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Olá amigas e Amigos da Liturgia!

A Ir. Veronice Fernandes, pddm já está chegando em Recife para o Curso sobre Espiritualidade do Ministro  Extraordinário da Comunhão Eucarística.
Por isso estou enviando a todos o convite para este importante curso, especialmente para quem é da equipe de Liturgia  ou  ministros e ministras da Comunhão Eucarística.
O curso será no próximo sábado, dia 02 de agosto de 2014, das 8:30 às 12:30, no Apostolado Litúrgico, situado na rua Camboa do Carmo, nº 83, em Recife. 
E confirme os nomes Tel.: 81- 3028 5957 81 - 99647261
Vocês de Recife – Olinda aproveitem desta oportunidade!

Curso: Espiritualidade do Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística.
Assessora: Ir. Veronice Fernandes PDDM

Data: 02 de agosto de 2014 sábado próximo!
Das 8:30 às 12:30h
Local: Apostolado Litúrgico - RECIFE
Rua Camboa do Carmo, 83

Abraços,

Lioza



JÁ ESTÃO SENDO PUBLICADOS OS CURSOS DE LITURGIA MINISTRADOS NA SEDE DO APOSTOLADO LITÚRGICO.
AS PESSOAS QUE TRABALHAM OU EXERCEM UM MINISTÉRIO LITÚRGICO EM SUAS PARÓQUIAS OU COMUNIDADES  DEVEM PARTICIPAR DESSES CURSOS QUE SÃO UMA VERDADEIRA RIQUEZA DE ENSINAMENTOS ESPIRITUAIS E PRÁTICOS SOBRE LITURGIA. É DE LEMBRAR QUE O CONCÍLIO VATICANO II, RECOMENDA A FORMAÇÃO LITÚRGICA PARA TODOS. E NÓS QUE TRABALHAMOS E VIVEMOS A LITURGIA SABEMOS QUE REALMENTE É UMA NECESSIDADE PARA TODO O POVO DE DEUS, TER UMA FORMAÇÃO, PELO MENOS BÁSICA EM LITURGIA, A FIM DE MELHOR COMPREENDER E VIVER A CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA E A VIDA LITÚRGICA DA IGREJA, POIS, SEGUNDO A SACROSANCTUM CONCILIUM, "A LITURGIA É O CUME E A VIDA DA IGREJA".

ABRAÇOS,

LIOZA.


PARTILHA DA PALAVRA
ANO LITÚRGICO C - 1º Domingo do Advento

1ª Leitura - Jr 33,14-16
14 'Eis que virão dias, diz o Senhor,
em que farei cumprir a promessa de bens futuros
para a casa de Israel e para a casa de Judá.
15 Naqueles dias, naquele tempo,
farei brotar de Davi a semente da justiça,
que fará valer a lei e a justiça na terra.
16 Naqueles dias, Judá será salvo
e Jerusalém terá uma população confiante;
este é o nome que servirá para designá-la:
'O Senhor é a nossa Justiça'.'
Palavra do Senhor.

2ª Leitura - 1Ts 3,12-4,2
Irmãos:
3,12 O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com
todos aumente e transborde sempre mais,
a exemplo do amor que temos por vós.
13 Que assim ele confirme os vossos corações
numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso
Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus,
com todos os seus santos.
4,1 Enfim, meus irmãos, eis o que vos pedimos
e exortamos no Senhor Jesus:
Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a
Deus, e já estais vivendo assim.
Fazei progressos ainda maiores!
2 Conheceis, de fato, as instruções
que temos dado em nome do Senhor Jesus.
Palavra do Senhor.

Evangelho - Lc 21, 25-28.34-36
Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos:
25 Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas.
Na terra, as nações ficarão angustiadas,
com pavor do barulho do mar e das ondas.
26 Os homens vão desmaiar de medo,
só em pensar no que vai acontecer ao mundo,
porque as forças do céu serão abaladas.
27 Então eles verão o Filho do Homem,
vindo numa nuvem com grande poder e glória.
28 Quando estas coisas começarem a acontecer,
levantai-vos e erguei a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima.
34 Tomai cuidado para que vossos corações
não fiquem insensíveis por causa da gula,
da embriaguez e das preocupações da vida,
e esse dia não caia de repente sobre vós;
35 pois esse dia cairá como uma armadilha
sobre todos os habitantes de toda a terra.
36 Portanto, ficai atentos e orai a todo momento,
a fim de terdes força
para escapar de tudo o que deve acontecer
e para ficardes em pé diante do Filho do Homem.
Palavra da Salvação.
 


Comentário
João Luiz Correia Júnior

Neste domingo, inicia-se o primeiro momento do novo Ano Litúrgico: o Advento.
“Advento” é uma palavra que vem do latim, adventus, e significa “chegada”. Corresponde às quatro semanas que antecedem a chegada do Natal.
É um tempo precioso, tempo oportuno para as pessoas se preparam para celebrar o nascimento de Jesus.
Para a Religião Cristã, Jesus é o Cristo, esperado desde o Antigo Testamento.
O profeta Jeremias (que exerceu a sua atividade missionária provavelmente entre os anos 626 a 586 a.C.), já expressava a expectativa de que Deus cumprisse a sua promessa e enviasse o seu “ungido, consagrado para a missão de restaurar o povo de Deus.
Crescia, desde então, a expectativa messiânica.
O “Messias”, palavra hebraica que significa “consagrado para uma missão”,  foi traduzido para o grego, “Cristo” (em grego Χριστός, Christós, o “Ungido " ou "O Consagrado").
Os discípulos e discípulas de Jesus, ao lerem as Sagradas Escrituras (o Antigo Testamento), reconheceram em Jesus o Cristo, o Messias.
Os textos bíblicos da Liturgia do Tempo do Advento são muito profundos e belos, do ponto de vista literário.
Da primeira e da terceira leitura, podemos recolher a seguinte mensagem em forma de poema:
Naqueles dias farei brotar a semente
Da qual nascerá a lei e a justiça na terra...
Naqueles dias brotará a salvação e a confiança
para todo o povo que cultiva a fé...
Naqueles dias as forças do céu e da terra serão abaladas:
Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas
Haverá sinais no mar, com barulho e ondas amedrontadoras
Naqueles dias as nações ficarão angustiadas,
E homens fortes e prepotentes desmaiarão de medo.
Naqueles dias, quando estas coisas acontecerem,
Levantai-vos,
Erguei a cabeça,
Porque a vossa liberdade está próxima.
A chegada do Messias, o Cristo, é causa de toda essa expectativa de que os tempos de sofrimento e opressão acabem, e que se possa viver – finalmente – em liberdade.
Mas dois conselhos são apresentados no Evangelho de Lucas para que as pessoas de fé cristã  aproveitem, da melhor forma, esse tempo de graça que é o Advento:
1º) Tomar cuidado e ficar atento contra o consumismo exagerado (comida e bebida) e contra as preocupações desnecessárias. Quanta besteira nesse período que antecede o Natal, por conta das inúmeras ofertas da sociedade de consumo, que só fazem tirar a atenção para aquilo que é essencial...
2º) Orar, rezar constantemente, a cada dia, para receber – com alegria interior – a presença do Messias, o Cristo Jesus Salvador...
Excelente Advento para todos nós.
Assim seja!

Neste terceiro domingo do mês de agosto, em que celebramos a Assunção de Nossa Senhora ao céu, celebramos também a vocação à vida religiosa. Pessoas chamadas por Deus para formar uma comunidade de fé, seguindo os princípios do evangelho e o carisma de um(a) fundador(a). As leituras deste domingo iluminam o papel de Maria na história da salvação e o dogma de fé na assunção de Maria.

Qual o significado da assunção para os cristãos católicos?

Por que a Igreja transformou em dogma de fé a tradição popular e apócrifa sobre a assunção de Maria?

É nos evangelhos apócrifos que encontramos a tradição sobre a assunção de Maria. Três anos antes de morrer, ela recebeu de Jesus o anúncio de sua morte, no monte das Oliveiras. Em sua casa, em Jerusalém, ela dormiu – daí, a tradição da Dormição de Maria. Jesus veio ao seu encontro nesse momento. Ele pede aos apóstolos que preparem o corpo e o levem até um lugar indicado por ele, no vale de Josafá. Quando ali chegam, eles depositam o corpo de Maria e se sentam à porta do sepulcro. Jesus aparece rodeado de anjos, saúda-os com o desejo de paz, reafirma a escolha de Maria para que dela ele pudesse nascer e pede aos anjos que levem a sua alma para o céu. Jesus ressuscita o seu corpo. Quando o corpo chega ao céu, Jesus coloca a alma novamente no corpo glorioso e a coroa como rainha do céu (cf. a tradição apócrifa sobre Maria, agrupada com base em 15 evangelhos apócrifos, em nosso livro História de Maria, mãe e apóstola de seu Filho, nos evangelhos apócrifos - 2006b).

A Dormição de Maria nasce da fé em que Maria não morreu, mas dormiu. E, por ter sido levada ao céu, assunta, nasceu a terminologia Assunção, usada a partir do século VIII. Essa festa começou a ser celebrada liturgicamente na Igreja do Oriente, no século VI, isto é, entre os anos 600 e 700, propriamente no dia 15 de agosto, a mando do imperador Maurício. A Roma, a festa chegou no século VII.

O dogma da Assunção de Maria, diferentemente da maioria dos dogmas da Igreja Católica, foi proclamado recentemente, em 1950, pelo papa Pio XII, com a bula Munificentissimus Deus. O texto diz o seguinte: “Definimos ser dogma divinamente revelado: que a imaculada mãe de Deus, sempre virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

Mesmo que não esteja dito expressamente no dogma, a Assunção de Maria é o mais apócrifo dos dogmas. Para a fé, acreditar que Maria foi assunta ao céu de corpo e alma significa crer, como afirma Afonso Murad, que “Maria não precisou esperar o fim dos tempos para receber um corpo glorificado.

Depois de sua vida terrena, ela já está junto de Deus com o corpo transformado, cheio de graça e de luz. Deus antecipou nela o que vai dar a todas as pessoas de bem, no final dos tempos” (cf. citado por Faria, 2006b, p.181).

Fonte: Revista Vida Pastoral


O domingo de Ramos

A entrada de Jesus em Jerusalém

A Semana Santa começa no domingo chamado de Ramos porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.

Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos Profetas; mas esse povo tinha se enganado no tipo de Messias que ele era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Ele entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo!

Dessa forma o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas".

Os Ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.

Os Ramos sagrados que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rápido. Ela nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

A entrada "solene" de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte. Jesus que conhecia o coração dos homens não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas!

Quantas lições nos deixam esse domingo de Ramos!

O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o seu Reino de fato não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas veio para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la.

A muitos ele decepcionou; pensavam que ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.

O domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo "light", adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.

O domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades, das facilidades, para nos colocar diante Daquele que veio ao mundo para salvar este mundo.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

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'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar'

A Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.

Uma das frases – no momentio da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós: 'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.' A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.

A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como o princípios da Quaresma.

A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.

Eu gosto muito de um texto do livro das Crônicas que diz: “Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14).

A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.

Eu, padre Roger, pergunto para Deus: “Senhor, que queres que eu faça”? - mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. Mas, geralmente, a minha penitência é ofertar algo de que eu gosto muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão.

O Espírito Santo o levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova


Nos reunimos com todos os Santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, morte e demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso :
"Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos " (I Cor 1,23)

Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus.

A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos Persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro Cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos :
" Do Rei avança o estandarte,
fulge o mistério da Cruz,
onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus.
Do lado morto de Cristo,
ao golpe que lhe vibravam,
para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam.
Árvore esplêndida
bela de rubra púrpura ornada
dos santos membros tocar
digna só tu foste achada".


"Viva Jesus! Viva a Santa cruz!"

Santa Cruz...sede a nossa salvação!

Cançao Nova

A Salvação

A Liturgia propõe hoje o tema da SALVAÇÃO.
A Salvação é um dom, que Deus oferece a todos,
mas a porta para entrar no Reino é estreita.

As leituras bíblicas aprofundam esse tema:

Na 1a Leitura, o Profeta fala de uma Comunidade Universal.
Todas as nações são chamadas a integrar o Povo de Deus:
"Eu virei para reunir os homens de todos os Povos;
eles virão e verão a minha glória". (Is 66,18-21)
E acrescenta algo inaudito: "Escolherei estrangeiros devotos ao meu nome...
e os enviarei como missionários para anunciar a minha salvação".

A 2ª Leitura afirma que o homem encontra a Salvação em Deus e
deve deixar-se guiar por ele, que, como Pai, corrige e repreende
os que se desviam do bom caminho da Salvação para que alcancem
a meta final, a herança reservada a seus filhos. (Hb 12,5-7.11-13)

No Evangelho, Jesus trata do mesmo tema. (Lc 13,22-30)

- Começa com uma pergunta dirigida a Jesus:
"São muitos os que se salvam?"
Os judeus estavam convencidos de que só povo de Israel se salvaria...

- Jesus não responde à pergunta, dizendo o NÚMERO dos que se salvam...
Prefere revelar o CAMINHO para a salvação.
Fala que o banquete do "Reino" é para todos.
No entanto, não há entradas garantidas, nem bilhetes reservados
e estreita é a porta para entrar nele.

- Complementa o pensamento com uma pequena PARÁBOLA:
Um Senhor oferece um banquete.
Todos podem tomar parte, porque é de graça. Todos procuram entrar.
Alguns passam, outros não conseguem. A um certo ponto a porta se fecha.
- Quem está dentro? Os patriarcas... os profetas...
e uma multidão incontável, vinda de todos os lados...
- Quem está fora? Um grupo que conheceu o Senhor e
pretende entrar de qualquer jeito, expondo os seus motivos:
"Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste em nossas praças".
E o Senhor não abre a porta e os manda embora...
Não basta o privilégio de pertencer ao povo eleito...

- E, aos "convencidos" de ter a salvação garantida, conclui com um alerta:
"Não vos conheço..."

+ A Salvação é oferecida para todos,
independentemente de raça, de condição social, econômica ou religiosa...
Deus oferece gratuitamente a Salvação, mas espera nossa resposta,
o nosso compromisso com os valores do Evangelho.
Basta acolher essa oferta, aderir a Jesus e entrar pela "porta estreita".
* Mas para muitos, a "porta estreita" não é muito popular...
A felicidade se encontra no poder, no êxito, na exposição social,
nos cinco minutos de fama que a televisão proporciona, no dinheiro...

Para passar pela PORTA ESTREITA, são necessárias duas coisas:
- Desfazer-se de muitas "gorduras", de tanta coisa desnecessária...
- Tornar-se pequeno, simples, humilde, servidor, como criança:
"Quem não se fizer como criança não terá lugar no reino de Deus".
Os de grande estatura e os gordos não passam...

+ Um alerta:
Não haverá privilegiados, entradas garantidas, bilhetes reservados...
O ser cristão não é um meio mágico de salvação;
ela é o resultado do encontro entre o esforço humano e o dom de Deus.
Para salvar-se, não basta entrar na Igreja uma vez pelo Batismo,
mas querer entrar todos os dias pela "porta estreita"
da fidelidade à mensagem de Cristo e do Evangelho.

- Naquela hora, não haverá desculpas:
Sou católico desde criança... Vou à missa todos os domingos,
confesso com freqüência, pago sempre o dízimo, ajudo a Igreja...
Sou amigo do Padre... do Bispo...
Fiz o cursilho... o seminário da RCC... sou membro do Apostolado...

- Naquela hora, poderá ter surpresa:
"Não sei de onde vocês são... afastem-se de mim...
Há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos."
= Estranhos entrando na glória e "praticantes" excluídos do banquete...

+ São muitos os que se salvam?
Jesus não respondeu diretamente à pergunta quanto ao Número,
fala dos Destinatários da salvação e o Caminho para consegui-la":
A "porta estreita" do despojamento e da humildade...

Se olharmos apenas as exigências de entrar pela "porta estreita",
poderíamos ficar preocupados...
Mas sabemos que Deus é mais bondade e misericórdia, do que justiça.
Cristo nos garante: "Eu sou a porta, quem entrar por mim, será salvo..." (Jo 10,9)
E Paulo nos garante uma verdade muito consoladora:
"É vontade de Deus que todos os homens se salvem,
e todos cheguem ao conhecimento da verdade..." (1Tm 2,4)
A porta é estreita, mas está aberta...

Dia do Leigo
Saudamos nesse dia a todos os LEIGOS que escolheram servir à Comunidade.
Obrigado por tanto bem que realizam.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 22.08.2010

MISSA COM CRIANÇAS E PRÉ-ADOLESCENTES

Tempo Litúrgico: Pascal - Missa de Pentecostes

Comentário inicial: Louvando o Espírito Santo de Deus, neste Dia de Pentecostes, iniciemos a nossa celebração com a Procissão de Entrada. Receberemos sete velas, representando sete dons do Espírito Santo. Entoemos o canto: Estaremos aqui reunidos


R I T O S I N I C I A I S


Acolhida do Presidente: Canto: Em nome do Pai
Ato penitencial: (Reflexão pelo Presidente) Canto: Perdão Senhor
Momento da paz: Canto: Meu amigo venha cá
Glória: Canto: Glória

L I T U R G I A D A P A L A V R A


Salmo 104/103 (Cantado)
Seqüência Pascal: (Cantada)
1ª Leitura: Atos 2, 1 - 4
Proclamação do Evangelho: Jo 20, 19 – 23 Canto: Jesus Ressuscitou
Credo (rezado)
Oração da Assembléia: (feita por uma adolescente)Canto: Vem, Espírito Santo!


L I T U R G I A S A C R A M E N T A L


Procissão das Ofertas: Canto:As sementes que me deste
Oração Eucarística: Santo Canto: Santo Pascal (dançado)
Mistério da fé Cantado)
Pai Nosso (Cantado) Cordeiro (Cantado) Comunhão Canto: Quando Tu Senhor


RITOS FINAIS


Homenagem à Maria: Canto: A teus pés

O Círio será apagado pelo Presidente, que faz algumas colocações:
O Círio que representa o Cristo Ressuscitado, foi introduzido solenemente em nossa Igreja, na Vigília Pascal. Neste momento ele será apagado e estará presente nas celebrações do Batismo e Crisma. Conosco fica a missão de levar aos outros a Palavra de Deus. Cantemos o louvor ao Círio, ao Cristo Ressuscitado. Não esqueçamos que Jesus subiu ao Céu mas deixou conosco o Espírito Santo.
Canto: Círio Pascal


Benção final: (de Envio) Canto: Vamos em paz

A Despedida

Na Liturgia desses domingos de Páscoa, podemos perceber a preocupação de Cristo
em formar a sua Igreja, que continuará a obra de salvação iniciada por ele:
- As aparições no Cenáculo e na pesca milagrosa...
- A imagem do Rebanho, do qual Cristo é o Bom Pastor...

Hoje nos fala do espírito que deve animar a nova Comunidade:
O AMOR MÚTUO.

A 1ª Leitura mostra o final da 1ª viagem missionária de São Paulo,
na qual fundou e organizou novas comunidades cristãs. (At 14,21b-27)

Nela podemos notar 3 elementos:

- O Anúncio da Palavra até os confins da terra: anunciar o seu amor e o seu desejo de salvação para toda a humanidade.
- Os Conflitos são superados: Os sofrimentos são indispensáveis para entrar no Reino,
mas confirmam a autenticidade da mensagem e possibilitam sentir a presença de Deus na caminhada da comunidade.
- A Organização das Comunidades:Paulo cria uma Instituição de Dirigentes ("Presbíteros"), que aparecem aqui pela primeira vez fora da Igreja de Jerusalém.
É um ministério para administrar, vigiar e defender a comunidade.São Paulo escolhe diretamente, após uma preparação de oração e jejum...

A 2ª Leitura mostra o rosto final dessa Comunidade
de chamados a viver no amor. (Ap 21.1-5a)

Deus veio morar conosco. Cabe à Comunidade cristã transformar a Babilônia em que vivemos em Nova Jerusalém.A Igreja deve ser um anúncio dessa comunidade escatológica, essa "noiva" bela, que caminha com amor ao encontro de Deus, o Amado.

No Evangelho, Jesus, ao se despedir dos discípulos, deixa em testamento à comunidade o "MANDAMENTO NOVO:
"Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei". (Jo 13,31-33a.34-35)

+ O AMOR MÚTUO:

- É SINAL da presença de Jesus na comunidade cristã. Jesus continua sua presença e sua ação no amor mútuo dos discípulos.

- É o DISTINTIVO do verdadeiro cristão:"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns para com os outros".

- É um MANDAMENTO NOVO:
> Mandamento: não é apenas conselho... convite...
> Novo: "Amar o próximo como a si mesmo" já existia no Antigo Testamento
(Lev 19,18). Onde está a novidade?
- A novidade está na medida, no modelo desse amor:
"Como EU vos tenho amado..."

 Amar como Jesus:
Nós amamos quem "merece ser amado"...
Jesus ama os pobres, os doentes, os marginalizados... até os algozes...
Ele nos amou até o fim... de modo infinito, sem limites...
"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos".

 Amar como Deus ama:
"Como o Pai me ama... assim também eu vos amo...!"
Com a grandeza do coração de Deus, à semelhança dele.
Amar como Deus ama! É o nosso desafio, a nossa vocação...
- Como amar o Pai sem amar os filhos?
Eles também são feitos à semelhança de Deus e como Deus devem amar.
Só quem ama, com as palavra e com a ação, é verdadeiro cristão...

+ O Distintivo da Nova Comunidade:
Os discípulos de Jesus não são os depositários de uma doutrina,ou de uma ideologia, ou os observadores de leis, ou os fiéis cumpridores de ritos: Mas são aqueles que, pelo amor mútuo, vão ser um sinal vivo do Deus que ama. Pelo amor, serão no mundo Sinal do Pai.

A proposta cristã resume-se no amor. O amor é o distintivo, que nos identifica;
quem não vive o amor, não integra a comunidade de Jesus. O amor mútuo é a síntese de toda a Lei da Nova Aliança,é o estatuto que fundamenta a Comunidade cristã.

A Comunidade de Jesus deve testemunhar com gestos concretos o amor de Deus.Deve também demonstrar que a utopia é possível e que os homens podem ser irmãos.

- A nossa religião é a religião do amor,ou é a religião das leis, das exigências, dos ritos externos?

- Em nossos gestos, as pessoas descobrem a presença do Amor de Deus no Mundo?


Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa -02.05.2010


Liturgia da palavra

A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura com os cânticos intercalares. São seu desenvolvimento e conclusão a homilia, a profissão de fé e a oração universal ou oração dos fiéis. Nas leituras, comentadas pela homilia, Deus fala ao seu povo, revela-lhe o mistério da redenção e salvação e oferece-lhe o alimento espiritual. Pela sua palavra, o próprio Cristo está presente no meio dos fiéis. O povo faz sua esta palavra divina com o silêncio e com os cânticos e a ela adere com a profissão de fé. Assim alimentado, eleva a Deus as suas preces na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro.

Silêncio

A liturgia da palavra deve ser celebrada de modo a favorecer a meditação. Deve, por isso, evitar-se completamente qualquer forma de pressa que impeça o recolhimento. Haja nela também breves momentos de silêncio, adaptados à assembleia reunida, nos quais, com a ajuda do Espírito Santo, a Palavra de Deus possa ser interiorizada e se prepare a resposta pela oração. Pode ser oportuno observar estes momentos de silêncio depois da primeira e da segunda leitura e, por fim, após a homilia.

Leituras bíblicas

Nas leituras põe-se aos fiéis a mesa da palavra de Deus e abrem-se-lhes os tesouros da Bíblia. Convém, por isso, observar uma disposição das leituras bíblicas que ilustre a unidade de ambos os Testamentos e da história da salvação; não é lícito substituir as leituras e o salmo responsorial, que contêm a palavra de Deus, por outros textos não bíblicos.

Na celebração da Missa com o povo, as leituras proclamam-se sempre do ambão.

Segundo a tradição, a função de proferir as leituras não é presidencial, mas sim ministerial. Por isso as leituras são proclamadas por um leitor, mas o Evangelho é anunciado pelo diácono ou por outro sacerdote. Se, porém, não estiver presente o diácono nem outro sacerdote, leia o Evangelho o próprio sacerdote celebrante; e se também faltar outro leitor idóneo o sacerdote celebrante proclame igualmente as outras leituras.
Depois de cada leitura, aquele que a lê profere a aclamação; ao responder-lhe, o povo reunido presta homenagem à palavra de Deus, recebida com fé e espírito agradecido.

A leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da liturgia da palavra. Deve ser-lhe atribuída a maior veneração. Assim o mostra a própria Liturgia, distinguindo esta leitura das outras com honras especiais, quer por parte do ministro encarregado de a anunciar e pela bênção e oração com que se prepara para o fazer, quer por parte dos fiéis que, com as suas aclamações, reconhecem e confessam que é Cristo presente no meio deles quem lhes fala, e, por isso, escutam a leitura de pé; quer ainda pelos sinais de veneração ao próprio Evangeliário.

Salmo responsorial

A primeira leitura é seguida do salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra e tem, por si mesmo, grande importância litúrgica e pastoral, pois favorece a meditação da Palavra de Deus.
O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente toma-se do Leccionário.
Convém que o salmo responsorial seja cantado, pelo menos no que se refere à resposta do povo. O salmista ou cantor do salmo, do ambão ou de outro sítio conveniente, recita os versículos do salmo; toda a assembleia escuta sentada, ou, de preferência, nele participa do modo costumado com o refrão, a não ser que o salmo seja recitado todo seguido, sem refrão. Todavia, para facilitar ao povo a resposta salmódica (refrão), fez-se, para os diferentes tempos e as várias categorias de Santos, uma selecção de responsórios e salmos, que podem ser utilizados, em vez do texto correspondente à leitura, quando o salmo é cantado. Se o salmo não puder ser cantado, recita-se do modo mais indicado para favorecer a meditação da palavra de Deus.
Em vez do salmo que vem indicado no Leccionário, também se pode cantar ou o responsório gradual tirado do Gradual Romano ou um salmo responsorial ou aleluiático do Gradual simples, na forma indicada nestes livros.

Aclamação antes da leitura do Evangelho

Depois da leitura, que precede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro cântico, indicado pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Deste modo a aclamação constitui um rito ou um ato com valor por si próprio, pelo qual a assembleia dos fiéis acolhe e saúda o Senhor, que lhe vai falar no Evangelho, e professa a sua fé por meio do canto. É cantada por todos de pé, iniciada pela schola ou por um cantor, e pode-se repetir, se for conveniente; mas o versículo é cantado pela schola ou pelo cantor.
a) O Aleluia canta-se em todos os tempos fora da Quaresma. Os versículos tomam-se do Leccionário ou do Gradual;
b) Na Quaresma, em vez do Aleluia canta-se o versículo antes do Evangelho que vem no Lecionário. Também se pode cantar outro salmo ou tracto, como se indica no Gradual.

No caso de haver uma só leitura antes do Evangelho:
a) nos tempos em que se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo aleluiático, ou o salmo e o Aleluia com o seu versículo;
b) no tempo em que não se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo e o versículo antes do Evangelho ou apenas o salmo.
c) O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho, se não são cantados, podem omitir-se.

A sequência, que exceto nos dias da Páscoa e do Pentecostes é facultativa, canta-se depois do Aleluia.

Homilia

A homilia é parte da liturgia e muito recomendada: é um elemento necessário para alimentar a vida cristã. Deve ser a explanação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de algum texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia, tendo sempre em conta o mistério que se celebra, bem como as necessidades peculiares dos ouvintes.

Habitualmente a homilia deve ser feita pelo sacerdote celebrante ou por um sacerdote concelebrante, por ele encarregado, ou algumas vezes, se for oportuno, também por um diácono, mas nunca por um leigo. Em casos especiais e por justa causa, a homilia também pode ser feita, por um Bispo ou presbítero que se encontra na celebração mas sem poder concelebrar.
Nos domingos e festas de preceito, deve haver homilia em todas as Missas celebradas com participação do povo, e não pode omitir-se senão por causa grave. Além disso, é recomendada, particularmente nos dias feriais do Advento, Quaresma e Tempo Pascal, e também noutras festas e ocasiões em que é maior a afluência do povo à Igreja.
Depois da homilia, observe-se oportunamente um breve espaço de silêncio.

fonte: Introdução Geral do Missal Romano


Liturgia da palavra
Terminada a oração coleta, todos se sentam. O sacerdote pode, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na liturgia da palavra. Entretanto, o leitor vai ao ambão e, a partir do lecionário aí colocado antes da Missa, proclama a primeira leitura, que todos escutam. No fim, o leitor profere a aclamação: Palavra do Senhor (Verbum Domini); e todos respondem: Graças a Deus (Deo Gratias).
Pode então observar-se, se for oportuno, um breve espaço de silêncio, para que todos meditem brevemente no que ouviram.
Depois, o salmista ou o próprio leitor recita o versículo do salmo, ao qual o povo responde habitualmente com o refrão.
Se há segunda leitura antes do Evangelho, o leitor proclama-a do ambão. Todos escutam em silêncio e no fim respondem com a aclamação, como acima se disse. A seguir, se for oportuno, pode observar-se um breve espaço de silêncio.
Depois todos se levantam e canta-se o Aleluia ou outro cântico, conforme o tempo litúrgico.
Enquanto se canta o Aleluia ou o outro cântico, o sacerdote impõe e benze o incenso, quando se usa. Em seguida, profundamente inclinado diante do altar, de mãos juntas, diz em silêncio: Purificai o meu coração (Munda cor meum).
Toma então o Evangeliário, se está sobre o altar, e dirige-se para o ambão, levando o Evangeliário um pouco elevado, precedido pelos ministros leigos, que podem levar o turíbulo e os círios. Os presentes voltam-se para o ambão, manifestando uma especial reverência ao Evangelho de Cristo.
Tendo chegado ao ambão, o sacerdote abre o livro e, de mão juntas, diz: O Senhor esteja convosco (Dominus vobiscum); o povo responde: Ele está no meio de nós (Et cum spiritu tuo), e a seguir Evangelho de Nosso Senhor... (Lectio sancti Evangelii...), fazendo o sinal da cruz sobre o livro e sobre si mesmo na fronte, na boca e no peito, e todos fazem o mesmo. O povo aclama, dizendo: Glória a Vós, Senhor (Gloria tibi, Domine). Depois, se se usa o incenso, o sacerdote incensa o livro. A seguir proclama o Evangelho, e no fim diz a aclamação: Palavra da salvação (Verbum Domini). Todos respondem: Glória a Vós, Senhor (Laus tibi, Christe). O sacerdote beija o livro, dizendo em silêncio: Por este santo Evangelho... (Per evangelica dicta...).
Se não há leitor, é o próprio sacerdote que de pé proclama, no ambão, todas as leituras e o salmo. Ali também, se se usa o incenso, impõe incenso e benze-o, e, profundamente inclinado, diz : Purificai o meu coração (Munda cor meum).
O sacerdote, em pé, da cadeira ou do próprio ambão, ou, se for oportuno, noutro lugar conveniente, faz a homilia. Terminada a homilia, pode observar-se, se for oportuno, um espaço de silêncio.
O Símbolo é cantado ou recitado pelo sacerdote juntamente com o povo, estando todos de pé. Às palavras E encarnou, etc. (Et incarnatus est, etc.), todos se inclinam profundamente; porém, nas solenidades da Anunciação e do Natal do Senhor, genuflectem.
Terminado o Símbolo, o sacerdote, de pé junto da cadeira, de mãos juntas, convida os fiéis à oração universal com uma breve admonição. Então um diácono ou um cantor, ou um leitor ou outro, no ambão ou noutro lugar conveniente, voltado para o povo, propõe as intenções, a que o povo responde suplicante com a sua parte. Por fim o sacerdote, de braços abertos, conclui as preces com uma oração.

fonte: Missal Romano



Estou participando do Curso de Liturgia oferecido pela nossa Paróquia. Toda quinta-feira das 20:00 às 22:00h. Está sendo muito interessante. Por isso pretendo postar aqui o que estou aprendendo lá. Já tivemos duas aulas: Na primeira o professor Creômenes explicou todo o programa das aulas que é o seguinte:Celebração Eucarística - ritos iniciais, liturgia da palavra
Liturgia Eucarística - ritos finais
Principais mudanças promovidas pelo Concilio Vaticano II a liturgia
Introdução a Celebração Eucarística - raízes históricas, evolução, modelo atual
Ministério Litúrgico - noções gerais
Ano Litúrgico - noções gerais
Espaço Litúrgico - noções gerais

Na segunda aula ele começou falando sobre os ritos iniciais da missa.
Na Missa, o povo de Deus é convocado e reunido, sob a presidência do sacerdote que representa a pessoa de Cristo, para celebrar a memória do Senhor ou sacrifício eucarístico. Cristo está realmente presente tanto na assembléia reunida em seu nome, como na pessoa do ministro, na sua palavra, e também, de modo substancial e permanente, sob as espécies eucarísticas. "Onde dois ou mais estão reunidos em meu nome, eu estou no meio deles", disse Jesus em Mt 18,20.
A Missa consta de duas partes: a liturgia da palavra e a liturgia eucarística, que estão tão intimamente ligadas entre si, que constituem um só ato de culto. De fato, na Missa se prepara tanto a mesa da Palavras de Deus como a do Corpo de Cristo, para ensinar e alimentar os fiéis.
Tudo que acontece na Missa tem sua razão de ser. Nenhum gesto é feito por acaso. Tudo tem seu significado e é muito importante saber o que está acontecendo e o por quê.
O canto de entrada tem a ver com o que vai falar o Evangelho.
A procissão de entrada lembra a caminhada do povo de Deus.
O beijo que o padre dá no altar significa o carinho profundo para com o Cristo.
A Missa é um diálogo. O padre fala e a assembléia responde.
A primeira palavra a ser dita pelo padre deve ser: Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. A assembléia responde Amém.
RITOS INCIAIS:
Reunido o povo, o sacerdote e os minstros paramentados dirigem-se ao altar na seguinte ordem:
a) o ministro com o turíbulo aceso, quando se usa incenso;
b) os ministros que, se for oportuno, trazem os castiçais e, entre eles, sendo o caso, outros ministros com a cruz;
c) os acólitos e outros ministros;
d) o leitor, que poderá levar o Evangeliário;
e) o sacerdote que vai celebrar a Misssa.
Antes de iniciar a procissão, o sacerdote, se for o caso, põe incenso no turíbulo.

Enquanto se faz a procissão para o altar, canta-se o canto de entrada, cuja finalidade é abrir a celebração, promover a união da assembléia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do padre e dos ministros(não havendo canto de entrada, a antífona proposta pelo Missal é recitda pelos fiéis, ou por alguns deles, ou pelo leitor; ou então, pelo próprio padre, após a saudação).
Chegando ao altar, o sacerdote e os ministros fazem a devida reverência, isto é, inclinação profunda, ou genuflexão, quando houver tabernáculo como Santíssimo Sacramento.
Se a cruz for levada na procissão, será colocada junto ao altar ou noutro lugar apropriado; os castiçais levados pelos ministros serão colocados junto ao altar ou sobre a credência; o Evangeliário, sobre o altar.
O sacerdote sobe ao altar e beija-o em sinal de veneração. Em seguida, se for oportuno, incensa o altar, contornando-o.
Em seguida, o padre dirige-se à cadeira. Terminado o canto de entrada e estando todos de pé, o padre e os fiéis fazem o sinal da cruz. O padre diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. O povo responde: Amém.
Voltado para o povo e abrindo os braços(como Cristo na cruz),o padre saúda-o com uma das fórmulas propostas. E ele mesmo, ou outro ministro idôneo, pode, com breves palavras, introduzir os fièis na Missa do dia.
Depois do ato penitencial, dizem-se o Senhor, tende piedade e o Glória. O Glória pode ser iniciado pelo próprio padre, ou pelos cantores ou também por todos ao mesmo tempo.
Em seguida, o padre convida o povo a rezar, dizendo, de mão unidas: Oremos. E todos, juntamente com ele, oram um momento de silêncio. Então o padre, abrindo os braços, diz a Oração do dia. Ao terminar, o povo aclama: Amém.

Até a próxima aula...
fonte: Missal Romano

CURSO DE LITURGIA
PAROQUIA DE CASA FORTE

LITURGIA NA VIDA: UMA INCURSÃO NA PRÁTICA CELEBRATIVA

ORIENTADOR:CREÔMENES TENÓRIO MACIEL

CARGA HORÁRIA:20 HORAS - 10 ENCONTROS

HORÁRIO:20 às 22:00 h ÀS QUINTAS-FEIRAS

INÍCIO:24 DE SETEMBRO DE 2009

LOCAL:SALÃO PAROQUIAL

TAXA DE INSCRIÇÃO: R$ 20,00

Programação:
Celebração Eucarística - ritos iniciais, liturgia da palavra
Liturgia Eucarística - ritos finais
Principais mudanças promovidas pelo Concilio Vaticano II a liturgia
Introdução a Celebração Eucarística - raízes históricas, evolução, modelo atual
Ministério Litúrgico - noções gerais
Ano Litúrgico - noções gerais
Espaço Litúrgico - noções gerais

Informações:
Sarita Melo - 86954109/96447066
Guga - 86260339

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