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 Queridos Catequistas,

Vocês cuidam de nossas crianças, adolescentes e jovens. Realizam uma missão singular, especial e fundamental em nossa Igreja.

Vosso nome etimologicamente quer dizer "aquele que faz ecoar", isto é, vocês fazem eco à Palavra de Deus. Lançam os fundamentos da fé, da doutrina em muitos irmãos.

Neste Domingo lembramos a vossa vocação. Sim, vocação porque vocês foram chamados por Jesus a este serviço. Quero dizer: muito obrigado a todos.

Um agradecimento especial a toda a Coordenação na pessoa de D.Pompéa. 
                      
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Esta msg nos foi enviada pelo querido Pe Josenildo para todos os catequistas da Paróquia.
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Neste dia tão especial, desejamos que Deus ilumine seus passos
E que todos os seus dias sejam abençoados.

Depois de hoje, seus dias realmente serão diferentes.
Acreditem, tenham fé e prestem atenção nos primeiros passos da fé.

Hoje é o dia da primeira comunhão de vocês, momento
De elevar os pensamentos aos céus e lembrarem-se
De tudo aquilo que aprenderam com a lição
Que Cristo nos deu.

Parabéns e muitas felicidades! Neste dia entram para a religião
Com o conhecimento que não podemos abrir mão.
Acreditem em suas orações e sigam em frente.

Acendam a vela que ilumina a alma, elevem os pensamentos aos céus
Deus os observa com um sorriso nos lábios por terem
Conseguido passar por essa etapa da vida.
Agora tenha certeza que os ensinamentos de Cristo são nossa maior riqueza.



Brasão de dom Antônio Fernando Saburido 
Há cristãos que parecem ter escolhido uma Quaresma sem Páscoa (…)
Chegamos a ser plenamente humanos quando somos mais do que humanos, quando permitimos que Deus nos conduza para além de nós mesmos, a fim de que alcancemos o nosso ser mais verdadeiro.
 Papa Francisco
Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, nn. 6.8
  
Queridos irmãos e irmãs da nossa Igreja de Olinda e Recife,
Isso que o papa Francisco propõe para retomarmos a alegria do Evangelho e vivermos essa plena humanização é a tarefa pascal de nossas vidas. A celebração da Quaresma e Páscoa pode nos ajudar a viver esse caminho. A Quaresma é um tempo muito querido para nosso povo. Os cânticos penitenciais, o costume da via sacra, as procissões de Quaresma e outras devoções são belos e guardam sua atualidade, mas devem ter como espírito o Evangelho da alegria, como insiste o papa. Devemos nós mesmos viver e testemunhar uma espiritualidade pascal. Como diz o Evangelho lido na Quarta-feira de Cinzas (Mt 6,1-6.16-18), essa espiritualidade deve basear-se no despojamento de nós mesmos (o jejum), na solidariedade a todos os irmãos e irmãs (a esmola) e no aprofundamento da nossa intimidade com Deus (a oração). E esse caminho não pode ser apenas uma espécie de prática quaresmal que, chegada a Páscoa, deixamos; tem de ser um modo de ser e de viver, permanentemente. Durante toda a Quaresma, vamos ouvir várias vezes a palavra de São Paulo aos filipenses, presente nas primeiras vésperas do Domingo: Tende em vós os mesmos sentimentos do Cristo Jesus. Ele, embora de condição divina, não se prendeu ao fato de ser igual a Deus, mas se despojou de si mesmo e tomou a condição de servo (Fl 2,5-6).
Habitualmente, interpretamos essa kênosis (esvaziamento) do Cristo como tendo sido vivida apenas em sua paixão. É claro que o foi, mas, de fato, ele a viveu em toda a sua vida e essa foi a sua forma se tornar servo, isso é, ministro. Então, o nosso ministério cristão deveria ser um prolongamento dessa atitude do Cristo: despojar-se e passar a servir verdadeiramente e de forma apagada. Isso não é apenas uma proposta pascal para cada um interiormente, mas para a Igreja como Igreja. Se queremos ser verdadeiramente fiéis a esse modo de ser de Jesus, temos de verificar continuamente se nossa Igreja como Igreja está vivendo isso. E isso é um desafio para mim, bispo, assim como para os meus auxiliares e para cada um dos padres, diáconos e agentes de pastoral. Estou convencido de que essa é a forma atual do jejum que Deus pede de nós nessa Quaresma, não jejum apenas de alimento e, sim, de tudo o que é aparência de poder, de prestígio e de triunfalismo eclesiástico, infelizmente ainda presente em alguns de nossos meios.
O serviço da justiça, correspondente à noção bíblica da esmola, é vivido por nós, especificamente, na Campanha da Fraternidade. Nesse ano, o tema aborda um problema que nos comove e espanta: o tráfico humano. É difícil compreender como, em pleno século XXI e em um mundo como o nosso, ainda possa acontecer essa barbaridade. Segundo a ONU, de 600 mil a 800 mil pessoas estão sendo agora, nesse momento, submetidas à escravidão. E o nosso país é um dos pontos de partida e de chegada dessa tragédia. Situações como tráfico de mulheres, de crianças e adolescentes, assim como de trabalhadores explorados podem estar acontecendo quase sob nossos olhos, aqui na nossa cidade ou mesmo bairro e precisamos estar muito mais atentos a isso e sermos mais capazes de reagir e de lutar contra essa desumanidade. O lema da CF é sempre uma motivação evangélica que deve inspirar nossa ação: É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1).
É essa solidariedade efetiva e permanente que deve fundamentar nossa atitude de oração e de intimidade com Deus, renovadas nesse tempo quaresmal e pascal pela maior frequência à Palavra da Bíblia e à Liturgia.
As palavras e ações do papa Francisco têm chamado muita atenção de cristãos e não-cristãos no mundo todo. Alguns tentam classificá-lo ideologicamente, como se o evangelho fosse uma questão de direita ou esquerda e pudesse ser vivido ou não de acordo com o modelo de uma Igreja mais avançada ou mais conservadora. Se posso lhes dar uma palavra de irmão mais velho e de pastor, garanto-lhes que não se trata disso ou, ao menos, esse não é o ponto mais importante. Compreender assim o papa seria ficar na superficialidade do mundo e não em uma leitura pascal da fé e da nossa missão. O que o papa escreveu na Evangelii Gaudium foi um chamado evangélico a todos, sejam aos mais sensíveis ao hoje de Deus, sejam aos mais apegados às tradições. Todos somos cristãos, todos temos lugar na Igreja que deve ser católica, isso é, aberta a todos. Nossa unidade deve se fazer no pleno respeito à diversidade. No século III, São Cipriano de Cartago já afirmava: A unidade abole a divisão, mas respeita as diferenças. Entretanto, testemunhar ao mundo o amor divino presente e atuante é obrigação de todos. E é nesse sentido que o papa cita Santo Irineu de Lyon ao afirmar: Na sua vinda, o Cristo trouxe consigo a novidade. E, com a sua novidade, ele pode sempre renovar a nossa vida e a nossa proposta cristã (EG 11). Então, não se trata de posição ideológica ou, menos ainda, política e, sim, de um caminho espiritual a seguirmos, cada um do seu modo e conforme seu jeito de ser, mas no mesmo espírito missionário e pascal.
Na recente celebração da Quarta-feira de Cinzas lembrei que, nessa Quaresma, recordamos que há justamente 50 anos nossa Arquidiocese recebia como arcebispo Dom Hélder Câmara. Ele se tornou nosso pastor, em meio ao Concílio Vaticano II, do qual ele era um dos mais importantes realizadores. Retomar esse espírito não como uma volta ao passado, mas para atualizá-lo no nosso mundo de hoje será o melhor modo de testemunharmos que o Senhor ressuscitou verdadeiramente e continua atuando entre nós e através de nós.
Desejo a vocês todos/as uma santa e fecunda Quaresma e uma feliz celebração pascal. Invoco sobre vocês a bênção renovadora da Páscoa e os abraço com amizade.

  Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano



A educação dos filhos nunca foi uma tarefa fácil. E hoje em dia, parece que a coisa está ainda mais difícil. Como o mundo está mudando muito depressa, os pais ficam inseguros e até se sentem mal preparados para essa função. E não somente os pais, mas nós educadores também. Por isso, a gente procura ajuda com quem tem mais experiência. Em matéria de educação de adolescentes e jovens, há uma figura muito especial com quem podemos aprender muito: Dom Bosco. Ele dedicou a vida inteira a esse ministério e deixou preciosos ensinamentos, como herança para os pais e educadores.
Um comunicador e educador, Hélio Faria, agrupou, numa publicação, 10 pontos básicos do método educativo de Dom Bosco aplicados à educação familiar. Com certeza, vai ser útil você conhecê-los. O primeiro conselho é este: VALORIZE O SEU FILHO. Quando é respeitado e estimado, o jovem progride e amadurece. Ele sabe ou sente que você está interessado nele apenas porque você gosta dele. Então, valorize o seu filho! ACREDITE NO SEU FILHO, é o segundo conselho. Mesmo as crianças e os adolescentes mais “difíceis” trazem bondade e generosidade no coração. Cabe a você procurar – e achar – esta disponibilidade inata. Ouça-o. Acredite nele.
Vamos ao terceiro conselho: AME E RESPEITE O SEU FILHO. Dom Bosco disse: “Se você quer ser amado por alguém, ame-o antes”. Mostre a ele, claramente, que você está ao seu lado. Quem quer ser amado deve demonstrar que ama. E você gosta dele como Deus gosta da gente: sem cobranças, sem busca de retorno. Você gosta dele porque você se sente feliz em vê-lo crescer como pessoa humana. E lá vai o quarto conselho de Dom Bosco: ELOGIE O SEU FILHO SEMPRE QUE PUDER E ELE MERECER. Quem de nós não gosta de elogio? Os jovens também. Eles precisam de elogio e estímulo para prosseguir no caminho certo. Um elogio custa pouco. Vale muito para seu filho.
O quinto conselho lhe toca de perto: COMPREENDA O SEU FILHO. O mundo de hoje é complicado, rude e competitivo. Muda todo dia. Procure entender isto. Coloque-se na ótica do seu filho. Procure compreender porque ele está tão distante, tão longe de você. Quem sabe não está desesperado, perdido, precisando de você, esperando apenas um toque seu? ALEGRE-SE COM O SEU FILHO, é o sexto conselho. Tanto quanto nós, os jovens são atraídos por um sorriso, pela alegria e pelo bom humor. Ninguém melhor do que Dom Bosco entendeu isto. Ele participava de seus jogos, de suas brincadeiras, de seu esporte. Faça isto também. Principalmente, procure gostar disso.
Nós estamos conversando sobre o método de educação de Dom Bosco aplicado à educação familiar. O sétimo conselho é este: APROXIME-SE DO SEU FILHO. No método de Dom Bosco, uma aproximação amiga com os jovens é fundamental. Evita males maiores, porque dá a você a oportunidade de aconselhar na hora certa, de prevenir, antes de remediar. Viva com seu filho, com sua filha. Conheça seus amigos. Procure saber onde ele ou ela vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para sua casa. Participe amigavelmente de sua vida. Agora, SEJA COERENTE COM O SEU FILHO. É o oitavo conselho. Não temos direito de exigir atitudes que não temos. Quem não é responsável não pode exigir responsabilidade. Quem não é sério não pode exigir seriedade. Quem não respeita não pode exigir respeito. Às vezes somos rigorosos ou rudes para esconder nossa própria fraqueza e falta de argumentos.
Vamos para o nono conselho? PREVENIR É MELHOR QUE CASTIGAR O SEU FILHO. Dom Bosco que foi excepcional educador, sabia que “a força corrige o vício, mas não corrige o viciado”. No seu pensando – e na sua prática – a educação preventiva permite dar a seu filho uma nova alegria e um novo sentido de viver. O castigo magoa, a dor e o rancor ficam e separam você do seu filho. Principalmente quando é dado na hora errada, quando você – ou o seu filho – estão discutindo sobre qualquer coisa. Pense duas, três, sete vezes, antes de castigar. E nunca com raiva. Nunca.
E pra terminar, o décimo conselho: REZE COM O SEU FILHO. Quem ama e respeita Deus vai amar e respeitar o seu próximo. Quem for um bom cristão na certa vai ser um bom cidadão. Dom Bosco aprendeu que a confissão, a comunhão e a devoção a Nossa Senhora são valores certos e profundos. É o que ele dizia: “Quando se trata de educação, não se pode deixar de lado a religião”.
Foram 10 conselhos: dicas importantes para quem está procurando realizar bem a difícil tarefa da educação dos seus filhos.

Pe. João Carlos Ribeiro





Pediram-me para escrever minha experiência como catequista aqui no Recife, mas isso foi lá para o final de dezembro de 2013 e já estamos quase nos aproximando de fevereiro de 2014. Mas missão dada tem que ser missão cumprida mesmo que tardiamente.
Primeiramente o meu muito obrigado a toda equipe da Catequese da Casa Forte pela acolhida amiga me deixando a vontade para executar minha missão mais importante, que é ajudar levar Jesus Cristo aos corações adolescentes desta cidade, berço do ensinamento de Dom Helder Câmara, aliás agradecimentos especiais ao Padre Edwaldo, contemporâneo do saudoso Dom Helder, pela confiança neste catequista paulistano.
Gratidão é a palavra mágica a todos e todas desta belíssima Paróquia da Casa Forte que me proporcionou vivenciar a Escola da Fé, a Festa de Santana naquela comunidade maravilhosa onde pude também participar de uma extraordinária pré-catequese às 19h30 de uma quarta-feira (prova que podemos catequizar em qualquer horário da semana) outro momento mágico foi a Festa Vitória Régia de grande projeção na sociedade recifense e de um propósito tão nobre, além das inúmeras festas da catequese como a de São João , do dia das Crianças, do encerramento do ano onde pude constatar a criatividade e empolgação dos catequistas...enfim vivenciar esses momentos de confraternização e harmonia fez com que o ano de 2013 fosse bem mais especial para o Catequista Geninho.
Desde janeiro de 2012, quando fui transferido, por força do trabalho, da cidade de São Paulo para o Recife, estava mais acostumado em ser chamado de Genivaldo (o militar do Exército) mas iniciei o ano de 2013 convicto que deveria achar uma Paróquia que pudesse me colocar à disposição e após algumas tentativas o Espírito Santo me conduziu para Paróquia do Sagrado Coração de Jesus da Casa Forte (também sou membro do Movimento Eucarístico Jovem que é a ala juvenil do Apostolado da Oração) e aos poucos o Catequista e mejista Geninho também desembarcou na cidade do Recife. Não sei quanto tempo permanecerei nesta maravilhosa cidade mas, enquanto aqui estiver quero me colocar à disposição da equipe de catequese da Casa Forte onde encontrei amigos comprometidos com os ensinamentos cristãos, e o melhor, crianças e adolescentes com sede de Jesus Cristo.
Hoje em dia temos uma cultura do imediatismo e do materialismo que leva boa parte de nossas crianças e adolescentes para caminhos perigosos e o mal se encontra em toda parte, sendo crucial que possamos dar opções morais e cristãs a esses pequeninos que Jesus tanto ama. Por isso que não me importo com as crianças e adolescentes chamados de “problema”: é bagunceiro, revoltado com a família e com o mundo, é tímido e introvertido, é peralta e dá trabalho? Ótimo! Jesus Cristo vai adorar acolhê-los na catequese e aqueles catequizandos e perseverantes anjos que já estão no caminho de Cristo também são muito bem-vindos a nos ajudar a levar à todos a crer no Evangelho.
Amiga Tereza, são essas as palavras de agradecimentos que gostaria que transmitisse a toda equipe com desejo enorme de continuado sucesso nesta nobre e importante missão de catequizar.
Termino com palavras do então Cardeal Bergoglio e agora Papa Francisco aos catequistas de Buenos Aires e que penso serem válidas aos catequistas do Brasil. “A catequese necessita de catequistas santos, que contagiem com sua própria presença, que ajudem, com seu testemunho de vida, a superar uma civilização individualista, dominada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial”.


A verdadeira fé no Filho de Deus feito carne é inseparável do dom de si mesmo, da pertença à comunidade, do serviço, da reconciliação com a carne dos outros. Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura. Papa Francisco, na exortação apostólica “A alegria do Evangelho”, n. 88

Queridos irmãos e irmãs,
Sem dúvida, a novidade desse Natal de 2013, para nós e para toda a Igreja Católica, é a voz profética do papa Francisco. Na exortação apostólica Evangelii Gaudium, ele atualiza para nós as palavras do anjo aos pastores de Belém: “Eu vos anuncio uma grande alegria” (cf. Lc 2,10). O papa retoma o anúncio do Natal, não como repetição do nascimento de Jesus e, sim, como atualização da sua vinda entre nós, a trazer-nos o seu reino de alegria, justiça e paz, em meio às contradições do mundo. Para nós, a memória do nascimento de Jesus, em Belém, deve nos levar a um novo nascimento pascal, em nosso caminho de conversão cotidiana. Infelizmente, muitos cristãos transformaram essa dimensão de Advento do Reino apenas em uma celebração sentimental do Natal, como se se tratasse de uma repetição do nascimento de Jesus. Enzo Bianchi, prior do Mosteiro de Bose (Itália), chama isso de “ingênua regressão devota que empobrece a esperança cristã”.
Ao contrário, o papa Francisco nos convida a vivermos hoje a espiritualidade do Natal, assumindo a humanidade como Jesus. Convida-nos a nos abrir, cada vez mais, a todas as pessoas que encontramos e a elas manifestar, pelo nosso modo de ser, “a bondade e a simpatia do nosso Deus” (Tito 3, 3-7). Para isso, temos de dar o testemunho de uma Igreja mais simples, pobre e verdadeiramente “em saída”. Desde que nasceu, Jesus viveu o que o Novo Testamento chama de kénosis (esvaziamento de si mesmo). Fez-se pobre e pequeno, até a morte e morte de Cruz (cf. Fl 2,5ss).
A nossa arquidiocese é chamada a retomar sua história de Igreja em missão, especialmente a partir dos pequeninos e a inserir-se nos problemas sociais e humanos de nossa realidade. Nesse Natal, como pastor da Igreja de Olinda e Recife, renovo o meu compromisso de servir a todos vocês, como “irmão e companheiro nas aflições e no testemunho do reino” (Ap 1,9).
Comprometo-me a sempre mais manifestar o jeito de irmão e servidor junto com vocês todos/as, mais do que o de chefe e líder da porção do povo de Deus a nós confiado. Contem comigo, para animá-los nos momentos de desânimo, confortá-los nas dificuldades e encorajá-los no caminho do reino. Que, nesse Natal, as pessoas possam ver que, realmente, o Verbo se fez carne pelo fato de que nós, padres, diáconos, religiosos/as e todos os cristãos, nos tornamos pessoas tão verdadeiramente impregnadas de humanidade que só mesmo sendo cheios/as da presença divina. Feliz Natal e próspero Ano Novo para todos vocês.
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife

“SOMOS COMO TOCHAS, Se quisermos ACENDER,  ILUMINAR,  SER LUZ, precisamos estar EMPAPADOS DE CRISTO”

Poderia chamar essa minha reflexão de: “ a espiritualidade das tochas!” Para quem participou do VIII Sulão, sabe bem do que estou falando.

Quando as coisas não transcorrem conforme o planejado, almejado, somos invadidos por um sentimento de frustração e isso é natural, porém, o bom mesmo, é quando  tiramos grandes lições daquilo que não deu certo. 

Uma coisa é planejar, elaborar um plano de ação, outra é colocar em prática. Só perceberemos o que precisa ser mudado, melhorado, quando saímos da teoria.

Estamos vivendo um tempo de conscientização sobre a importância e a necessidade de se fazer acontecer em nossas paróquias a Iniciação à vida Cristã. Quantos estudos, quantos livros, documentos, simpósios, conferências vem acontecendo abordando esse assunto, com o intuito de nos fazer despertar, acordar para a real missão da catequese. Sabemos também que qualquer mudança, por mais simples que seja, gera certo desconforto, justamente porque não acertamos na primeira tentativa. Só teremos um resultado satisfatório, depois de muitos erros e acertos.

Participando do VIII Sulão,  quando vi a dificuldade de se acender aquelas tochas, me vi pensando em muitas coisas, nas dificuldades enfrentadas para cumprir minha missão, enfim, pensando em nossa prática catequética, inclusive na luta em mudarmos para a catequese de inspiração catecumenal. Quantas tentativas, quanta coisa precisamos adequar, ajeitar, aparar as arestas.

Aquelas tochas não se acenderam não por falta da insistência daquela catequista. Todos nós reunidos ali, com certeza, comungamos de um único desejo, encontrar uma solução para acender as benditas tochas. E o Bispo que estava mais perto, dom Jacinto Bergmann, até tentou ajudar, mas elas permaneceram acesas por pouco tempo, porque não estavam embebidas de um líquido inflamável adequado.

Toda aquela situação foi providencial
Quando dom Leonardo Steiner, toma a palavra, iniciando sua fala, com a espiritualidade das tochas apagadas, aquele lugar foi tomado pelo Espírito Santo.
O CATEQUISTA PRECISA ESTAR EMPAPADO DE CRISTO, SE QUISER SER LUZ...
Num curto espaço de tempo, quanta coisa não passou pela mentes dos que estavam naquele lugar.
‘SERÁ QUE ENQUANTO CATEQUISTA,  LIDERANÇA, ESTOU EMPAPADA DE CRISTO???”
 TENHO SIDO LUZ PARA MEUS CATEQUIZANDOS, PARA AS FAMÍLIAS DESSES CATEQUIZANDOS? TENHO FEITO A DIFERENÇA NA VIDA DELES?
TENHO SIDO LUZ NO MEU GRUPO DE CATEQUISTAS, NA COMUNIDADE ONDE ATUO?
TENHO BUSCADO ME APERFEIÇOAR, ME ADEQUAR AOS TEMPOS ATUAIS?
TENHO TIDO ABERTURA ÁS PROPOSTAS DE MUDANÇAS?
TENHO CONSCIÊNCIA DA NECESSIDADE DE REVER A MINHA MANEIRA DE FAZER CATEQUESE?

Que lindo, quando Deus usa daquele episódio das tochas que não se acendiam, para nos passar a mística daquele encontro: Na catequese dos novos tempos, ninguém, bispos, sacerdotes, coordenadores, catequistas por mais estudos, mais conhecimentos que tenham, não terão êxito, não tocarão corações, se não estiverem EMPAPADOS DE CRISTO.

Cabe a nós, refletir, ruminar o sentido dessas tochas no símbolo usado para representar o VIII Sulão Bíblico-Catequético:
As tochas unidas, formam, juntas, uma única chama. E fazem recordar as palavras de Jesus: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não anda nas trevas” (Jo 8,12). Com essa afirmação de Jesus, os catequistas são convocados a iluminar o mundo, expressando os valores do evangelho: partilha, justiça e paz.”

Reforçando, a luz é Cristo e se serve de nós para iluminar. Só seremos luz, se empapados de Cristo. Se deixamos nos empapar pelas coisas do mundo, seremos tochas apagadas. E tocha apagada, não tem muito valor, é como o figurante de um filme, só faz volume. Somos chamados a sermos CATEQUISTAS PROTAGONISTAS, Tochas acesas, aquele que tem ação principal, que leva a ação à frente, que deixa marcas, que toca corações.

Imaculada Cintra
 http://catequeseebiblia.blogspot.com/2013/11/o-catequista-precisa-estar-empapado-de.html

A Jornada Mundial da Juventude e o Papa

Brasão_Dom_Saburido
Um acontecimento como a Jornada Mundial da Juventude e a primeira visita internacional do papa Francisco com seus discursos e entrevistas proferidos por ocasião dessa visita ao Rio, se constituem como acontecimentos tão profundos e densos que merecem uma avaliação difícil de ser resumida em poucas palavras e menos ainda concluída no imediato dos acontecimentos. Sem dúvida, precisaremos de mais tempo para assimilar melhor e tirar as devidas conclusões da Jornada e da visita do papa ao Brasil. Isso não impede que já possamos sim tecer algumas considerações que possam ajudar a juventude, o clero, os agentes de pastorais e todo o povo de Deus de nossa arquidiocese.
O lema dessa Jornada Mundial da Juventude foi a palavra do Evangelho: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas nações” (Mt 28, 19). Nesses dias, aprendemos do papa Francisco que antes mesmo do anúncio do Evangelho, é preciso cultivar a evangelicidade profunda de nossos gestos e modo de ser. Foi a partir da sua atitude de abertura à humanidade e de diálogo com todos que o papa, ao encerrar a Jornada Mundial da Juventude, pediu que a juventude leve a toda a humanidade a fé com alegria e estenda sua mão a quem vive à margem da sociedade. Como bem sinalizou Paulo VI na Exortação Apostólica, Evangelii Nuntiandi, evangelizar é “tornar nova a própria humanidade” (EN 18). Assim também o entende o papa Francisco. Mas adverte que o “permanecer” em Cristo não significa ensiesmamento ou entrincheiramento eclesial, mas “um permanecer para ir ao encontro dos demais”.
Em várias ocasiões, sobretudo, na celebração com os bispos, padres, religiosos e seminaristas o papa insistiu na necessidade de sermos uma Igreja que não tenha medo de sair ao encontro do outro. Que saiba dialogar com aqueles discípulos que vagam sem meta, sozinhos, com o seu próprio desencanto. Temos de acompanhar essas pessoas e tocá-las em seu coração pela nossa proximidade afetuosa e respeitosa. Particularmente, para nossa arquidiocese que está em fase de elaboração do plano de pastoral, é de grande valor aquilo que o papa orienta quando diz: “Decididamente pensemos a pastoral a partir da periferia, daqueles que estão mais afastados, daqueles que habitualmente não frequentam a paróquia”.
Ao discursar no Teatro Municipal para segmentos da sociedade civil e lideranças religiosas, no dia 27 de julho, o bispo de Roma volta a falar na “cultura do encontro” e no desafio de um “diálogo construtivo”. O diálogo é a opção certeira contra a “indiferença egoísta” ou o “protesto violento”. E um diálogo que seja amplo, envolvendo partilha com as diversas gerações, com o povo, com as culturas e religiões. Não há saída feliz para o horizonte da humanidade a não ser pelo diálogo: “É impossível imaginar um futuro para a sociedade sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que evite o risco de ficar fechada na pura lógica da representação dos interesses constituídos”.
Não sabemos ainda as consequências das palavras do papa na organização da próxima Jornada da Juventude, anunciada para a Polônia. Provavelmente ela poderá centrar-se mais na missão da juventude no seu mundo próprio, o bairro, a escola, a universidade, o trabalho e o lazer, assim como abrir-se à leitura orante da Bíblia e à liturgia como fonte de espiritualidade.
Na nossa arquidiocese, a insistência do papa no diálogo como ato espiritual e como dever ético que temos uns com os outros sem dúvida nos ajudará a aceitarmos nossas possíveis diferenças e, a partir dessas diferenças, vivermos a comunhão de uma mesma esperança e a alegria da mesma fé comum. Que Maria, mãe da Igreja e nossa mãe, nos firme nesse caminho.
Dom Antônio Fernando Saburido
Arcebispo de Olinda e Recife


Fonte:http://www.paroquiadecasaforte.com.br/


Que neste no ano, dedicado a , possamos curtir, compartilhar e, principalmente, multiplicar ações como esta do Grupo Jovem Cristo Forte, descrita neste carta, escrita por um jovem da nossa paróquia, e que foi entregue a Padre Edwaldo:

No dia 22 de dezembro, o Grupo Jovem Cristo Forte foi em missão para Buíque, interior do estado de Pernambuco. Fomos levar água e alimentos que recebemos de doações de amigos e empresas. 

Pela estrada, logo percebemos a destruição causada pela seca: os rios secos, o gado morto.. Em determinados lugares nem a macambira, nem o xiquexique e nem a palma resistiram. 

Logo ao chegar ao local e vendo aquelas pessoas, pude imediatamente reconhecer Cristo e logo me lembrei das palavras de Dom Hélder: 
“Fico impressionado quando as pessoas estão diante do Santíssimo, adorando o Cristo Eucarístico, como elas cantam, rezam e choram, porém ao sair da igreja não conseguem contemplar o Cristo que está desfigurado nas pessoas, principalmente as pessoas mais necessitadas, é justamente ali que Cristo se encontra.”  

Ao entrar em uma das casas da comunidade, na sala percebi a imagem de Frei Damião, Padre Cícero e o Divino Pai Eterno.. Logo, entendemos a fé deste povo que sofre tanto e que não perdem a Esperança...
Pensei em nós que temos tanto, que estamos sempre reclamando de alguma coisa... Como nós perdemos a fé e a esperança rapidamente! Pensei o quanto somos ingratos com as pessoas e com Deus e pensamos somente em nós, pedido apenas por nós e querendo mais do que já temos...

Perguntei ao dono da casa que entrei: “Há quanto tempo não chove?”. Ele disse que fazia mais de um ano que não chovia naquela região, e continuou dizendo: 

“Foi Deus que trouxe vocês aqui, pois tem muita gente precisando de ajuda, tem locais que não tem cisterna e tem outros que nem o carro pipa chega, com a falta de água as cisternas racham e ficamos sem lugar para armazenar grande quantidade de água”.

Pe. Edwaldo foi nesta hora que me lembrei do senhor, de suas palavras e de seus sermões.
Em 1947 Luiz Gonzaga, na música Asa Branca, cantava a sim:

“Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão”

Essa música tem 65 anos e hoje eu pude VER o que está escrito no trecho desta música. Padre, é cruel que em 65 anos essas pessoas passam pela mesma situação. O que temos feito para acabar com isso ? Construímos estádios de futebol da copa do mundo, parques e praças, mas, o que fazemos por este povo ? 

Entra políticos e saem políticos e vivemos de enganar essas pessoas que sofrem tanto com a seca. Não podemos deixar que nossos governantes se elejam em cima da miséria dessas pessoas, fazendo promessas e mais promessas.

Mais uma vez lembro-me de Dom Helder: 
“Esses irmãos que sofrem é nosso irmão de sangue, pois o sangue derramado por Cristo foi por mim e por você e por todos os homens”. 

Nós somos todos verdadeiramente irmãos de sangue, pelo sangue do Senhor. Já não podemos viver pensando que estamos bem se o nosso irmão está sofrendo e morrendo, isso é o pecado de omissão.  

Quantas vezes fui omisso, preguiçoso e não fiz nada pelos outros, por comodismo, para simplesmente não sair do meu estado de conforto, quanto egoísmo da minha parte,  para muitos de nós o problema do outro é apenas do  outro e não meu.  

Em Mateus 25 Jesus nos diz “ Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.” 
Quantas vezes negamos o Cristo que esta em nossa frente, nos sinais de trânsito, na igreja e nas praças; obviamente que a insegurança contribui para tal coisa, para isso temos que ter sensibilidade e enxergar Cristo na multidão.

Hoje pude perceber que a verdadeira religião Cristã, não é ter apenas conhecimento bíblico ou ler só os documentos da igreja, saber de liturgia e participar das missas ou passar a vida toda só em oração e adoração, pois o verdadeiro Cristão é aquele que realiza a ação, é aquele que faz da vida atitudes concretas de amor e carinho para com o próximo, porém para fazer essas atitudes concretas é preciso ter intimidade com Cristo através da oração, da adoração, das leituras bíblicas e da liturgia de nossa igreja. 

É como muita alegria que reconheço minhas falhas durante esses 23 anos de vida, e espero ter os dias seguintes para corrigir essas falhas, volto desta missão com o objetivo de ser Cristão de Verdade, de lutar pelos interesses de todos e fazer Jesus conhecido e amado através de minhas ações. 

Desejo que os adolescentes, jovens e adultos de nossa Paróquia possam ter esta mesma experiência, e desde já reafirmo meu compromisso de voltar aquele lugar junto com o Grupo Jovem Cristo Forte. Que a comunidade de Casa Forte possa continuar sendo esta igreja viva que vai em busca de Cristo que não esta somente dentro da igreja, está nas ruas, nos hospitais, nas comunidades carentes, nos asilos e nos orfanatos. 

Para finalizar tem uma música de Luiz Gonzaga que traduz muito bem a vida e a esperança dos irmãos sertanejos.  

“Ser sertanejo, senhor
É fazer do fraco forte
Carregar azar ou sorte
Comparar vida com morte
É nascer nesse sertão
A batalha está acabando
Já vejo relampear
Abro o curral da miséria
E deixo a fome passar
O que eu sinto, meu senhor
Não me queixo de ninguém
O que falta aqui é chuva
Mas eu sei que um dia vem
Vai ter tudo de fartura
Prá quem teve hoje que não tem”

Recife, 22 de dezembro de 2012

Rafael Bezerra (Rafinha)
Assessor do Grupo Cristo Forte
Paróquia do Sagrado Coração de Jesus.

O Livro da Vida é dividido, à semelhança de um livro didático, em capítulos. Assim, podemos imaginar que a cada período de um ano corresponde um capítulo a ser escrito do seu Livro.
Então, quando 2012 começou ele era todo seu! Você detinha toda a autoridade sobre ele, como mais um capítulo a ser escrito.
Foi colocado em suas mãos, deixado com você. Você podia fazer o que quisesse. Era como um capítulo em branco e nele você podia escrever um poema, compor uma música, relatar um pesadelo, rabiscar uma blasfêmia, matar aulas do colégio ou desenhar uma oração. Certo?
PODIA! Hoje não pode mais, já não é seu. É um capítulo já escrito, concluído. É um capítulo muito peculiar que mesmo tendo sido escrito por você, ele um dia lhe será apresentado, com todos os detalhes e que, apesar de tudo, você não poderá corrigi-lo. Estará totalmente fora do seu alcance.
Portanto, antes que 2012 termine, reflita sobre ele, tome mentalmente seu velho capítulo nas mãos e o folheie com cuidado. Deixe passar suavemente cada uma das páginas pelas suas mãos e pela sua consciência; faça o exercício da leitura de você mesmo. LEIA TUDO! Aprecie aquelas páginas que gostaria de nunca ter escrito. Não, não tente arrancá-las. Seria inútil. Já estão escritas. Mas, você pode lê-las enquanto escreve o novo capítulo que lhe será entregue. Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu e evitar repetir as coisas ruins.
Para escrever o novo capítulo do seu Livro você contará novamente com o instrumento recebido do livre arbítrio e terá, para preenchê-lo, toda a imensa superfície do seu mundo. Se tiver vontade de beijar seu livro velho, beije-o. Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele. Não importa o estado em que ele esteja. Ainda que tenha páginas negras, guarde-o e diga apenas duas palavras:
Obrigado e Perdão!!!
 E quando 2013 chegar, lhe será entregue outro capítulo em branco, novo, limpo, que é todo seu, só seu (novamente!), no qual você irá escrever o que desejar.
Muitas felicidades pra você.  (autor desconhecido)
 

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