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O Papa anunciou que AMANHÃ * sexta-feira 27/03/2020, às 14h (horário de Brasília), da Praça São Pedro, completamente vazia, exibirá o SS. Sacramento.

Será transmitida para  TODO O MUNDO, através das redes sociais, a bênção "Urbi et Orbi" à qual será anexada a possibilidade de receber INDULGÊNCIA PLENÁRIA.

É UM FATO EPOCAL DE IMPORTÂNCIA CRUCIAL, ENTÃO, TUDO TUDO TUDO naquela hora deverá estar completamente parado PORQUE SERÁ O MOMENTO EM QUE O PAPA TERÁ A FORÇA ESPIRITUAL PARA PARAR TUDO ISSO.

É MUITO IMPORTANTE.  SERÁ UM FATO EPOCAL QUE ATINGIRÁ O MUNDO INTEIRO COM UMA BÊNÇÃO ÚNICA QUE TERÁ UM EFEITO UNIVERSAL ‼




A Sala de Imprensa vaticana recorda, em nota, a possibilidade de todos aqueles que se unirem a Francisco em oração na próxima sexta-feira(amanhã) obterão a indulgência plenária, conforme estabelecido pela recente disposição da Penitenciária Apostólica.

PENITENCIÁRIA APOSTÓLICA

DECRETO

O dom das Indulgências especiais é concedido aos fiéis atingidos pela Covid-19, em geral conhecida como Coronavírus, assim como aos profissionais da saúde, aos familiares e a todos aqueles que cuidam deles de qualquer maneira, inclusive através da oração.
«Sede alegres na esperança, constantes na tribulação, perseverantes na oração» (Rm 12, 12). As palavras escritas por São Paulo à Igreja de Roma ecoam ao longo de toda a história da Igreja e guiam o julgamento dos fiéis face a qualquer sofrimento, doença e calamidade.
O momento presente em que toda a humanidade, ameaçada por uma doença invisível e insidiosa, que há já algum tempo se tornou prepotentemente parte da vida de todos, é marcado dia após dia por medos angustiados, novas incertezas e, sobretudo, por um sofrimento físico e moral generalizado.
A Igreja, seguindo o exemplo do seu Divino Mestre, sempre cuidou dos doentes. Como assinala São João Paulo II, o valor do sofrimento humano é duplo: «É sobrenatural, porque se radica no mistério divino da Redenção do mundo; e é também profundamente humano, porque nele o homem se aceita a si mesmo, com a sua própria humanidade, com a própria dignidade e a própria missão» (Salvifici doloris, 31).
Também o Papa Francisco, nestes últimos dias, mostrou a sua paterna proximidade e renovou o seu convite a rezar incessantemente pelos enfermos de Coronavírus.
Para que todos aqueles que sofrem por causa da Covid-19, precisamente no mistério deste sofrimento, possam redescobrir «o próprio sofrimento redentor de Cristo» (ibid., n. 30), esta Penitenciaria Apostólica, ex auctoritate Summi Pontificis, confiando na palavra de Cristo Senhor e considerando com espírito de fé a atual epidemia, que deve ser vivida em espírito de conversão pessoal, concede o dom das Indulgências de acordo com a seguinte disposição.
Indulgência plenária é concedida aos fiéis que sofrem de Coronavírus, sujeitos a quarentena por ordem da autoridade da saúde nos hospitais ou nas próprias casas, se, com espírito desprendido de qualquer pecado, se unirem espiritualmente através dos meios de comunicação social à celebração da Santa Missa, à recitação do Santo Rosário, à prática piedosa da Via-Sacra ou de outras formas de devoção, ou se pelo menos recitarem o Credo, o Pai-Nosso e uma piedosa invocação à Bem-Aventurada Virgem Maria, oferecendo esta prova em espírito de fé em Deus e de caridade para com os irmãos, com a vontade de cumprir as condições habituais (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Santo Padre), o mais depressa possível.
Os agentes da saúde, os familiares e todos aqueles que, seguindo o exemplo do Bom Samaritano, expondo-se ao risco de contágio, cuidam dos doentes de Coronavírus segundo as palavras do divino Redentor: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos» (Jo 15, 13), obterão o mesmo dom da Indulgência plenária em idênticas condições.
Além disso, esta Penitenciaria Apostólica concede de bom grado a Indulgência plenária nas mesmas condições por ocasião da atual epidemia mundial, até àqueles fiéis que oferecerem uma visita ao Santíssimo Sacramento, ou a adoração eucarística, ou a leitura da Sagrada Escritura durante pelo menos meia hora, ou a recitação do Santo Rosário, ou o exercício piedoso da Via-Sacra, ou a recitação do Rosário da Divina Misericórdia, para implorar de Deus Todo-Poderoso o fim da epidemia, alívio para os aflitos e salvação eterna para aqueles que o Senhor chamou a si.
A Igreja reza por aqueles que não podem receber o Sacramento da Unção dos Enfermos e do Viático, confiando cada um deles à Misericórdia Divina em virtude da comunhão dos santos e concedendo aos fiéis a Indulgência plenária em ponto de morte, contanto que esteja devidamente disposto e tenha recitado habitualmente durante a vida alguma oração (neste caso a Igreja supre às três habituais condições exigidas). Para a consecução desta indulgência é recomendável o uso do crucifixo ou da cruz (cf. Enchiridion indulgentiarum, n. 12).
Que a Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e da Igreja, Saúde dos Enfermos e Auxílio dos Cristãos, nossa Advogada, ajude a humanidade sofredora, afastando de nós o mal desta pandemia e obtendo-nos todo o bem necessário para a nossa salvação e santificação.
O presente Decreto é válido, não obstante qualquer disposição contrária.
Dado em Roma da Sede da Penitenciaria Apostólica a 19 de março de 2020.
Mauro Card. Piacenza
Penitenciário-Mor
Krzysztof Nykiel
Regente


"Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará” (Marcos 10, 15)


Hoje em dia muitas famílias já não oram mais juntas, e sempre surge a dúvida: quem deve ensinar as crianças a rezar? A família ou o catequista?

A criança precisa conhecer os elementos básicos da Fé em seus primeiros anos de vida, e nada melhor do que os pais, que são as pessoas mais próximas neste tempo para ensinar. Aquilo que se aprende no início da vida, nunca se esquece.

O primeiro passo é orar com a criança, um verso simples e curto, para que se desperte o desejo de rezar. Um exemplo fácil e muito utilizado é a música “Mãezinha do Céu”:

Mãezinha do céu, eu não sei rezar
Eu só sei dizer quero te amar
Azul é seu manto, branco é seu véu
Mãezinha eu quero te ver lá no céu.

Mãezinha do céu, mãe do puro amor
Jesus é seu filho
Eu também o sou.

Mãezinha do céu vou te consagrar
A minha inocência, guarda-a sem cessar
Azul é teu manto, branco é seu véu
Mãezinha eu quero te ver lá no céu.

É importante ter cuidado com o que se deixa entrar em casa, como revistas e livros com conteúdos impróprios, alguns programas de televisão, músicas, etc. Não é difícil encontrar produtos, infantis inclusive, que podem auxiliar na evangelização das crianças ainda em seus primeiros passos, como Bíblia infantil, rosário para crianças, DVDs com desenhos bíblicos, programas de TV e músicas católicas, imagens de santos como criança, e diversos produtos que podem aproximar a criança da igreja.

O exemplo sempre será melhor forma de ensinar, a criança geralmente imita o pai e a mãe, portanto a oração diária, algumas músicas, o sinal da cruz, ir à missa aos domingos fará com que a criança aprenda rapidamente e essa experiência ficará gravada como algo bom, uma rotina da vida familiar.
Deve-se lembrar que ensinar é diferente de obrigar. O fato de ser obrigado a fazer algo naturalmente gera um desconforto. A criança forçada a orar pode se revoltar contra a igreja e não ter interesse nenhum em se aprofundar nos ensinamentos de Deus. No tempo dela, ela terá vontade de conhecer e aprender as orações e de acompanhar a família à missa.

O catequista ensina o essencial da Fé, e é importante sua participação na vida da criança durante o catecismo. O Papa João Paulo II disse: “A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã”.

Além de passar as regras e a doutrina, o catequista tem a missão de promover o encontro pessoal do catequizando com Jesus. Para isso, a criança precisa ter o desejo de Deus, a vontade de estar próxima a igreja e participar do catecismo. A missão de despertar esse desejo, de iniciar essa aproximação é da família, principalmente dos pais. Como é sua participação nos grupos da comunidade? Quando participa da Santa Missa? Quais são os momentos de oração em família? Quais músicas costuma ouvir? Essas respostas o ajudarão a avaliar sua contribuição na evangelização de seus filhos.

“Disse-lhes Jesus: Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham.” (São Mateus 19, 14)

 http://pt.aleteia.org/2016/05/12/como-ensinar-as-criancas-a-rezar/

Dom Peruzzo assume Comissão para Animação Bíblico-catequética

Foi eleito em primeiro escrutínio para presidir a Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-catequética o arcebispo de Curitiba (PR), dom José Antônio Peruzzo. Ele recebeu 221 votos, ultrapassando a maioria absoluta requerida de 142.
A comissão foi presidida no último quadriênio 2011-2015 por dom Jacinto Bergmann.
Currículo
Nascido em Cascavel (PR) em 1960, dom Peruzzo foi ordenado sacerdote em 1985. Estudou Filosofia na Universidade Católica do Paraná, Teologia no Studium Theologicum de Curitiba (PR) e concluiu seu mestrado em Ciências Bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico de Roma. O bispo também é doutor pela Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino, em Roma.
Em agosto de 2005 foi nomeado pelo papa Bento XVI bispo de Palmas-Francisco Beltrão (PR), onde permaneceu até o início de 2015, quando o papa Francisco o nomeou arcebispo metropolitano de Curitiba.
Dom Peruzzo tem como lema episcopal “Fazei discípulos... ensinai”.

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Oito partidos confirmaram presença no Debate Presidencial da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que acontece na próxima terça-feira, 16, a partir das 21h30, em Aparecida/SP.
Os candidatos confirmados são: a presidente Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Eduardo Jorge (PV), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC).
Esse debate é o terceiro realizado entre os presidenciáveis no primeiro turno. Ele será dividido em cinco blocos e terá como mediador o jornalista Rodolpho Gamberini.
O evento será transmitido ao vivo pela TV Aparecida, veículo organizador do debate, e terá transmissão simultânea pela TV Canção Nova; Imaculada; TV Nazaré; Rede Vida de Televisão; Rede Século 21; TV 3º Milênio; TV Horizonte e TV Evangelizar e Rede Católica de Rádio.
Também haverá cobertura em tempo real pelo portal A12.com, e através de seu twitter e facebook.

No dia da Natividade de Nossa Senhora, a nossa paróquia comemora o aniversário do nosso querido Padre Edwaldo. 
Parabéns querido Padre! 
Que Deus continue o abençoando e lhe conserve este maravilhoso pastor a nos guiar à Jesus Cristo!

Os nossos encontros de catequese retornarão amanhã, 26/07, a partir das 14h30, no salão Paroquial.
Aguardamos ansiosamente para reencontrá-los
Até amanhã!


O  Encontrão de Catequistas da Arquidiocese de Olinda e Recife, que seria dia 27/07, foi adiado para o dia 24 de Agosto, pois o padre Elison Silva que viria dar o encontro vai para Roma.

 No dia 24/08(domingo) teremos o Encontro, a consagração dos que fizeram o Curso de Formação em 2013 e comemoraremos o Dia do Catequista.




          VICARIATO RECIFE NORTE I
         COMISSÃO VICARIAL PARA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA
Recife, 06 de junho de 2014.
Senhores Catequistas,
É com grande júbilo que convidamos vocês para o “1ª Encontro de Catequistas do Vicariato Recife Norte I ”, que será presidido pelo nosso vigário episcopal, Frei Joaquim Ferreira da Luz, OCarm. Nosso encontro ocorrerá no dia 09 de agosto de 2014, das 8 às 12h, na Paróquia Nossa Senhora das Graças.
É imprescindível a presença de todos os catequistas. Para isso, recomenda-se que encontros de catequese, que porventura se choquem com esta data e horário, sejam cancelados. Ao final do encontro, teremos um momento de confraternização, no qual será necessária a contribuição dos catequistas de cada paróquia com um prato, à vossa escolha. Esperamos sua presença! Que o Senhor nos abençoe e nos guarde.
Fraternalmente,
Maria Pompéa Castelo Branco da Bôa Viagem (081 9632-4744)
(Representante do Conselho Vicarial para a Animação Bíblico-catequética)
Renata Maria da Silva Fernandes (081 9736-1096)
(Suplente do Conselho Vicarial para a Animação Bíblico-catequética)
Maria Ferreira da Silva (081 9649-3196)
(Membro da Comissão Vicarial para a Animação Bíblico-catequética)
Maria Lucinda Rodrigues Machado (081 8806-1280)
(Membro da Comissão Vicarial para a Animação Bíblico-catequética)
Marlene Marcelino Bezerra (081 3451-9459)

(Membro da Comissão Vicarial para a Animação Bíblico-catequética)

Com bastante alegria e participação foi realizada a 1ª Assembleia Pastoral do Vicariato Recife Norte 1, no dia 22 de fevereiro, no Salão Paroquial da Paróquia do Espinheiro. 
Seguindo a programação, Frei Joaquim iniciou os trabalhos às 8h com as orações iniciais, cânticos e leitura do Evangelho. O professor  Sergio Sezino Douets Vasconcelos, da Universidade Católica, desenvolveu o tema: Vicariato – Comunidade de comunidades, mostrando os desafios da implantação do Plano Arquidiocesano de Pastoral.

Após o lanche, as comissões foram divididas em grupos para o planejamento das metas de 2014, elencadas do Plano arquidiocesano Pastoral, e escolherem o coordenador(a) e vice-coordenador(a) de cada comissão.

Meta escolhida pela dimensão de Animação Bíblico-Catequética:
Item 118 do plano de pastoral: Incentivar a criação de escolas de formação para catequistas.

Os coordenadores e vice vão compor o Conselho do Vicariato. Na oportunidade, Frei Joaquim e a plateia saudaram os escolhidos e foi dada a benção solene ao grupo.
 
COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA




Representante: Maria Pompea Castelo Branco da Boa Viagem
(Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Casa Forte)
96324744 – 32678607


Suplente: Renata Maria da Silva Fernandes
(Paróquia de São Judas Tadeu – Cajueiro)
97361096


Após o almoço, Frei Joaquim agradeceu a presença das paróquias que compõem o Vicariato e anunciou a primeira reunião do Conselho do Vicariato para o dia 8 de março (sábado), às 8h30 e explicou como serão as reuniões dos leigos neste ano. Às 15 horas, proferiu a benção final, encerrando assim a assembleia.
 
Paróquias que fazem parte do Vicariato Recife Norte 1


Começaram as inscrições para Catequese Casa Forte 2014
Todo sábado das 14h30 às 15h45.
Requisitos:
A partir dos 7 anos de idade
Certidão de Nascimento
Certificado do Batismo
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Posted: 28 Jan 2014 05:50 PM PST


A Crisma é o sacramento da maturidade da fé cristã, que simboliza o encontro do católico com suas motivações e anseios pessoais. O ser humano é um ser de relações e é preciso que ele se encontre com o mundo, com as outras pessoas, com Deus e consigo mesmo para assumir a vida com liberdade. Assim, o Sacramento da Crisma é um compromisso de fé e vida que só pode ser assumido por quem deseja dar uma resposta pessoal e madura diante de Deus.

No sacramento da Crisma, o católico diz o seu sim pessoal e assume a missão de testemunhá-lo no mundo.  Na Crisma somos chamados a renovar e a confirmar o batismo, a nos percebemos, ainda mais, como filhos de Deus e de nossa pertença ao Reino que nos integra numa comunidade de irmãos.
 Você que não é Crismado é chamado a dar o seu  “ SIM ” .

INFORMAÇÕES SOBRE O CURSO:

·        Requisitos: ter 16 anos de idade antes da celebração da Crisma (15/10/2014).
·        Período do Curso : 26/02 a 15/10
·        Horário: Todas as quartas-feiras de 19:45hs às 21:45hs.
·        Local: Salão Paroquial 


Dúvidas e informações: crismacasaforte@gmail.com






Nestes últimos anos tem-se falado em Catequese Renovada e muitos pontos positivos contribuíram para que ela assim fosse chamada. Percebemos que algumas propostas da Catequese Renovada estão muito visíveis: o uso da Palavra de Deus, a importância de ligar a fé com a vida, perceber e respeitar as situações dos catequizandos tais (interesses, jeito de viver, idade, cultura...), a preocupação em fazer uma catequese mais comprometida com a comunidade, envolvimento da família, o uso de uma metodologia mais criativa, dinâmica...

O documento Catequese Renovada (26), escrito em 1983, nos faz propostas arrojadas e que ainda estamos por concretizar. Para muitos catequistas, pais, agentes, padres, a catequese é ainda pensada:
• só para crianças;
• voltada para os sacramentos;
• para a celebração dos sacramentos que muitas vezes é uma formatura, portanto, depois disto é um adeus a todos os compromissos de fé e vida;
• os encontros de catequese são pensados como uma “aula escolar”;
• o encontro catequético é desligado da vida (problemas, exclusões, alegrias, lutas, meios de comunicação...).

A nossa preocupação é que se possa superar uma fé que apenas passa por um texto, ou doutrina, e que, com os nossos catequizandos, se possa fazer uma verdadeira experiência de Deus, vivenciada como processo e encarnada no dia-a-dia, na luta por mais justiça e acolhendo a vida como maior dom de Deus.

Diz o documento que a finalidade da catequese é a “maturidade da Fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral” (CR 318). A maturidade da fé não se faz de um dia para o outro. Ela tem início na família, contínua na comunidade e acompanha a pessoa por toda a vida.

O PRINCÍPIO DA INTERAÇÃO: “FÉ-VIDA”

Existem muitos métodos, isto é, muitas maneiras para se chegar a alcançar objetivos.
A catequese usa o princípio metodológico da interação. Na vida de todo dia usamos interações que produzem efeitos benéficos. Veja, por exemplo, o fermento, a água e o trigo ajuntados, misturados, interados, são capazes de produzir um pão capaz de matar a fome.

Na catequese é preciso fazer interagir, isto é, misturar aquilo que é do campo de fé (Bíblia, tradição, liturgia, doutrina, ensinamentos da Igreja...) com tudo aquilo que é do campo da vida (acontecimentos, realidade, situações, aspirações, clamores, fatos alegres e tristes...).

“A interação é relacionamento mútuo e eficaz entre a experiência de vida e a formulação da fé, entre a vivência atual e o dado da Tradição” (CR 113). O conteúdo da catequese não é só doutrina, Bíblia, mas também a nossa vida.
Frei Bernardo dizia: O catequista precisa trazer numa mão o jornal e na outra a Palavra de Deus. Precisamos estar em contato com duas fontes: a Bíblia e a realidade humana. Este método tem por finalidade educar para Ação-Reflexão, assim como fez Jesus, que se preocupou de educar seus discípulos para uma reflexão, partindo da vida (pobres, crianças, doentes, excluídos...).

COMO TRABALHAR UM ENCONTRO

Para melhor trabalhar o método de interação usa-se um procedimento, ou melhor, um itinerário, que favorece o grande objetivo da catequese: “Para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10). Todo encontro parte da VIDA para chegar a mais VIDA com novos compromissos e novas atitudes.

O itinerário de um encontro, para muitos, é velho ou muito conhecido. Acontece que existem muitos catequistas iniciantes e precisam estar seguros de como proceder ao realizar algum encontro. Vejamos agora, parte por parte da dinâmica metodológica de um encontro: ACOLHIDA, VER, JULGAR, CELEBRAR, AGIR, AVALIAR.

a) Acolhida: é a sala de visita do encontro.
Pode ser expressa de muitas formas: gestos, cantos, símbolos, surpresas. É importante que todo catequizando encontre sempre um ambiente acolhedor, fraterno amigo. Seja reconhecido na sua individualidade, chamando-o pelo nome. Todo participante que se sente aceito e amado, participará com mais alegria e motivação.

b) Olhar a vida, ou ver a realidade (Ver).
Suscita a capacidade para a sensibilidade, consciência crítica, perceber com o coração e a inteligência aquilo que se passa ao redor. Não é só olhar a realidade superficialmente, mas possibilitar o aprofundamento de fatos, causas, conseqüências do sistema social, econômico-político e cultural dos problemas. O olhar a vida é o momento de ver o chão onde vivemos e de preparar o terreno da realidade para depois jogar a semente da Palavra de Deus. A parte do ver pode ser concretizada através de desenhos, visitas, entrevistas, histórias e fatos contados, notícias, figuras, fitas de vídeo, dramatização.

c) Iluminar a vida com a Palavra (Julgar).
A partir da vida apresentamos a Palavra de Deus. Podemos compará-lo com a luz existente dentro de casa. Ela ilumina todo o ambiente isto é, nos mostra qual a vontade de Deus em relação à vida das pessoas, seus sonhos, necessidades, valores, esperanças. Fazemos um confronto com as exigências da fé anunciadas por Jesus Cristo, diante da realidade refletida. Dentro do julgar também colocamos o Aprofundamento da Palavra. Nesta parte aumentamos a luminosidade da casa para poder enxergar melhor.

É a hora que refletimos com o grupo para fazer uma ligação mais aprofundada da Palavra com a vida do dia-a-dia e perceber os apelos que Deus nos faz. Pode-se perguntar: O que a Palavra de Deus diz para a nossa vida? Sobre o que nos chama atenção? O que precisamos mudar? Que apelos a Palavra faz para mim e para nós? O aprofundamento pode ser feito ainda com encenações, dinâmicas, cantos, símbolos.

d) Celebrar a Fé e a Vida.
É um momento muito forte. É como se estivéssemos ao redor de uma mesa com um convidado especial. O celebrar é como saborear em conjunto na alegria, ou no perdão, algo que nos alimenta porque nos dirigimos, nos aproximamos do convidado especial, que é Deus. A celebração não deve ficar apenas na oração decorada. Os catequizandos aprenderão a conversar naturalmente com Deus como um amigo íntimo. É importante diversificar a oração usando símbolos, cantos, gestos, salmos, silêncio, frases bíblicas repetidas, relacionando sempre ao tema estudado e com a vida. A partir das celebrações dos encontros é possível motivar os catequizandos na participação das celebrações, cultos, novenas, grupos de reflexão.

e) Assumir ações práticas.
Todo encontro precisa conscientizar que ser cristão não é ficar de braços cruzados, e nem ficar passivo diante da realidade. Trata-se de encontrar passos concretos de mudança das situações onde a dignidade é ferida, a partir de critérios cristãos. O agir é transformador e comprometedor. Está ligado à vida e à Palavra de Deus que questionam e exigem a mudança nas pessoas, famílias, comunidade. Cada catequista necessita provocar o seu grupo para ações práticas. É preciso respeitar cada faixa etária, mas não será impossível fazer algo concreto. Os compromissos podem ser discutidos e assumidos de forma individual ou grupal.

f) Recordar o encontro.
Não se trata aqui da aplicação de exercícios para decorar conceitos. O recordar nos leva a ruminar o que foi refletido, aprofundado, trazendo à memória algo essencial para ser fixado. A memorização é necessária sobretudo para conteúdos básicos de nossa fé. Se for aplicada alguma atividade, que esta seja para desenvolver o espírito comunitário de fraternidade, partilha, amizade e ajuda mútua.Pode-se também pedir a ajuda para a família, sobre questões práticas.

g) Guardar para vida.
Este passo dá importância à Bíblia. Precisamos que nossos catequizandos tenham na vida e na fala a Palavra de Deus. A partir do assunto tratado no encontro, podemos usar uma ou duas frases, tiradas dos textos bíblicos usados que dão a síntese do conteúdo, para serem compreendidas e vivenciadas. As frases poderão ser escritas em papelógrafo ilustradas com desenhos, ou figuras e fixadas em local para serem vistas e memorizadas.

h) Avaliar.
A avaliação ajuda a alegrar-se com as descobertas feitas, pelo que aconteceu de bom. É ela também que faz verificar as falhas, corrigir o que não foi bom. Não podemos ficar somente no que o catequizando “aprendeu”, isto é, se sabe os mandamentos, sacramentos, mas é preciso avaliar as relações interpessoais, a responsabilidade, o comprometimento, o assumir os valores evangélicos como: diálogo, partilha, capacidade de perdoar, atitudes de fraternidade. A avaliação é um passo precioso de crescimento. Ela faz parte de qualquer encontro.

São muitas as formas de avaliar. Pode-se utilizar dinâmicas, debates, partilha em grupo, individual, ou ainda, os próprios participantes escolhem alguém que no final do encontro poderá dar a sua opinião. A grande fonte de avaliação é a observação atenta do que ocorre durante o processo catequético. Portanto, a avaliação não é só olhada dentro de quatro paredes, mas envolve a vida toda.

Parece simples preparar um encontro, mas, como vemos, exige do(a) catequista dedicação, carinho e aprofundamento para tornar cada encontro, um espaço de crescimento mútuo. Ao olharmos Jesus com seus apóstolos, veremos que seu método também tinha estes passos. É só verificar algumas passagens, como a dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35) ou ainda o encontro com a Samaritana (Jo 4, 1-30) ou Zaqueu (Lc 19, 1-10). Qualquer ambiente era propício para acolher-ensinar-aprender-conviver. Para Ele a importância estava nas pessoas.

Ir. Marlene Bertoldi
http://catequistasemformacao.blogspot.com.br/2014/01/o-encontro-de-catequese-e-sua-dinamica.html

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