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“SOMOS COMO TOCHAS, Se quisermos ACENDER,  ILUMINAR,  SER LUZ, precisamos estar EMPAPADOS DE CRISTO”

Poderia chamar essa minha reflexão de: “ a espiritualidade das tochas!” Para quem participou do VIII Sulão, sabe bem do que estou falando.

Quando as coisas não transcorrem conforme o planejado, almejado, somos invadidos por um sentimento de frustração e isso é natural, porém, o bom mesmo, é quando  tiramos grandes lições daquilo que não deu certo. 

Uma coisa é planejar, elaborar um plano de ação, outra é colocar em prática. Só perceberemos o que precisa ser mudado, melhorado, quando saímos da teoria.

Estamos vivendo um tempo de conscientização sobre a importância e a necessidade de se fazer acontecer em nossas paróquias a Iniciação à vida Cristã. Quantos estudos, quantos livros, documentos, simpósios, conferências vem acontecendo abordando esse assunto, com o intuito de nos fazer despertar, acordar para a real missão da catequese. Sabemos também que qualquer mudança, por mais simples que seja, gera certo desconforto, justamente porque não acertamos na primeira tentativa. Só teremos um resultado satisfatório, depois de muitos erros e acertos.

Participando do VIII Sulão,  quando vi a dificuldade de se acender aquelas tochas, me vi pensando em muitas coisas, nas dificuldades enfrentadas para cumprir minha missão, enfim, pensando em nossa prática catequética, inclusive na luta em mudarmos para a catequese de inspiração catecumenal. Quantas tentativas, quanta coisa precisamos adequar, ajeitar, aparar as arestas.

Aquelas tochas não se acenderam não por falta da insistência daquela catequista. Todos nós reunidos ali, com certeza, comungamos de um único desejo, encontrar uma solução para acender as benditas tochas. E o Bispo que estava mais perto, dom Jacinto Bergmann, até tentou ajudar, mas elas permaneceram acesas por pouco tempo, porque não estavam embebidas de um líquido inflamável adequado.

Toda aquela situação foi providencial
Quando dom Leonardo Steiner, toma a palavra, iniciando sua fala, com a espiritualidade das tochas apagadas, aquele lugar foi tomado pelo Espírito Santo.
O CATEQUISTA PRECISA ESTAR EMPAPADO DE CRISTO, SE QUISER SER LUZ...
Num curto espaço de tempo, quanta coisa não passou pela mentes dos que estavam naquele lugar.
‘SERÁ QUE ENQUANTO CATEQUISTA,  LIDERANÇA, ESTOU EMPAPADA DE CRISTO???”
 TENHO SIDO LUZ PARA MEUS CATEQUIZANDOS, PARA AS FAMÍLIAS DESSES CATEQUIZANDOS? TENHO FEITO A DIFERENÇA NA VIDA DELES?
TENHO SIDO LUZ NO MEU GRUPO DE CATEQUISTAS, NA COMUNIDADE ONDE ATUO?
TENHO BUSCADO ME APERFEIÇOAR, ME ADEQUAR AOS TEMPOS ATUAIS?
TENHO TIDO ABERTURA ÁS PROPOSTAS DE MUDANÇAS?
TENHO CONSCIÊNCIA DA NECESSIDADE DE REVER A MINHA MANEIRA DE FAZER CATEQUESE?

Que lindo, quando Deus usa daquele episódio das tochas que não se acendiam, para nos passar a mística daquele encontro: Na catequese dos novos tempos, ninguém, bispos, sacerdotes, coordenadores, catequistas por mais estudos, mais conhecimentos que tenham, não terão êxito, não tocarão corações, se não estiverem EMPAPADOS DE CRISTO.

Cabe a nós, refletir, ruminar o sentido dessas tochas no símbolo usado para representar o VIII Sulão Bíblico-Catequético:
As tochas unidas, formam, juntas, uma única chama. E fazem recordar as palavras de Jesus: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não anda nas trevas” (Jo 8,12). Com essa afirmação de Jesus, os catequistas são convocados a iluminar o mundo, expressando os valores do evangelho: partilha, justiça e paz.”

Reforçando, a luz é Cristo e se serve de nós para iluminar. Só seremos luz, se empapados de Cristo. Se deixamos nos empapar pelas coisas do mundo, seremos tochas apagadas. E tocha apagada, não tem muito valor, é como o figurante de um filme, só faz volume. Somos chamados a sermos CATEQUISTAS PROTAGONISTAS, Tochas acesas, aquele que tem ação principal, que leva a ação à frente, que deixa marcas, que toca corações.

Imaculada Cintra
 http://catequeseebiblia.blogspot.com/2013/11/o-catequista-precisa-estar-empapado-de.html


Bruno Luã da Silva Galvão*

Regressando da faculdade para casa, deparo-me com uma jovem que estava sentada por detrás de mim no ônibus coletivo em Recife. O interessante que muitas pessoas não se incomodam em falar alto quando estão atendendo ou realizando uma ligação ao celular ao meio de um aglomerado de pessoas.

Essa moça conversava com o namorado e fiquei à escuta. Curioso fui eu, mas despertou-me escrever este texto e refletir a triste realidade de separação de relacionamento que culmina infelizmente na vida dos jovens que mal iniciam a vida a dois. Não esqueci a célebre frase: “Promessa de Desespero”, claro que ouvi boa parte da sua conversa, pois coincidentemente o semáforo da avenida estava quebrado e houve um descontrole total no trânsito com a ausência dos guardas de trânsito.

A jovem simplesmente estava acabando seu namoro por infidelidade daquele em quem depositou toda confiança. Profunda e atuante realidade presente na vida de milhões de jovens que são envolvidas tanto em namoro como em casamento. A “Promessa de desespero” estava associada pelas inúmeras vezes em que o namorado da jovem jurava que não cometeria mais o erro ocasionado pelo “deslize”, talvez da traição, já que essa cena repetiu-se mais de uma vez. No momento de desespero garantia que o episódio não se repetiria mais. Quantos jovens rompem um relacionamento amoroso, e em alguns casos dão chances ao seu parceiro (a), mas cai no mesmo erro, que ocasiona e desmotiva jovens que acabam e sofrem frustração no que almejava juntamente com seu par: serem felizes e se unirem constituindo uma família.

Em nossa realidade é preciso criar uma cultura de fidelidade em vários âmbitos da vida social de um povo, seja ele referente ao relacionamento a dois, seja ele numa atitude mais simples que possa existir, pois é pelas pequenas coisas que se deve criar o apaixonamento pela fidelidade. Ora, no momento de encarar grandes dificuldades o aprendizado pela fidelidade irá combater e vencer o que parecia ser causa extraordinária de destruição.

Por isso é importante e necessário que os pais ensinem aos filhos a fidelidade desde a infância. Deparamos na psicologia educacional com a orientação advinda da teoria de um psicólogo em que os pais devem apresentar para os filhos na infância, brinquedos/jogos adequados cujos transmitam ensinamentos a partir de regras o qual ajude a perceber que para vencer é necessário cumprir, respeitar e ser fiel as normas determinadas pelo jogo. Sendo esse importantíssimo instrumento de aprendizado deve também ser feito uma alusão a própria vida que segue o mesmo ritmo de um determinado jogo.


* Acadêmico do curso de licenciatura plena em filosofia.


O domingo de Ramos

A entrada de Jesus em Jerusalém

A Semana Santa começa no domingo chamado de Ramos porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.

Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos Profetas; mas esse povo tinha se enganado no tipo de Messias que ele era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Ele entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo!

Dessa forma o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas".

Os Ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.

Os Ramos sagrados que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rápido. Ela nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

A entrada "solene" de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte. Jesus que conhecia o coração dos homens não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas!

Quantas lições nos deixam esse domingo de Ramos!

O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o seu Reino de fato não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas veio para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la.

A muitos ele decepcionou; pensavam que ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.

O domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo "light", adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.

O domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades, das facilidades, para nos colocar diante Daquele que veio ao mundo para salvar este mundo.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br



Este mês, dia 09/09 perdemos um dos baluartes da catequese do NE2, a simples, humilde, pura de coração e dedicada, Irmã Visitatio, a Catequista Itinerante, como ela própria se denominava. Ainda no dia 30/08, perto de ir para o Pai, deixou uma mensagem para os Catequistas onde insistia sobre a formação. Isto nos fez pensar quanto ela ensinou a nós, que somos catequistas em Casa Forte, em seus encontros, conversas e o “Data Chão”, cartazes que ela ia espalhando pelo chão, à medida que desenvolvia seus encontros.
Em Casa Forte temos uma Catequese de Crianças e Pré Adolescentes organizada, segundo os Documentos e Diretrizes da Igreja e se atualizando com o passar dos anos. É uma Catequese em constante desenvolvimento e sem preconceitos. Recebemos Crianças e Pré-Adolescentes tanto de Classe Média como de nossas comunidades. Quem consulta o site da Paróquia ou o blog da Catequese, já pode observar como nós trabalhamos atingindo não só os catequizandos, mas, também seus pais. Há um programa de formação de Catequista, pelo qual já passaram vários orientadores: Gustavo Castro, Aderson Viana, PE Claudio Sartori, Irmã Visitatio, entre outros (além do nosso Vigário.)
No Centro Catequético do Poço da Panela os catequizandos têm os seus Encontros no próprio local onde residem, porque há condições físicas para isto. Com relação aos outros Centros isto não é possível pela ausência ou precariedade de ambiente físico para os Encontros (barulho, pouco espaço) o que vem a distrair os catequizandos. Mas, o que nos é possível realizar, o fazemos com compromisso e amor, durante todos os sábados do ano. Os catequizandos após os Encontros participam ativamente da Celebração Eucarística preparada especialmente para eles.
E é assim que vivenciamos a nossa Pastoral, recebendo crianças a partir de seis anos que só fazem sua Primeira Eucaristia quando completam 10 anos, ficando conosco mais ou menos 2 anos na Perseverança para daí participarem do Encontro de Adolescentes.
Alertamos aos pais: não se descuidem, vocês são os primeiros e principais Catequistas. A Fé é transmitida junto com o leite materno!
Estamos à disposição de todos para quaisquer esclarecimentos ou para fazerem parte de nossa Pastoral.
Deus nos abençoe!
Maria Pompéa Castelo Branco da Bôa-Viagem (pela Catequese Paroquial)




“Os Sacramentos foram instituídos por Cristo e são sete: o Batismo, a Confirmação ou Crisma, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o Matrimônio. Eles atigem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida de Cristo: dão à vida de fé do cristão origem e crescimento, cura e missão.Nisto existe certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual”. (CIC)

Os Sacramentos são os sinais visíveis da realidade invisível da salvação que eles significam. Porque são dom de Deus, realizam o que significam: por eles, recebemos o dom da graça, quer dizer, a própria vida de Deus.

O Batismo é a sala de entrada da vida cristã. É o fundamento da vida de seguimento de Cristo e abre a porta para todos os outros sacramentos

Quando João Batista batizou Jesus, no Rio Jordão, o céu se abriu e ouviu-se a voz de Deus dizendo: “Este é meu filho amado, que muito me agrada.” Mt 3,16-17

Podemos dizer que, após o batismo, Jesus começou sua missão na terra. Nós também, com o batismo, comprometemo-nos a fazer o que Jesus fez e ensinou: anunciar o Reino de Deus. Com o batismo, iniciamos uma nova vida e tornamo-nos filhos queridos de Deus, assim como Jesus.

“Batizar – quer dizer “mergulhar”. Mergulhado(batizado) na morte para a salvação do mundo(cic 1225). Jesus deu-nos o Batismo no Espírito, a fim de que todos os homens possam renascer da água e do Espírito para entrar no Reino de Deus(Jo 3, 5).
Os ministros ordinários do Batismo são o bispo, o sacerdote ou o diácono. Em caso de necessidade grave, qualquer pessoa, mesmo não estando batizada, pode administrá-la, desde que queira fazer o que faz a Igreja(cic 1256).
Só se batiza uma única vez. Não se pode revogá-lo, nem reiterá-lo, porque imprime no cristão um selo espiritual definitivo da sua pertença a Cristo(cic 1272).

Instituição do Bat(Mt 28, 18 – 20)
“Disse Jesus: “Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra. Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.”

O significado e a graça do sacramento do Batismo aparecem com clareza nos ritos de sua celebração. É acompanhando, com uma participação atenta, os gestos e as palavras desta celebração, que os fiéis são iniciados nas riquezas que este sacramento encerra e realiza em cada batizado.
O sinal da cruz, no início da celebração, assinala a marca do Cristo àquele que vai pertencer-lhe e significa a graça da redenção que Cristo nos adquiriu pela sua cruz.

O anúncio da palavra de Deus, ilumina com a verdade revelada os candidatos e a assembléia, e suscita a resposta da fé, inseparável do batismo.

A água batismal – É a água que tomamos que percorrendo todo o nosso corpo através do nosso sangue, leva embora todas as impurezas e tudo o que é ruim para a nossa saúde. Sem a água viva do Batismo não podemos viver e ser eternamente felizes. A água purifica nossa alma, fazendo-nos cidadãos do céu. O Batismo é realizado de maneira mais significativa pela tríplice imersão na água batismal. Mas desde a antiguidade ele pode ser conferido derramando-se, por três vezes, a água sobre a cabeça do candidato.

. A unção com o santo óleo, consagrado pelo Bispo, significa o dom do Espírito Santo ao novo batizado. Este tornou-se um cristão, isto é, “ungido” do Espírito Santo, incorporado a Cristo. Como o óleo penetra na pele da criança, assim Cristo penetra na vida da pessoa.


. A veste branca simboliza que o batizado “vestiu-se de Cristo”(Gl 3,27): ressuscitou com Cristo.

. A vela, acesa no círio pascal, significa que Cristo iluminou o neófito. Em Cristo, os batizados são a luz do mundo”(Mt 5, 14).

Além do Batismo de água, há também dois outros tipos: o Batismo de desejo (quando uma pessoa morre sem ser batizada, mas seus pais ou ela própria desejavam o Batismo); e o Batismo de sangue(quando uma pessoa ainda não batizada é martirizada por causa de Cristo).

Fé e Batismo

O Batismo é o sacramento da fé. Em todos os batizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer após o Batismo. O Batismo é como uma semente que se planta, mas, que ao longo dos tempos, deve ser cultivada para que cresça e produza. Caso contrário, de nada adianta. Assim também é a semente do Batismo: se não for cultivada no dia a dia na oração, na fé, na participação, na vivência em Deus, será uma semente choca, não germinada. É por isso que a Igreja celebra cada ano, na noite pascal, a renovação das promessas batismais. A preparação para o Batismo leva apenas ao começo da vida nova. O Batismo é a fonte da vida nova em Cristo, fonte esta da qual brota toda a vida cristã(cic 1254).
Para que a graça do Batismo possa desenvolver-se, é importante a ajuda dos pais. Este é também o papel do padrinho e da madrinha, que devem ser cristãos firme, capazes e prontos para ajudar o novo batizado na sua caminhada na vida cristã”(cic 1255).
Mas esse papel nem sempre é compreendido. Há muita gente que pensa que os padrinhos são para dar presentes e dinheiro. Sua missão é mais espiritual. Por isso a Igreja exige que sejam batizados, crismados, já tenham feito a 1ª Eucaristia e sejam de fato gente de Igreja

Todas as pessoas batizadas são chamadas pra a missão.
Pelo batismo somos sepultados(mergulhados na fonte) com Cristo e na sua morte, ressuscitados, plenos de vida (Rm 6, 1 – 11).

Muitas pessoas afirmam que não se deve batizar crianças, porque elas não têm o uso da razão. A Igreja católica tem uma tradição diferente de outras igrejas. Desde os primeiro séculos foi costume batizar crianças.
Este costume está em perfeita harmonia com a Bíblia. Em toda a Escritura vemos como a fé dos pais santifica os filhos, mesmo crianças. O menino Samuel foi santificado, aos 3 anos de idade, pela fé profunda de seus pais Élcana e Ana(1 Sm 1, 19 – 28). O mesmo aconteceu com João Batista, santificado antes do nascimento pela presença de Maria (Lc 1, 41 – 44). Por esses dados de fundamentação bíblica, podemos ver que não é preciso esperar que a criança chegue à idade adulta e tenha o uso da razão, para ser batizado. A fé dos pais é suficiente para que toda a família receba a graça de Deus.
Se os pais são responsáveis perante Deus pelo sustento, proteção, educação, amparo, etc... de seus filhos, quanto mais seriam pelo bem espiritual.
O Batismo apaga o pecado original, opera o perdão dos pecados, torna-nos filho de Deus, irmãos de Jesus, membros da Igreja. Somos irmãos e irmãs uns dos outros e podemos dizer de verdade: “Pai nosso que estais no céu...”

ORAÇÃO - Jesus, ajude-nos a ser fiéis ao nosso batismo; ajude-nos a ser verdadeiros cristãos todos os dias, em casa, na escola, na comunidade, no trabalho, nas brincadeiras e no catecismo. Amém

Fontes: Catecismo da Igreja Católica, site catequisar, Livro do Catequista da Ed. Paulus e Bíblia Sagrada

A propósito da adoração ao Santíssimo Sacramento e a missa:
Aprendendo da história

Frei José Ariovaldo da Silva, OFM

1. A prática de adorar o Santíssimo na missa hoje: alguns exemplos

Chega a ser impressionante, nestes últimos anos, a volta das manifestações de adoração ao Santíssimo Sacramento durante a celebração do memorial do sacrifício de Cristo, isto é, durante ou imediatamente após a missa.
Muita gente, na hora da consagração, tem o costume de sussurrar exclamações como: “Meu Jesus, eu te adoro”, ou, “Meu Senhor e meu Deus”, ou, “Senhor, eu creio em ti, mas aumentai minha fé” etc.
Muitos padres, na hora da consagração, levantam devagar e solenemente, bem alto, a hóstia consagrada e, depois, o cálice, para adoração dos fiéis. Olhos fixos no pão e no vinho consagrados, ao som das campainhas, todos adoram a Jesus que “desceu sobre o altar”, como dizem.
Há padres que, logo após a consagração, interrompem a Oração Eucarística, saindo com o Santíssimo Sacramento em procissão pela nave a Igreja – chamam essa procissão de “passeio” – para adoração dos fiéis com manifestações de aplausos, toques na hóstia por parte dos fiéis para receber a cura etc.
Muitos, após a consagração, substituem a aclamação memorial “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição” por cantos de adoração como: “Eu te adoro, hóstia divina”, ou, “Bendito, louvado seja, o Santíssimo Sacramento” etc.
Muitos cristãos e cristãs, assim que recebem a comunhão têm o hábito de se ajoelhar na capela do Santíssimo Sacramento para adorar Jesus presente ali no sacrário. Como se não tivessem acabado de “receber Jesus” no templo do seu próprio corpo!...
Há padres – e leigos também – que incentivam a adoração do Santíssimo imediatamente após a missa, dando assim a impressão que a comunhão não valeu, ou valeu pouco. Pois, dada a importância que se dá à adoração e à bênção do Santíssimo logo após a missa, a comunhão no corpo e sangue de Cristo acaba caindo no esquecimento, em segundo plano. Como vi e ouvi, certa vez pela televisão, um padre animador proclamar solenemente e com todo entusiasmo para a multidão, assim que terminou a missa presidida pelo bispo: “Meus irmãos, agora vamos receber e bênção do Santíssimo Sacramento... Não existe bênção mais importante do que esta”! Conclusão: A maior bênção, que foi a participação no memorial do sacrifício de Cristo, isto é, na missa recém-celebrada, deixou de ser a mais importante!...
Alguns chegam a substituir a bênção final da missa pela bênção do Santíssimo Sacramento.
São alguns exemplos ilustrativos de como estão resgatando por aí o sentido da missa mais como ato de adoração ao Santíssimo do que como celebração do mistério pascal na forma de uma ceia. Inclusive com manifestações de adoração ao Santíssimo Sacramento imediatamente após a missa, colocando-a em segundo plano...
São costumes que tiveram uma origem, bem como um motivo por que se originaram, na história da Igreja. Vejamos o que diz a história a respeito. Ela pode nos ensinar muita coisa e nos iluminar em nossas práticas celebrativas da eucaristia hoje.

2. Quando e por que evoluiu a prática de adorar o Santíssimo na missa

A prática de adorar o Santíssimo Sacramento durante a missa se desenvolveu com toda força na passagem do primeiro para o segundo milênio. Em plena Idade Média, portanto.
Antes, isto é, no primeiro milênio, sobretudo até o século IX, a eucaristia era vista e vivida sobretudo como celebração memorial da páscoa de Cristo, em clima de ação de graças, da qual participava ativamente toda a assembléia, tendo como ponto alto desta participação a comunhão no corpo e sangue de Cristo. Não havia adoração ao Santíssimo durante a missa, como se entende e se faz hoje.
Aos poucos, porém, sobretudo a partir do século VIII-IX, a missa vai se tornando cada vez mais “coisa do padre”. Os motivos são vários, e não vem ao caso elencá-los aqui. Basta dizer que o clero vai aos poucos monopolizando tudo na celebração eucarística. Os padres começam a rezar a missa sozinho. E, mesmo havendo assembléia, adota-se o costume de os padres fazerem tudo sozinho (orações, leituras etc.), em voz baixa, de costas para o povo, em latim. O povo apenas assiste, de longe. Já não participa mais, como era antes.
Com isso, os cristãos perdem também o estímulo em participar também da comunhão recebendo o corpo e o sangue do Senhor. Esquecem-se assim da ordem que Jesus mesmo deu: “Tomai e comei... tomai e bebei”. (Jesus mandou comer e beber! Comer e beber é parte integrante e ponto alto da participação na missa). Cada vez menos gente participa da comunhão. Apenas assiste a “missa do padre”.
Outro fator que distancia o povo da mesa da comunhão na missa: Aos poucos, por influência dos povos franco-germânicos, os cristãos de nossa Igreja romana absorvem uma mentalidade quase doentia em relação à divindade, vendo nesta um ser terrível, ameaçador, vigiando e controlando nossas atitudes. Ligado a isso, se acentua uma mentalidade obsessiva em relação ao pecado, ao castigo, ao inferno e purgatório. O clima era, pois, de medo. Resultado: O povo fica com medo de comungar. Pois comungar significava aproximar-se do Juiz terrível e ameaçador e, possivelmente, correr perigo de castigo por nossos pecados.
Assim, no século XII, já praticamente ninguém comungava mais. Foi preciso que o quarto concílio do Latrão, realizado em 1215, decretasse uma lei determinando que todo católico devia comungar pelo menos uma vez por ano, por ocasião da páscoa, depois de fazer uma boa confissão. Pelo menos uma vez por ano! Como se vê, não era mais costume comungar em cada missa.
O que o povo fazia então, enquanto o padre, lá distante no altar, “rezava a missa”? Entretinha-se com rezas, novenas, devoções etc. E a comunhão, o povo a substituiu pela adoração da hóstia. Ver a hóstia, de longe, adorando-a, tornou-se uma forma de “comungar”. Por isso que, então, os padres adotaram o costume de levantar bem alto a hóstia e, depois, o cálice, na hora da consagração. Para o povo ver e prestar adoração ao Senhor terrível que “desceu sobre o altar”, na hóstia consagrada e no cálice de vinho. O desejo de ver a hóstia tornou-se então uma verdadeira febre para os fiéis, o ponto alto, o momento mais importante da missa. Introduziram até o costume de tocar campainhas na hora da elevação, exatamente para chamar a atenção e enfatizar o momento. Bastava ver a hóstia e o povo já se dava por muito feliz e satisfeito.
Outra informação: A partir do século IX, mas com maior vigor a partir do século XI, alguns teólogos de influência, dentre os quais destaca-se Berengário de Tours, andaram espalhando idéias que colocavam em dúvida a presença real de Jesus no pão e no vinho consagrados. A Igreja, em reação a estes movimentos heréticos, desencadeou todo um movimento no sentido de afirmar a fé na presença real. Para tanto, propagou e reforçou a prática da adoração ao Santíssimo Sacramento, dentro e fora da missa. Fora da missa, através de procissões do Santíssimo, bênçãos do Santíssimo etc. Consequência: A missa, distante do pensamento de Jesus e da prática dos cristãos dos primeiros séculos, se transforma numa espécie “fábrica de hóstias consagradas” para serem adoradas. Longe do pensamento de Jesus, porque na última ceia Jesus não disse “tomai e adorai”; ele disse “tomai e comei... tomai e bebei”!
Como você vê, o costume de adorar o Santíssimo Sacramento durante a missa foi desenvolvido na Idade Média, quando a Igreja havia perdido de vista o verdadeiro sentido da missa como celebração memorial da páscoa de Cristo e nossa (vejam o que Jesus disse: “Fazei isto em memória de mim”!), que tem seu ponto alto no momento da ceia (comunhão). A missa, em vez de ser em primeiro lugar um momento de adoração ao Pai, através do memorial do sacrifício de Cristo que se entrega, na força do Espírito Santo, transforma-se simplesmente numa ocasião privilegiada de adoração à hóstia consagrada, ou, ao Cristo presente no pão e no vinho; mas sobretudo no pão (na hóstia).
Esta mentalidade não foi superada nem com o concílio de Trento (séc. XVI). Perpassou os séculos seguintes, até hoje. Nosso Brasil foi evangelizado com esta mentalidade. Não tivemos outro tipo de evangelização eucarística (refiro-me ao modelo de compreensão dos primeiros séculos de cristianismo). O modelo medieval é que ficou muito bem arraigado no nosso subconsciente religioso. Por isso, o costume de adorar o Santíssimo na missa hoje, segundo os exemplos elencados no início deste artigo, mereceria todo um longo trabalho de evangelização.

3. Desafios para o futuro

Nesses últimos anos, o papa João Paulo II fala de uma nova evangelização. Nós diríamos: Precisamos re-evangelizar nossa cultura religiosa eucarística de tipo medieval, valorizando, à luz do concílio Vaticano II, a compreensão bíblica e dos Santos Padres no que se refere à celebração eucarística.
Não se trata de menosprezar e muito menos querer eliminar as devoções ao Santíssimo Sacramento. Trata-se de, teologicamente, colocar as coisas no seu justo lugar. Não misturar as coisas. Missa é missa. Adoração ao Santíssimo é outra, com seu sentido e valor[1]. A mistura é coisa da Idade Média que, como vimos, acabou colocando a adoração ao Santíssimo acima do verdadeiro sentido da missa.
Também não se trata de dizer que não adoramos Cristo na hora da missa[2]. Os Santos Padres o adoraram! Trata-se de evitar exageros que colocam a prática da adoração ao Santíssimo acima da Oração Eucarística e da própria comunhão eucarística.
Neste sentido, a CNBB nos dá com muita sabedoria a seguinte orientação: “Na celebração da Missa, não se deve salientar de modo inadequado as palavras da Instituição (= consagração), nem se interrompa a Oração Eucarística para momentos de louvor a Cristo presente na Eucaristia com aplausos, vivas, procissões, hinos de louvor eucarístico e outras manifestações que exaltem de tal maneira o sentido da presença real que acabem esvaziando as várias dimensões da celebração eucarística”[3].
Enfim, o grande desafio mesmo está em desenvolver na alma dos pastores e dos fiéis tudo o que o concílio Vaticano II resgatou em termos de teologia e celebração da eucaristia. Peço demais a Deus que o espírito deste importantíssimo concílio, no que diz respeito à eucaristia, não seja abafado pelo individualismo religioso tão forte nesta nova passagem de milênio.

Bibliografia

ALDAZÁBAL José. A Eucaristia. In: BOROBIO Dionísio. A celebração na Igreja 2: Sacramentos. São Paulo: Loyola, 1993, p. 204-244 (“Evolução histórica e compreensão eclesial da eucaristia”).
BASURKO Xavier & GOENAGA José Antônio. A vida litúrgico-sacramental da Igreja em sua evolução histórica. In: BOROBIO Dionísio. A celebração na Igreja 1: Liturgia e sacramentologia fundamental. São Paulo: Loyola, 1990, p. 37-160 (sobretudo p. 84ss.).
CABIÉ Robert. A Eucaristia. In: MARTIMORT Aimé Georges (Org.). A Igreja em oração II. Petrópolis: Vozes, 1989 (sobretudo p. 130-132: “A devoção medieval”).
COLDEBELLA Silde. Adoração na missa?. In: Revista de Liturgia n. 153 (mai/jun 1999), p. 33-34.
LUTZ Gregório. A presença real de Jesus Cristo na eucaristia. In: Revista de Liturgia n. 153 (mai/jun 1999), p. 8-10.
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[1]Cf. SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO, A sagrada comunhão e o culto do mistério eucarístico fora da missa, 7a ed., Paulus, São Paulo 1975 onde, entre outras coisas, ensina que “a finalidade primária e primordial de conservar a Eucaristia fora da Missa é a administração do Viático (= comunhão para os enfermos); são fins secundários a distribuição da comunhão e a adoração de nosso Senhor Jesus Cristo presente no Sacramento. A conservação das sagradas espécies para os enfermos introduziu o louvável costume de adorar-se este alimento celeste conservado nas igrejas. Este culto de adoração se apóia em fundamentos válidos e firmes, sobretudo porque a fé na presença real do Senhor tende a manifestar-se externa e publicamente” (Introdução, n. 5, p. 10).
[2]O próprio missal prescreve uma genuflexão do sacerdote na hora da consagração, primeiro para adorar a hóstia consagrada e depois para adorar o cálice.
[3]CNBB, Orientações pastorais sobre a Renovação Carismática Católica (= Documentos da CNBB 53), Paulinas, São Paulo 1994, n. 41, p. 22.
Do site: www.catedralchapeco.org.br

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