso em memória de mim” (Lc 22,19). Por esta divina Missão de renovar o Sacrifício de Jesus, o Sacerdote é o escolhido por Deus que o separa de todos os outros homens e o Consagra “Ministro do Tabernáculo” (Hb 5,4; 13,10; Rm 1,1) Feliz o Sacerdote!
Os Anjos o
veneram porque ele representa Jesus! S. Cipriano diz com força: “O Sacerdote no
altar opera na Pessoa mesma de Jesus”. Mas para ter os Sacerdotes precisamos
das vocações sacerdotais. E não só: precisamos de todas as graças da
correspondência e da fidelidade à vocação. Quem nos doará todas essas graças? A
resposta é única: Maria, medianeira universal. Mas precisamos suplicá-la. Ela é
a Mãe do Maior Sacerdote; Ela é a Mãe de todos os Sacerdotes. Ela criou Jesus
para o Sacrifício; Ela cria os Sacerdotes para os conduzir ao Altar do supremo
sacrifício com a idade plena de Cristo (cf. Ef 4,13). Se precisamos tanto de
Sacerdotes, recorramos a Maria, multipliquemos nossas orações e não cansemos de
insistir em obter tamanha graça. Com a oração se obtém as vocações: “Rogai ao
Senhor da seara que envie operários para a sua messe”. Com a oração à Maria
obteremos as vocações, pois Ela é poderosa medianeira de amor e misericórdia,
como disse Jesus. S. Maximiliano Maria Kolbe, louco de amor pela Imaculada, em
menos de vinte anos, com o seu amor e sua oração incessante, obteve cerca de
mil vocações por seu intermédio. Oh, Maria, Mãe e Rainha dos Sacerdotes,
dai-nos muitos e santos Sacerdotes!
Votos
– Participar à Santa Missa e fazer a Santa Comunhão com Maria;
– Oferecer a Santa Missa e a Comunhão a Maria, para a sua alegria;
– Fazer uma visita Eucarística a fim de reparar os ultrajes à Eucaristia.
Um mês com Maria - 21/31 – A confissão
O Sacramento da Confissão está todo na parábola do Filho
Pródigo (Lc 15,11-24). O pecado, o arrependimento, o perdão: o homem peca, o
pecador se arrepende, Deus perdoa. São 3 realidades enlaçadas pela misericórdia
de Deus. A confissão é o remédio do pecado, é o conforto do pecador, é o abraço
de Deus ao filho que volta. Não tem sacramento mais humano, porque segue o
homem e o ampara nas fraquezas e misérias de cada dia, apresentando-lhe o
paterno vulto de Deus, que é feliz em perdoar os filhos, porque os quer salvar:
“Não quero a morte do pecador, mas que ele se converta de sua conduta e viva”
(Ez 33,11).
A quem perdoares…
O perdão dos pecados nos vem de Deus, mas só através dos
seus ministros sobre a Terra: os Sacerdotes. A eles Jesus deixou o seu mandato:
“A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; e a quem não perdoardes os
pecados, não os serão”. (Jo 20,33). Quantas vezes? Sempre que eles sejam
dispostos. Nenhum limite a misericórdia de Deus (cf. Mt 18,22). “A misericórdia
divina é tão grande que nenhuma palavra a pode exprimir e nenhum pensamento a
pode conceber” (S. João Crisóstomo). S. Isidoro afirmou que “não existe delito
tão grande que não possa ser perdoado na confissão”. Seja glorificado, Deus, em
sua infinita misericórdia! O que dizer da alegria de Maria quando nos
aproximamos deste sacramento? Ela mesma, toda esplêndida de candor e Graça, a
Imaculada, não pode senão amar imensamente este Sacramento que anula o pecado e
faz brilhar as almas dos seus filhos. Certamente toda confissão é uma Graça da
Maternidade de Maria, que quer ver as almas dos seus filhos semelhantes a Ela
para a alegria de Jesus.
Minha Nossa Senhora, basta!
A Beata Ângela de Foligno, quando jovem, tinha se confessado mal, não contou alguns pecados por vergonha. Arrastou-se assim por algum tempo, vivendo entre cruéis remorsos, perturbações e infelicidades. Um dia, sacudiu-se: jogou-se aos pés de uma imagem de Maria e lhe suplicou aos soluços: “Minha Nossa Senhora, basta! Eu não quero mais viver assim! Hoje mesmo direi tudo ao meu confessor”. E teve a graça de fazê-lo. Era hora! Teve, depois, uma vida de penitência tremenda que a ajudou potentemente a transformar-se até o vértice das mais altas experiências místicas. Nunca duvidemos e não hesitemos em recorrer a Maria para obter a graça da Confissão. “A boa confissão é a base da perfeição”. (S. Vicente de Paulo). Da confissão se parte e se reparte para as mais altas empresas do espírito e vice versa. A diminuição e a ausência de confissão fazem caminhar para trás através da estrada larga e cômoda que leva à perdição. (cf. Mt 7,13)
A Beata Ângela de Foligno, quando jovem, tinha se confessado mal, não contou alguns pecados por vergonha. Arrastou-se assim por algum tempo, vivendo entre cruéis remorsos, perturbações e infelicidades. Um dia, sacudiu-se: jogou-se aos pés de uma imagem de Maria e lhe suplicou aos soluços: “Minha Nossa Senhora, basta! Eu não quero mais viver assim! Hoje mesmo direi tudo ao meu confessor”. E teve a graça de fazê-lo. Era hora! Teve, depois, uma vida de penitência tremenda que a ajudou potentemente a transformar-se até o vértice das mais altas experiências místicas. Nunca duvidemos e não hesitemos em recorrer a Maria para obter a graça da Confissão. “A boa confissão é a base da perfeição”. (S. Vicente de Paulo). Da confissão se parte e se reparte para as mais altas empresas do espírito e vice versa. A diminuição e a ausência de confissão fazem caminhar para trás através da estrada larga e cômoda que leva à perdição. (cf. Mt 7,13)
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Se te acusas, Deus te desculpa
Parece incrível, mas são muitos os cristãos que não apreciam
e fogem do Sacramento da Confissão. Só teriam a ganhar, mas ao invés, nem se
dão conta disso. Tão prontos para ir ao médico pelo menor mal-estar do corpo,
descuidam-se, porém, da saúde da própria alma como se fosse um pano de chão.
Talvez ignorem os grandes benefícios do sacramento, ou o consideram só no seu
aspecto mais penal: a acusação das próprias misérias. É necessário considerar
os grandes frutos positivos que a Confissão nos dá.
Na vida de S. Antônio de Pádua se conta que um dia um grande pecador foi confessar-se com o Santo, depois de ter ouvido um sermão seu. O arrependimento do pecador era tão vivo que lhe impediu de falar pelos contínuos soluços. S. Antonio então lhe disse: “Vai, filho, escreve teus pecados e depois volta”. O penitente foi, escreveu os pecados em uma página, voltou ao Santo e leu a lista das culpas. Qual não foi a surpresa, ao fim da leitura, deu-se conta que a página tinha voltado a ser branca, sem um traço de escrita. Eis o símbolo da alma que volta pura da confissão.
Diz S. Agostinho: “Quando o homem descobre as
suas falhas, Deus as vigia; quando as esconde, Deus as descobre; quando as
reconhece, Deus as esquece.” Ainda mais eficaz é S. Francisco de Assis com esta
breve frase: “Se tu te desculpas, Deus te acusa; se tu te acusas, Deus te
desculpa.” Pelo resto, continua S. Agostinho: “é preferível suportar uma
ligeira confusão a um só homem que ver-se coberto de vergonha junto a
inumeráveis testemunhas, no dia do Juízo”. Era isto que também Pe. Pio dizia
aos seus penitentes. E é assim.
Os três quadros
Por isto S. Carlos Borromeu, antes de confessar-se, parava para meditar sobre 3 quadros que tinha mandado pôr na sua Capelinha. O 1º representava o Inferno com os seus danados maltratados horrivelmente: isto servia para inspirar salutar temor. O 2º representava o Paraíso com os Bem-aventurados extasiados de alegria: isto lhe dava uma carga de empenho para evitar o pecado e não perder o Paraíso. O 3º representava o Calvário com Jesus crucificado e Nossa Senhora das Dores: isto lhe enchia o coração de dor vivíssima pelos sofrimentos causados a Jesus e a Maria com os pecados, convidando-o ao mais firme propósito de fidelidade e de amor. Confessar-se assim significa não só purificar-se das culpas, mas enriquecer-se e crescer cada vez mais na vida da graça. E pensar que S. Carlos Borromeu confessava-se todos os dias…
Por isto S. Carlos Borromeu, antes de confessar-se, parava para meditar sobre 3 quadros que tinha mandado pôr na sua Capelinha. O 1º representava o Inferno com os seus danados maltratados horrivelmente: isto servia para inspirar salutar temor. O 2º representava o Paraíso com os Bem-aventurados extasiados de alegria: isto lhe dava uma carga de empenho para evitar o pecado e não perder o Paraíso. O 3º representava o Calvário com Jesus crucificado e Nossa Senhora das Dores: isto lhe enchia o coração de dor vivíssima pelos sofrimentos causados a Jesus e a Maria com os pecados, convidando-o ao mais firme propósito de fidelidade e de amor. Confessar-se assim significa não só purificar-se das culpas, mas enriquecer-se e crescer cada vez mais na vida da graça. E pensar que S. Carlos Borromeu confessava-se todos os dias…
Confessar-se todas as semanas
Se cada confissão é um tesouro de graça porque lava a minha alma no Sangue de Jesus, purificando-a “das obras de morte” (Hb 9,14) é claro que precisamos aproveitar com grande interesse e frequência! De quando em quando confessar-se? A norma áurea da vida cristã é a Confissão semanal. Muitos santos, é verdade, confessavam-se mais vezes por semana, e até todo os dias: S. Tomás de Aquino, S. Vicente Ferrer, S. Francisco de Sales, S. Pio X… Mas se nós não somos capazes de tanto, não devemos porém, fazer passar a semana sem nos lavar santamente no Sangue de Jesus. Como era pontual à Confissão ao menos semanal, para S. Maximiliano Maria Kolbe. Proponhamo-nos seriamente nós também esta norma, respeitando-a fielmente: cada confissão é uma Graça de Maria, Mãe de Misericórdia. E se Ela em Lourdes e em Fátima recomendou tanto a Penitência, lembremo-nos que a maior e mais salutar penitência é aquela sacramental: a Confissão frequente. Sobretudo, porém, devemos confessar-nos o mais depressa quando cometermos pecado mortal. Não nos contentemos do Ato de Dor e nunca fazer a Comunhão sem nos termos confessado, porque faríamos só um sacrilégio horrendo: “se recebe a própria condenação”, grita S. Paulo (I Cor 11,29). E seria mesmo uma loucura fazer um sacrilégio tendo à disposição o Sacramento da Misericórdia. Maria nunca o permita.
Se cada confissão é um tesouro de graça porque lava a minha alma no Sangue de Jesus, purificando-a “das obras de morte” (Hb 9,14) é claro que precisamos aproveitar com grande interesse e frequência! De quando em quando confessar-se? A norma áurea da vida cristã é a Confissão semanal. Muitos santos, é verdade, confessavam-se mais vezes por semana, e até todo os dias: S. Tomás de Aquino, S. Vicente Ferrer, S. Francisco de Sales, S. Pio X… Mas se nós não somos capazes de tanto, não devemos porém, fazer passar a semana sem nos lavar santamente no Sangue de Jesus. Como era pontual à Confissão ao menos semanal, para S. Maximiliano Maria Kolbe. Proponhamo-nos seriamente nós também esta norma, respeitando-a fielmente: cada confissão é uma Graça de Maria, Mãe de Misericórdia. E se Ela em Lourdes e em Fátima recomendou tanto a Penitência, lembremo-nos que a maior e mais salutar penitência é aquela sacramental: a Confissão frequente. Sobretudo, porém, devemos confessar-nos o mais depressa quando cometermos pecado mortal. Não nos contentemos do Ato de Dor e nunca fazer a Comunhão sem nos termos confessado, porque faríamos só um sacrilégio horrendo: “se recebe a própria condenação”, grita S. Paulo (I Cor 11,29). E seria mesmo uma loucura fazer um sacrilégio tendo à disposição o Sacramento da Misericórdia. Maria nunca o permita.
Votos
– Propósito de se confessar toda semana;
– Pedir perdão de todas as confissões mal feitas;
– Meditar a parábola do Filho pródigo (Lc 15,11-32).





















