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Portas fechadas, mas coração aberto para nossa conversão pessoal!

Vamos viver este tempo com maior amor à Jesus?

Em qualquer canal de televisão, rádio, conversas, só ouvimos falar de coisas ruins, em especial desta pandemia que está assolando o mundo todo.
Tem um ditado popular que diz: “De todo mal, Deus sempre tira um bem maior!” e é uma grande verdade! 
Vamos então, aproveitar este tempo forte para abrir nossos corações para nossa conversão pessoal e nos tornar mais íntimos de Jesus?
No período da Quaresma, a Igreja quer preparar seus fiéis, para a solene celebração do Tríduo Pascal.
Os jejuns, abstinência, esmola, oração pessoal, leitura Bíblica,  já são preceitos orientados todo ano pela Igreja, em especial na Quaresma.
Neste ano, Deus nos convida a viver com obediência e paciência, tudo o que as autoridades estão nos orientando, sendo um exercício a mais de fé, esperança e caridade!
Aqui vai um recadinho do Papa Francisco para nossas crianças, que está na Revista Canção Nova Kids.
Assim como Jesus no deserto, sugira para suas crianças lerem um trecho da Bíblia ou a Liturgia diária, rezar o terço Mariano, acompanhar programações através das TVs Católicas para ficar mais perto de Deus.
Peça ao Espírito Santo que lhe dê criatividade neste tempo de deserto, recolhimento e oração mundial para que não seja em vão, mas tempo para mudança de coração!

Comunidade Canção Nova


Artigo de Dom Fernando reaviva ânimo dos fiéis e clero para superar a pandemia

“Sentinela, em que ponto está a noite? Sentinela, em que ponto está a noite? A luz brilhará nas trevas e esta noite resplandecerá como o dia”
(antiga antífona oriental cantada no Sábado Santo, antes da Vigília Pascal ).
Meus muito amados filhos e filhas da nossa arquidiocese,
Da quarentena em que me encontro, por fazer parte do grupo de risco, vos escrevo com o coração dilacerado pelo sofrimento que estamos passando. As palavras acima, inspiradas na profecia de Isaías 21,11-12, parecem bem apropriadas para esse tempo que vivemos. Em que ponto está a noite? No momento, ninguém tem essa resposta. Tudo é imprevisível, como são imprevisíveis os nossos dias. O Coronavírus (COVID-19) está provocando uma crise que ninguém esperava e para a qual o mundo não estava preparado.
A ordem pública é a de evitar reuniões e cada um se isolar, por tempo indeterminado, até que o surto maior de contaminação se detenha. Sem dúvida, quem mais sofre como sempre são as pessoas mais pobres. Penso, especialmente, nos sem teto que vivem nas ruas das grandes cidades, os biscateiros e ambulantes que, em uma hora como essa, não têm como se defender e sobreviver.
É nesse contexto que como irmão e pastor, me dirijo a todos vocês. Nossa quaresma esse ano está sendo muito especial e nunca uma Campanha da Fraternidade foi tão expressiva como a deste ano de 2020 ao nos aconselhar a viver a experiência do Bom Samaritano e dando como modelo a nossa querida Santa Dulce dos Pobres: “Viu, teve compaixão e cuidou dele” (Lc.10,33-34). Sei que em uma guerra mundial, sobretudo a que vivemos contra um inimigo invisível, a tendência natural é cada um buscar defender a si próprio e os seus. Lembremo-nos, porém, que não podemos deixar de praticar o Evangelho que nos ensina: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo, 15,12).  Jesus nos amou dando sua vida por todos. E nós?
Que tudo isso nos sirva para nos recordar que a vida é realmente transitória e somente em Deus está a nossa segurança. Ninguém caia na tentação de querer responsabilizar a Deus por tudo o que está acontecendo. Precisamos sim, bater no peito e fazer um “mea culpa” entendendo que os pecados da humanidade contra a vida, humana, a vida animal e, sobretudo, contra a natureza, frutos do egoísmo e da ambição desenfreada, provocam reações naturais desta ordem, como já vimos acompanhando, cada vez mais frequentemente. Não precisa ser profeta para assegurar que, se nada for feito, o problema não vai parar por aí.
Que tudo isso sirva para a nossa conversão. Certamente, passada essa fase difícil, vamos valorizar mais a Eucaristia de que estamos sendo privados, a nossa convivência fraterna na Igreja, na família, no mundo do trabalho e na sociedade como um todo. Vamos, sobretudo, valorizar mais a presença de Deus em nossas vidas e entender que somente Ele nos poderá oferecer a verdadeira segurança que nem a irmã morte, como chamava São Francisco, poderá tirar.
Coragem, vamos sair dessa! Façamos a nossa parte unindo-nos em oração confiante, pessoal ou comunitariamente. Com certeza, o Deus que libertou o povo de Israel da escravidão do Egito, do dilúvio e manifestou-se vitorioso guerreiro nas batalhas, vai ouvir as nossas preces e vir em nosso auxílio.
Deus abençoe e dê serenidade a todos e todas.
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo de Olinda e Recife
Recife, 20 de março de 2020.



A educação dos filhos nunca foi uma tarefa fácil. E hoje em dia, parece que a coisa está ainda mais difícil. Como o mundo está mudando muito depressa, os pais ficam inseguros e até se sentem mal preparados para essa função. E não somente os pais, mas nós educadores também. Por isso, a gente procura ajuda com quem tem mais experiência. Em matéria de educação de adolescentes e jovens, há uma figura muito especial com quem podemos aprender muito: Dom Bosco. Ele dedicou a vida inteira a esse ministério e deixou preciosos ensinamentos, como herança para os pais e educadores.
Um comunicador e educador, Hélio Faria, agrupou, numa publicação, 10 pontos básicos do método educativo de Dom Bosco aplicados à educação familiar. Com certeza, vai ser útil você conhecê-los. O primeiro conselho é este: VALORIZE O SEU FILHO. Quando é respeitado e estimado, o jovem progride e amadurece. Ele sabe ou sente que você está interessado nele apenas porque você gosta dele. Então, valorize o seu filho! ACREDITE NO SEU FILHO, é o segundo conselho. Mesmo as crianças e os adolescentes mais “difíceis” trazem bondade e generosidade no coração. Cabe a você procurar – e achar – esta disponibilidade inata. Ouça-o. Acredite nele.
Vamos ao terceiro conselho: AME E RESPEITE O SEU FILHO. Dom Bosco disse: “Se você quer ser amado por alguém, ame-o antes”. Mostre a ele, claramente, que você está ao seu lado. Quem quer ser amado deve demonstrar que ama. E você gosta dele como Deus gosta da gente: sem cobranças, sem busca de retorno. Você gosta dele porque você se sente feliz em vê-lo crescer como pessoa humana. E lá vai o quarto conselho de Dom Bosco: ELOGIE O SEU FILHO SEMPRE QUE PUDER E ELE MERECER. Quem de nós não gosta de elogio? Os jovens também. Eles precisam de elogio e estímulo para prosseguir no caminho certo. Um elogio custa pouco. Vale muito para seu filho.
O quinto conselho lhe toca de perto: COMPREENDA O SEU FILHO. O mundo de hoje é complicado, rude e competitivo. Muda todo dia. Procure entender isto. Coloque-se na ótica do seu filho. Procure compreender porque ele está tão distante, tão longe de você. Quem sabe não está desesperado, perdido, precisando de você, esperando apenas um toque seu? ALEGRE-SE COM O SEU FILHO, é o sexto conselho. Tanto quanto nós, os jovens são atraídos por um sorriso, pela alegria e pelo bom humor. Ninguém melhor do que Dom Bosco entendeu isto. Ele participava de seus jogos, de suas brincadeiras, de seu esporte. Faça isto também. Principalmente, procure gostar disso.
Nós estamos conversando sobre o método de educação de Dom Bosco aplicado à educação familiar. O sétimo conselho é este: APROXIME-SE DO SEU FILHO. No método de Dom Bosco, uma aproximação amiga com os jovens é fundamental. Evita males maiores, porque dá a você a oportunidade de aconselhar na hora certa, de prevenir, antes de remediar. Viva com seu filho, com sua filha. Conheça seus amigos. Procure saber onde ele ou ela vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para sua casa. Participe amigavelmente de sua vida. Agora, SEJA COERENTE COM O SEU FILHO. É o oitavo conselho. Não temos direito de exigir atitudes que não temos. Quem não é responsável não pode exigir responsabilidade. Quem não é sério não pode exigir seriedade. Quem não respeita não pode exigir respeito. Às vezes somos rigorosos ou rudes para esconder nossa própria fraqueza e falta de argumentos.
Vamos para o nono conselho? PREVENIR É MELHOR QUE CASTIGAR O SEU FILHO. Dom Bosco que foi excepcional educador, sabia que “a força corrige o vício, mas não corrige o viciado”. No seu pensando – e na sua prática – a educação preventiva permite dar a seu filho uma nova alegria e um novo sentido de viver. O castigo magoa, a dor e o rancor ficam e separam você do seu filho. Principalmente quando é dado na hora errada, quando você – ou o seu filho – estão discutindo sobre qualquer coisa. Pense duas, três, sete vezes, antes de castigar. E nunca com raiva. Nunca.
E pra terminar, o décimo conselho: REZE COM O SEU FILHO. Quem ama e respeita Deus vai amar e respeitar o seu próximo. Quem for um bom cristão na certa vai ser um bom cidadão. Dom Bosco aprendeu que a confissão, a comunhão e a devoção a Nossa Senhora são valores certos e profundos. É o que ele dizia: “Quando se trata de educação, não se pode deixar de lado a religião”.
Foram 10 conselhos: dicas importantes para quem está procurando realizar bem a difícil tarefa da educação dos seus filhos.

Pe. João Carlos Ribeiro





Pediram-me para escrever minha experiência como catequista aqui no Recife, mas isso foi lá para o final de dezembro de 2013 e já estamos quase nos aproximando de fevereiro de 2014. Mas missão dada tem que ser missão cumprida mesmo que tardiamente.
Primeiramente o meu muito obrigado a toda equipe da Catequese da Casa Forte pela acolhida amiga me deixando a vontade para executar minha missão mais importante, que é ajudar levar Jesus Cristo aos corações adolescentes desta cidade, berço do ensinamento de Dom Helder Câmara, aliás agradecimentos especiais ao Padre Edwaldo, contemporâneo do saudoso Dom Helder, pela confiança neste catequista paulistano.
Gratidão é a palavra mágica a todos e todas desta belíssima Paróquia da Casa Forte que me proporcionou vivenciar a Escola da Fé, a Festa de Santana naquela comunidade maravilhosa onde pude também participar de uma extraordinária pré-catequese às 19h30 de uma quarta-feira (prova que podemos catequizar em qualquer horário da semana) outro momento mágico foi a Festa Vitória Régia de grande projeção na sociedade recifense e de um propósito tão nobre, além das inúmeras festas da catequese como a de São João , do dia das Crianças, do encerramento do ano onde pude constatar a criatividade e empolgação dos catequistas...enfim vivenciar esses momentos de confraternização e harmonia fez com que o ano de 2013 fosse bem mais especial para o Catequista Geninho.
Desde janeiro de 2012, quando fui transferido, por força do trabalho, da cidade de São Paulo para o Recife, estava mais acostumado em ser chamado de Genivaldo (o militar do Exército) mas iniciei o ano de 2013 convicto que deveria achar uma Paróquia que pudesse me colocar à disposição e após algumas tentativas o Espírito Santo me conduziu para Paróquia do Sagrado Coração de Jesus da Casa Forte (também sou membro do Movimento Eucarístico Jovem que é a ala juvenil do Apostolado da Oração) e aos poucos o Catequista e mejista Geninho também desembarcou na cidade do Recife. Não sei quanto tempo permanecerei nesta maravilhosa cidade mas, enquanto aqui estiver quero me colocar à disposição da equipe de catequese da Casa Forte onde encontrei amigos comprometidos com os ensinamentos cristãos, e o melhor, crianças e adolescentes com sede de Jesus Cristo.
Hoje em dia temos uma cultura do imediatismo e do materialismo que leva boa parte de nossas crianças e adolescentes para caminhos perigosos e o mal se encontra em toda parte, sendo crucial que possamos dar opções morais e cristãs a esses pequeninos que Jesus tanto ama. Por isso que não me importo com as crianças e adolescentes chamados de “problema”: é bagunceiro, revoltado com a família e com o mundo, é tímido e introvertido, é peralta e dá trabalho? Ótimo! Jesus Cristo vai adorar acolhê-los na catequese e aqueles catequizandos e perseverantes anjos que já estão no caminho de Cristo também são muito bem-vindos a nos ajudar a levar à todos a crer no Evangelho.
Amiga Tereza, são essas as palavras de agradecimentos que gostaria que transmitisse a toda equipe com desejo enorme de continuado sucesso nesta nobre e importante missão de catequizar.
Termino com palavras do então Cardeal Bergoglio e agora Papa Francisco aos catequistas de Buenos Aires e que penso serem válidas aos catequistas do Brasil. “A catequese necessita de catequistas santos, que contagiem com sua própria presença, que ajudem, com seu testemunho de vida, a superar uma civilização individualista, dominada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial”.


- Vejamos algumas das principais dimensões que nos coloca uma real vivência do Advento:
Tempo do Deus da libertação: A liturgia do Advento por meio dos textos do profeta Isaías nos apresenta o Deus que aterra os vales, aplaina as montanhas, faz com que o deserto floresça, coloca juntos o leão e o cordeiro. É o Deus do impossível, que vem para proteger os pobres e dissipar as trevas por meio da sua Luz. (cf. Is 9, 1-6; 40, 1-30; 45, 7-8)
Tempo de expectativa vigilante e alegre: Em toda a liturgia do Advento ressoam as promessas de Deus que foram cumpridas em Jesus Cristo. Porém, no fim dos tempos, irá se realizar em definitivo a história das “promessas de Deus” e aparecerá o objeto de todas essas promessas, isto é, o próprio Deus, visto e contemplado em toda a riqueza da sua graça. É a expectativa gerada no Advento e que nos conduz a um estado de vigilância e de preparação para esse grande momento.
A expectativa vigilante é sempre acompanhada da alegria. Por isso podemos afirmar que o Advento é tempo de expectativa jubilosa porque aquilo que se espera certamente acontecerá. Deus é sempre fiel.
Internet
Tempo de esperança: São Paulo nos mostra que o Deus da revelação de Jesus Cristo é o “Deus da esperança”(Rm 15,13). Por isso toda a Igreja vive dessa grande esperança, e nela nos mergulha no Advento. O povo de Israel esperou o cumprimento das promessas de Deus e a Igreja vive delas. A esperança da Igreja é a mesma do povo de Israel, mas já realizada em Cristo. A Igreja vive, na esperança, a sua existência como graça de Cristo para todos os homens. E pelo mistério do Advento, essa mesma Igreja é chamada a tornar-se sinal concreto de libertação integral do homem.
O Advento é o tempo litúrgico da grande educação à esperança: uma esperança que se torna, pela graça de Deus, forte e paciente; que aceita a hora da provação e da perseguição; enfim, uma esperança confiante.
Tempo de conversão: A experiência nos mostra que não existe possibilidade de esperança e de alegria sem retornar ao Senhor de todo o coração, na expectativa da sua volta. Para isso, precisamos converter radicalmente os nossos corações ao Senhor com a real disposição de deixar o que é velho em nós e assumirmos o novo em nossas vidas.
Coragem! O Advento é o tempo propício de conversão aos duros de coração.
Dimensão histórica da salvação: Deus se fez homem e veio habitar no meio de nós. O Deus eterno quis entrar no tempo e viver a nossa história. Ele é o “Deus-conosco” que salvou a humanidade inteira. E no Advento recordamos essa dimensão histórica da salvação, realizada em Jesus Cristo, que nos conduziu a plenitude dos tempos (cf. Gl 4,4).
Dimensão escatológica do mistério cristão: O Senhor Deus se manifesta em sua Palavra como “Aquele que é, que era e que vem”(Ap 1,4-8; Ex 3,13-14). Por isso, o Advento, com a sua liturgia própria, nos ajuda a ver a história como lugar do agir das promessas de Deus e nos direciona para o seu cumprimento no “Dia do Senhor”.
Dimensão missionária: No Advento, toda a Igreja contempla o Pai que envia seu Filho para salvar os homens por meio da ação (envio) do Espírito Santo. Por isso o Advento de Cristo na Igreja e por meio da Igreja atua-se mediante a missão. Esse Tempo litúrgico é assim, por sua própria natureza, o tempo do aprofundamento do significado autêntico da missão.
A Igreja não vive para si, mas para o mundo. Cada cristão participa dessa missão de proclamar a vinda do Senhor e de esperá-la com uma alegre expectativa. Isso é essencial na vida cristã. E o mistério do Advento nos insere nessa missão.
Enfim, ao contemplarmos e vivermos a espiritualidade do Advento, percebemos duas grandes dimensões: a escatológica (aprofundada até o dia 16 de dezembro) e a natalina (aprofundada do dia 17 a 24 de dezembro).
 
FONTE: Site Shalom

“SOMOS COMO TOCHAS, Se quisermos ACENDER,  ILUMINAR,  SER LUZ, precisamos estar EMPAPADOS DE CRISTO”

Poderia chamar essa minha reflexão de: “ a espiritualidade das tochas!” Para quem participou do VIII Sulão, sabe bem do que estou falando.

Quando as coisas não transcorrem conforme o planejado, almejado, somos invadidos por um sentimento de frustração e isso é natural, porém, o bom mesmo, é quando  tiramos grandes lições daquilo que não deu certo. 

Uma coisa é planejar, elaborar um plano de ação, outra é colocar em prática. Só perceberemos o que precisa ser mudado, melhorado, quando saímos da teoria.

Estamos vivendo um tempo de conscientização sobre a importância e a necessidade de se fazer acontecer em nossas paróquias a Iniciação à vida Cristã. Quantos estudos, quantos livros, documentos, simpósios, conferências vem acontecendo abordando esse assunto, com o intuito de nos fazer despertar, acordar para a real missão da catequese. Sabemos também que qualquer mudança, por mais simples que seja, gera certo desconforto, justamente porque não acertamos na primeira tentativa. Só teremos um resultado satisfatório, depois de muitos erros e acertos.

Participando do VIII Sulão,  quando vi a dificuldade de se acender aquelas tochas, me vi pensando em muitas coisas, nas dificuldades enfrentadas para cumprir minha missão, enfim, pensando em nossa prática catequética, inclusive na luta em mudarmos para a catequese de inspiração catecumenal. Quantas tentativas, quanta coisa precisamos adequar, ajeitar, aparar as arestas.

Aquelas tochas não se acenderam não por falta da insistência daquela catequista. Todos nós reunidos ali, com certeza, comungamos de um único desejo, encontrar uma solução para acender as benditas tochas. E o Bispo que estava mais perto, dom Jacinto Bergmann, até tentou ajudar, mas elas permaneceram acesas por pouco tempo, porque não estavam embebidas de um líquido inflamável adequado.

Toda aquela situação foi providencial
Quando dom Leonardo Steiner, toma a palavra, iniciando sua fala, com a espiritualidade das tochas apagadas, aquele lugar foi tomado pelo Espírito Santo.
O CATEQUISTA PRECISA ESTAR EMPAPADO DE CRISTO, SE QUISER SER LUZ...
Num curto espaço de tempo, quanta coisa não passou pela mentes dos que estavam naquele lugar.
‘SERÁ QUE ENQUANTO CATEQUISTA,  LIDERANÇA, ESTOU EMPAPADA DE CRISTO???”
 TENHO SIDO LUZ PARA MEUS CATEQUIZANDOS, PARA AS FAMÍLIAS DESSES CATEQUIZANDOS? TENHO FEITO A DIFERENÇA NA VIDA DELES?
TENHO SIDO LUZ NO MEU GRUPO DE CATEQUISTAS, NA COMUNIDADE ONDE ATUO?
TENHO BUSCADO ME APERFEIÇOAR, ME ADEQUAR AOS TEMPOS ATUAIS?
TENHO TIDO ABERTURA ÁS PROPOSTAS DE MUDANÇAS?
TENHO CONSCIÊNCIA DA NECESSIDADE DE REVER A MINHA MANEIRA DE FAZER CATEQUESE?

Que lindo, quando Deus usa daquele episódio das tochas que não se acendiam, para nos passar a mística daquele encontro: Na catequese dos novos tempos, ninguém, bispos, sacerdotes, coordenadores, catequistas por mais estudos, mais conhecimentos que tenham, não terão êxito, não tocarão corações, se não estiverem EMPAPADOS DE CRISTO.

Cabe a nós, refletir, ruminar o sentido dessas tochas no símbolo usado para representar o VIII Sulão Bíblico-Catequético:
As tochas unidas, formam, juntas, uma única chama. E fazem recordar as palavras de Jesus: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não anda nas trevas” (Jo 8,12). Com essa afirmação de Jesus, os catequistas são convocados a iluminar o mundo, expressando os valores do evangelho: partilha, justiça e paz.”

Reforçando, a luz é Cristo e se serve de nós para iluminar. Só seremos luz, se empapados de Cristo. Se deixamos nos empapar pelas coisas do mundo, seremos tochas apagadas. E tocha apagada, não tem muito valor, é como o figurante de um filme, só faz volume. Somos chamados a sermos CATEQUISTAS PROTAGONISTAS, Tochas acesas, aquele que tem ação principal, que leva a ação à frente, que deixa marcas, que toca corações.

Imaculada Cintra
 http://catequeseebiblia.blogspot.com/2013/11/o-catequista-precisa-estar-empapado-de.html

 Reflexões de Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará
BELÉM DO PARÁ, segunda-feira, 12 de novembro de 2012(ZENIT.org) - Não é brincadeira! O mundo vai acabar! Com toda certeza, um dia Deus será tudo em todos, as coisas antigas passarão, contemplaremos o Filho do Homem vir nas nuvens com grande poder e glória (Mc 13,26). Mas... "quanto àquele dia, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai" (Mc 13,24-32).
É da segunda carta de São Pedro a recomendação: "O que esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. Vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura, sem mancha e em paz. Considerai também como salvação a paciência de nosso Senhor" (2 Pd 3,12-15). Aliás, já vivemos no fim dos tempos, desde que veio o Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Inaugurou-se, pela bondade de Deus, o tempo novo. Somos por ele chamados a viver nesta terra antecipando e apressando o dia de Deus (cf. 2 Pd 3,12).
Logo, nenhuma preocupação com o fim do mundo, mas muita ocupação em viver neste mundo com justiça e piedade. Quando se completar a obra, esta chegará ao seu término, será completa, chegará ao fim! Vale a pena buscar um roteiro de viagem para a caminhada nesta terra, ocupando-nos com o que constrói desde já o Reino de Deus, no qual também os seus filhos reinarão.
Temos uma virtude, que é dom de Deus recebido de presente no Batismo, a esperança, que nos dá a certeza de não estarmos num beco sem saída. Não fomos jogados neste mundo, como obra do acaso! Temos nome diante a face de Deus, somos reconhecidos e tratados como filhos e destinados à felicidade. O Pai do Céu fez este mundo como paraíso para suas criaturas, e é nossa missão lutar para que ele seja assim e para todos. Daí, faz parte da missão do cristão reconstruir, consertar, tomar iniciativa, espalhar o bem, semear por acreditar na colheita, não só aquela do final dos tempos, mas as muitas e sucessivas florações do jardim de Deus em torno a nós. Em qualquer etapa da viagem, a meta é certa!
Não perder tempo, mas preencher com amor a Deus e ao próximo cada instante da existência. Quem chega ao fim de um dia maravilhosamente cansado, depois de ter feito o bem, será feliz e realizado. Nem terá tempo para medo de escuridão ou dos inexistentes fantasmas que podem povoar a "louca da casa", a imaginação. Não terá medo da morte, pois sabe que ela um dia chegará no melhor momento da existência de cada pessoa. É que Deus, sendo Amor, colherá  a flor da vida de cada filho ou filha no tempo certo, pois para ele um dia é como mil anos e mil anos como um dia (Sl 89,4). Ninguém na ociosidade! Não perder tempo!
Ao longo da estrada, há sinais oferecidos por Deus, mostrando o rumo da viagem. Pode ser o irmão caído beira do caminho, um grito que pede atenção. Ali, há que descer da montaria de nosso orgulho ou falta de tempo, derramando o óleo e o vinho do afeto (Cf. Lc 10,30-37), dando o que pudermos para que aquele que caiu seja confiado à "estalagem" chamada Igreja, a quem cabe cuidar da humanidade até o Senhor voltar! Muitas vezes será a palavra anunciada, "oportuna e inoportunamente" (2 Tm 4,2), cujo som ecoa e chega ao ouvido e ao coração. Até o Senhor voltar, sinal será a comunidade que participa da Eucaristia, enquanto espera sua vinda, clamando quotidianamente "Vem, Senhor Jesus". Na Eucaristia, torna-se presente o sacrifício de Cristo, sua Morte e Ressurreição. Mesa preparada, irmãos acolhidos, Céu que se antecipa e nos faz missionários! Acolher a todos e fazer crescer a Igreja.
Quem escolhe o seguimento de Jesus Cristo prestará atenção nos "sinais dos tempos", aprendendo com as lições de sua história pessoal e dos acontecimentos. Para dar um exemplo, ao ler ou ouvir as notícias diárias de crises, crimes ou desastres, saberá ir além dos sustos ou escândalos. Ao invés de achar que o fim do mundo está chegando, porá mãos à obra, buscando todos os meios para que o dia de amanhã seja melhor do que hoje. Será sua tarefa ir além das eventuais emoções oferecidas pelos acontecimentos, para edificar com serenidade e firmeza o futuro. Se para tanto haveremos sempre de contar com a graça de Deus, que ninguém se esqueça de que, após a criação do mundo, o cuidado com tudo o que era "muito bom" (Cf. Gn 1,1-31) foi entregue ao homem e a mulher. Responsabilidade!
Mais ainda! Quem olha ao seu redor, verá que a viagem se faz em comunhão com outras pessoas. Ninguém tem todos os dons e todas as capacidades. O apóstolo São Paulo já ensinava, comparando com o corpo a vida da Igreja (Cf. 1 Cor 12,1-31) o jeito de partilhar com os outros na aventura da existência nesta terra. Enquanto caminhamos, é bom aprender as leis da eternidade, onde Deus será tudo em todos. Partilhar os dons e os bens,  superar a ganância e aproveitar todas as ocasiões para estar com os outros, construindo um mundo de irmãos. Na eternidade, não haverá luto, nem dor, egoísmo ou tristeza! É bom antecipá-la!
Assim, ouvir a Igreja que fala do fim dos tempos, será uma positiva provocação a todos os cristãos. Atenção aos avisos de trânsito na estrada do Reino definitivo: "A meta é certa!"; "Não perder tempo!"; "Acolher a todos e fazer crescer a Igreja!"; "Responsabilidade!"; "Antecipar os valores da eternidade!" Poderemos então rezar confiantes: "Senhor nosso Deus, fazei que nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas". Amém! Maranatha! Vem, Senhor Jesus! Amém!
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém



Quando se aproxima agosto, “Mês Vocacional”, surge a pergunta: O que podemos fazer para
dinamizá-lo? A proposta deve ser que justamente neste mês todas as comunidades possam
perceber a importância da identidade e da missão vocacional de cada um de nós e, com isto,
possam trabalhar com afinco a “vocacionalização” durante o restante do ano.
A missão da Pastoral Vocacional / Serviço de Animação Vocacional (PV/SAV) se exprime em quatro verbos: despertar, discernir, cultivar e acompanhar a vocação cristã e as vocações específicas a serviço da comunidade eclesial. É em vista disso que estas sugestões foram preparadas.
Assim, durante o “Mês Vocacional” se aprofunda a consciência da responsabilidade de todos com esta união para que ela possa ser vivenciada com entusiasmo ao longo do ano.
Na medida do possível, todas as comunidades deveriam se envolver na dimensão vocacional. Por isso o planejamento e a execução das atividades serão eficazes quanto mais houver a participação de todos.
Há algumas orientações práticas para iluminar nossos trabalhos:
- Antes o “Mês Vocacional” era tido como celebração a partir das seguintes referências: o 1º
Domingo: “Dia do Padre”; o 2º Domingo: “Dia dos Pais”; o 3º Domingo: “Dia das Religiosas”; e o 4º Domingo: “Dia das(os) Catequistas”.
Com a indicação da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CMOVC/CNBB), reelabora-se esta distribuição nos domingos, ampliando a dimensão eclesiológica da vocação.
Ficou assim estabelecido:
1º Domingo: celebramos a Vocação dos Ministros Ordenados (bispos, padres e diáconos);
2º Domingo: celebramos a Vocação da Vida em Família (em sintonia com a Semana Nacional da Família);
3º Domingo: celebramos a Vocação da Vida Consagrada (religiosas, religiosos, leigas e leigos consagrados);
4º Domingo: celebramos a Vocação dos Ministros Não Ordenados (todos os cristãos leigos e leigas).
A CMOVC, neste ano de 2012, também nos ajuda com um tema e um lema que nos auxiliam, iluminando nossas ações. O tema escolhido foi “Chamados(as) à vida plena em Cristo”, com o lema: “Eis que faço novas todas as coisas!” (Ap 21,5).
Agradecemos, de modo especial, a todas as pessoas que colaboraram para que este material fosse compilado. Nossa gratidão e também nossas preces.
Tenhamos um mês de agosto bem animado, dinâmico, forte na oração e nas atitudes vocacionais. Pleno de criatividade e que nos faça corresponder, com força e dignidade, ao chamamento que o Senhor nos dirige.
Brasília, 26 de julho de 2012
Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada




Bruno Luã da Silva Galvão
Graduando de filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco. E-mail: brunoluan2007@hotmail.com

            
Vivemos numa sociedade mergulhada em momentos tempestuosos que permeiam a vida de nossas famílias. São inúmeros os problemas que assolam as diversas famílias que convivem e encaram diariamente artimanhas maléficas. Drogas, violências, doenças, prostituição, falta de amor, infidelidade, individualismo, perda do sentido da vida, “inconformações”, entre outras banalidades, são “ferramentas” que destroem o seio familiar e comunitário.
 Acenamos um elemento primordial causador dessa divisão de águas existente na humanidade, o vazio de Deus que grande massa da sociedade permite em suas vidas. E neste vazio que desencadeia uma migração do ser humano, que desiludido, acaba buscando um preenchimento para sua vida, e logo adiante descobre que são apenas refúgios que causam destruição para si mesmo.
Provas desta perda do sentido/desengano da vida são as inúmeras tentativas de sentirem o senhor de sua própria vida. Decidem caminharem sozinhos, mas acabam se frustrando ao decorrer da caminhada, pois não encontram forças para superar os obstáculos, sentem-se frágeis, desmotivados.   
Parece-nos que nossa vida é semelhante a uma floresta. Lá encontramos seus habitantes – os animais –, mas que vivem com o constante tormento pela caça humana. Armadilhas estão postas em todos os ambientes. Cabe a cada animal vigilância total para não ser fisgado pela presa do homem.
Canalizamos esta vida difícil dos animais com a nossa. Também nós estamos cercados pelas armadilhas e ciladas do filho das trevas. A cada momento quer fazer-nos seus prisioneiros. E quando estamos vazios de Deus, somos bastante perseguidos e muitas das vezes arrebatados pelo trabalho bem feito daquele que sonha com a nossa destruição, nossa caída total no abismo. Quer nos apresentar o fundo do poço como nossa nova morada, distante da liberdade e de respirar a vida.
Na Palavra de Deus, especificamente no salmo 124(123), encontramos uma ação de graças, uma glorificação de pessoas que professavam: “Nossa alma como pássaro espaçou. Do laço que lhe armara o caçador. Se o Senhor não estivesse ao nosso lado, Quando os homens investiram contra nós. Com certeza nos teriam devorado, No furor de sua ira contra nós, contra nós”.
Significante expressão de fé. E olhando para a nossa realidade é notório em nossos dias muitos laços que pretendem nos fisgar, sufocar nossa vida. E fazendo uma analogia, estes laços são os vícios que separa as pessoas de Deus, seja ele do álcool ao apego de coisas sutis, separações causadas pela infidelidade e pela falta de amor, calúnias, prostituição, as drogas, etc, que cotidianamente estão de prontidão para devorar e fazer prisioneiras nossas famílias, nossos jovens, nossas crianças.
Mas, quando fazemos a verdadeira experiência com o mestre Jesus, tudo em nossa vida se transforma. Não há o que temer com as ciladas do inimigo. Quando depositamos nossa confiança no Senhor, e acreditamos que sempre está nos protegendo, por mais que em nossa vida passemos por terríveis situações de perigo, Ele será nosso defensor ajudando-nos a combater e vencendo o gigante, o maligno que quer nos derrotar. 
 E vencendo a cada batalha poderemos professar juntamente com o salmista: “Nossa alma como pássaro espaçou. Do laço que lhe armara o caçador”. Sim, a liberdade é dom de Deus. Está livre para o Senhor realizar milagres e prodígios em nossas vidas. “Basta confiar, saber esperar. Ele agirá”.
Por isso, jovens, casais, pais, pergunte a si mesmo, em quem deposito a minha vida, meus projetos. Se é no Senhor, por que temer? Em quem confio nos momentos difíceis, tempestuosos que a vida apresenta? Mesmo no sofrimento não podemos desistir, olhemos com carinho para esses sinais, pois por eles também advêm rumos de transformações para nossa vida, semelhante a Cristo, que experimentou o sofrimento da cruz, mas que nessa passagem emergiu a vitória com a ressurreição, o triunfo da plena vida nova.
Jamais podemos alimentar pensamentos negativos diante das situações de sofrimento, devemos confiar no Senhor, pois Ele quer nos ajudar. Só que muitos seguem contra a maré, afirmando a ausência de Deus nas situações de perigos que enfrentam na vida. Enganam-se quem age dessa maneira. Muitos que pela falta de fé, não percebem a presença de Deus nos pequenos sinais que a vida apresenta, querem enxergar a manifestação de Deus através de coisas mirabulosas.
Enfim, reconheçamos as limitações da fraqueza humana, e ergamos nossa cabeça quando estiver passando por alguma aflição. Seja vencedor, e supere todos esses obstáculos, confiando no Senhor, pois Ele dará forças para seguir adiante na vida. Cuidado que os laços preparados pela força maligna querem a todo o momento sufocá-lo para torná-lo escravo e prisioneiro. Não deixe sua vida ser laçada pelo caçador (inimigo) que almeja devorá-la para arruinar todos os seus planos e sua liberdade.     
Muitas investidas contra nós virão querendo nos devorar, mas confiando no auxílio do Senhor, que fez o céu e a terra todos os laços maléficos se arrebentaram, pois o Senhor quer nos livres, para respirar a vida e viver bem. Aproveite esta graça de Deus concebida especialmente a você. Deus deseja você uma pessoa livre de todo o mal. Acredite!!!
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