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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Revista Digital dos CatequistasUnidos


Queridos irmãos e irmãs, a Paz de Cristo!
É com grande alegria que apresentamos a mais nova ferramenta de comunicação para os Catequistas: A Revista Digital dos Catequistas Unidos!
Este está sendo um projeto pensado com bastante carinho, buscando aproximar ainda mais os Catequistas na internet que buscam aprofundar seus conhecimentos e também compartilhar suas experiências na vida pastoral.

A cada mês, será uma nova edição com conteúdo formativo e informativo, preparado por Catequistas que vivenciam o dia-a-dia da Iniciação à Vida Cristã.
Você gostou do nosso projeto? Quer fazer parte dele? Converse conosco através dos contatos abaixo e junte-se a nós!
Site: http://catequistasunidos.wixsite.com/catequistasunidos
Fanpage: https://www.facebook.com/catequistas.unidos/ 
Um fraterno abraço!
Equipe Catequistas Unidos
Para ler a revista, clique aqui!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Bênção Solidária




Amigos, a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus - Casa Forte, em comemoração ao dia de São Francisco de Assis - padroeiro e defensor de todos os seres vivos - fará na próxima quarta, dia 04/10, uma Bênção Solidária dos animais. 
Traga o seu melhor amigo para receber uma bênção especial e doe uma ração para gato e cachorro. 

Venha celebrar!

 Horários: 08h às 10h; 15h às 17h; 19:30h às 21:30h

E viva São Francisco!




sábado, 30 de setembro de 2017

Palavra do Arcebispo para o Mês da Bíblia

Postado por , no site http://www.arquidioceseolindarecife.org/
Com o início do Mês da Bíblia, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, envia sua mensagem aos fiéis da Arquidiocese, fazendo reflexão sobre a confiança na Palavra que transforma. Primeiro escrito de todo o Novo Testamento, a Carta de Paulo aos Tessalonicenses é o tema deste mês, facilmente aplicável ao contexto mundial da atualidade. Boa leitura.

O Evangelho e a vida
A cada ano, a CNBB propõe um tema e um lema para o Mês da Bíblia que sempre ocorre em setembro. Nesse ano, o livro escolhido é a 1ª Carta de Paulo aos Tessalonicenses. Essa carta deve ser o fio condutor desse mês da Bíblia de 2017, com o lema: “Anunciar o Evangelho é doar a própria vida” (1 Ts 2,8).

Tessalônica é uma cidade que até hoje existe na região da Macedônia, norte da Grécia. Conforme os Atos dos Apóstolos, no início dos anos 50, Paulo e sua equipe de missionários passam em Tessalônica e fundam uma comunidade cristã (At 17, 1-9). Como os chefes da sinagoga perseguem Paulo, ele é obrigado a fugir para a Pereia. Depois, passa uns seis meses em Corinto. Ali, recebe notícias boas a respeito dos irmãos de Tessalônica. Então, junto com Timóteo e Silas, escreve essa carta para fortalecer a comunidade na fé e para responder algumas dúvidas e questões que aqueles irmãos lhe mandam perguntar.

A 1ª Carta aos Tessalonicenses é o primeiro escrito de todo o Novo Testamento. Paulo a escreveu uns 20 anos antes de que saísse o primeiro Evangelho (Marcos). Embora a carta tenha sido escrita para responder a problemas concretos da comunidade daquela época, contém muitos elementos que podem ser atuais em nossa missão. Sem dúvida, o mais importante deles é que o evangelho não é apenas um ensinamento ou doutrina, mas a boa notícia do reino de Deus que vem através da manifestação (parusia) de Jesus, nosso Salvador. Por isso, o anúncio do evangelho só pode ser feito com a vida e não apenas por palavras. Pede de nós uma permanente mudança no nosso modo de ser e no modo de nos relacionar com os outros. Também supõe uma profunda abertura em relação aos problemas e necessidades do mundo no qual vivemos. Paulo e seus companheiros escreveram essa carta quando estavam refugiados em Corinto, perseguidos por chefes religiosos da sinagoga. Eles não foram perseguidos porque pregavam doutrinas diferentes. O Judaísmo da época tinha uma imensidade de grupos, cada um pregando interpretações diversas da Bíblia. Paulo e seus companheiros foram perseguidos pelos rabinos porque faziam comunidades inclusivas nas quais pobres, migrantes e gente considerada pelos religiosos como pecadoras eram todos/as acolhidos/as dentro da comunidade de fé e de vida. Esse é o chão a partir do qual devemos ler a Bíblia na realidade atual brasileira.

É bom lembrar que, na nossa arquidiocese, em 1968, quando nosso pastor Dom Helder Camara já tinha sua voz censurada pelos militares e não podia falar nos meios de comunicação, ele usou a Rádio Olinda e no mês da Bíblia de 1968 iniciou o programa de rádio “Encontro de Irmãos” para “devolver a Bíblia aos mais pobres”. Durante uma semana, o arcebispo falava durante três minutos, comentava um texto bíblico e propunha duas perguntas para que os grupos formados nas periferias de nossas cidades continuassem a discutir o assunto proposto. A acolhida foi tão boa e o resultado tão fecundo que o programa continuou indo muito além do mês da Bíblia. Durante anos, mobilizou muitos grupos populares para tempos fortes do ano litúrgico, como novena de Natal, a Quaresma, o mês da Bíblia e outros. E alguns anos depois (Pentecostes de 1974) começava oficialmente o Movimento de Evangelização Encontro de Irmãos que até hoje existe em nossa arquidiocese e continua a reunir os grupos e ligar o evangelho e a vida.

Que esse mês da Bíblia nos faça a todos, fiéis leigos de todas as comunidades e paróquias da diocese, assim como também a todos os/as nós, ministros do Evangelho, religiosos/as, diáconos e padres, retomar o gosto da leitura e da meditação da Palavra de Deus na Bíblia, com profunda confiança de que essa Palavra transforma a nossa vida.
Em um de seus mais belos escritos, o sermão pronunciado em sua ordenação presbiteral, Gregório de Nissa, pastor da Igreja oriental, no século IV, propunha: “Imagine-se uma pessoa que caminha no deserto, sob o sol escaldante do meio-dia. Você está sedento e não tem água. De repente, à margem do caminho, eis uma fonte de águas límpidas e transparentes ali ao seu alcance. Sem dúvida, não lhe passará pela cabeça ficar raciocinando sobre a natureza da água, nem perder tempo com estudos sobre como aquela água chegou até ali. Você vai simplesmente aproximar-se da fonte, jogar o seu corpo por terra e beber daquela água até saciar”.

Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo de Olinda e Recife

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Que tipo de Bíblia você tem em casa?





1ª Bíblia Triste : Sou a Bíblia triste, meu dono até que me lê, mas não interpreta corretamente minhas Palavras e não pratica meus ensinamentos.

2ª Bíblia Rasgada: Sou a Bíblia rasgada, dentro de mim estão escritas palavras doce como o mel, mas meu dono muito desligado, me deixa em qualquer lugar e nas mãos de quem não tem cuidado!

3ª Bíblia Suja: sou a Bíblia Suja, sou colocada na estante como objeto de decoração. Fico lá no mesmo lugar, sempre aberta na mesma página, no mesmo salmo, pegando poeira. Ninguém me tira dali para ler e meditar meu conteúdo! 

4ª Bíblia desanimada e esquecida: Sou a Bíblia esquecida e desanimada. Meu dono não me usa, não me leva para o grupo de oração, para os encontros de catequese... às vezes até me leva, mas depois não me procura mais. Fico lá no canto até a próxima semana. Esquece-se de que sou a fonte inspiradora, luz que ilumina, Palavra que conforta, Pão que alimenta!

5ª Bíblia Feliz: sou a Bíblia Feliz, sirvo sempre que sou desejada. Meu dono me carrega com orgulho, Me lê, acredita em minhas Palavras, pois sabe que sou para os cristãos a espada.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Exposição: Um Padre Nosso


Exposição: Um Padre Nosso

Teve início no dia 05 de agosto, a Exposição Um Padre Nosso, no 2º piso do Shopping Center Plaza. A exposição mostra, através de fotos e textos e com base no livro de Vera Ferraz, Um Padre Nosso, um pouco da vida do saudoso padre Edwaldo, que foi pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro de Casa Forte, por 47 anos. 



                             A Arquiteta Manuela, da Pascom, fez o projeto, com textos de Vera Ferraz e fotos da Pascom.








                                 Você está convidado a visitar a exposição Um Padre Nosso, que estará exposta até o dia 19 de agosto.

http://www.paroquiadecasaforte.com.br/2017/08/exposicao-um-padre-nosso.html

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Exame de Consciência para confissão de crianças e adolescentes





O MEU COMPORTAMENTO COM DEUS

(   ) Rezo todos os dias, devagar e com atenção, as orações da manhã e da noite?
(  ) Lembro-me de Deus durante o dia?
(  ) Tenho o mau hábito de falar d’Ele com pouco respeito?
( ) Participo da Santa Missa todos os domingos e dias de guarda sem preguiça?
(  ) Escuto com atenção a Palavra de Deus?
(  ) Acompanho bem as orações?
(  ) Chego cedo à Missa e assisto de boa vontade, não atrapalhando os outros?
(  ) Tenho o desejo de conhecer melhor Nosso Senhor?
(  ) Quero fazer sempre o que Ele diz e comportar-me como Ele quer?
(  ) Na igreja, comporto-me com respeito?
(  ) Lembro-me de que a igreja é a casa de Deus, não corro, não converso durante a missa?
(  )  Passo pelo altar sem cumprimentar Jesus no sacrário com uma genuflexão bem feita?
(  ) Vou à igreja bem vestido, com uma roupa própria e decente?
(  ) Amo Nossa Senhora e converso, todas as noites, com Ela?
(  ) Rezo a Ave-Maria, pensando que Ela é a Mãe de Jesus e me ama como a um filho?
( ) Falo todas as manhãs com o Anjo da Guarda para que me acompanhe e me proteja durante todo o dia?
(  ) Quando recebo uma boa notícia, agradeço ao Senhor todas as coisas boas que Ele me deu?

O MEU COMPORTAMENTO COM A FAMILIA E COM O PRÓXIMO

(  ) Sou carinhoso com o meu pai e a minha mãe?
(  ) Sou carinhoso com o meus irmãos?
(  ) Sou carinhoso com o meus avós?
(  ) Sei agradecer o carinho que os meus pais têm por mim?
(  ) Respondo com má educação e nem os deixo tristes com o meu comportamento?
(  ) Obedeço rapidamente aos meus pais, sem reclamar?
(  ) Sei que aquilo que me dizem é para o meu bem?
(  ) Falo sempre a verdade, mesmo que tenha que passar vergonha?
(  ) Gosto de ajudar em casa?
(  ) Trato com respeito os meus avós e as pessoas mais velhas?
(   ) Sou egoísta com as minhas coisas? Sei emprestá-las sempre e dividi-las com os meus irmãos e amigos?
(  ) Na escola, comporto-me bem com todos?
(  ) Assisto bem às aulas?
(  ) Converso enquanto o professor está falando?
(  ) Não perco  tempo e nem atrapalho os meus colegas?
(  ) Dedico ao estudo o tempo suficiente?
(  ) Brigo com os meus companheiros?
(   ) Nas brincadeiras, não me importo em vencer ou perder, sou leal e respeito as regras do jogo?          
(  ) Sei perder sem ficar com raiva?
(  ) Sei ser amigo dos meus companheiros?
(  ) Ajudo-os nas necessidades?
(  ) Faço brincadeiras de mau-gosto com eles?
(  ) Faço fofocas?
(  ) Sei perdoar os colegas quando me fazem um pequeno desaforo?
(  ) Tenho inveja das coisas que eles fazem?
(  ) Sou sincero?
(  ) Falo sempre a verdade, mesmo que me custe?

(  ) Não minto?
(  ) Digo que fiz coisas certas, quando na verdade fiz tudo errado e mal feito?
(  ) Falo sempre a verdade aos meus pais?

O MEU COMPORTAMENTO COMIGO MESMO

(  ) Peguei coisas que não são minhas sem pedir?
(  ) Já roubei alguma coisa, mesmo de pouco valor?
(  ) Uso mal as minhas coisas, as desperdiço ou as estrago?
(  ) Deixo de pegar para mim algumas coisas de que gosto, para oferecê-las a Jesus e dá-las aos pobres?
(  ) Faço logo as coisas que devo fazer?
(  ) Tenho má vontade e  preguiça?
(  ) Escolho as coisas mais fáceis e deixo as mais difíceis para a última hora?
(  ) Faço todos os dias os meus deveres da escola?
(  ) Sigo sempre as orientações dos professores?
(  ) Deixo as coisas pela metade ou faço tudo até o fim?
(  ) Sou desordenado?
(  ) Deixo as coisas que uso jogadas de qualquer jeito?
(  ) Sei ter e seguir um horário?
(  ) Sou pontual nos meus compromissos?
(  ) Falto à aula por preguiça?
(  ) Sou guloso ou caprichoso demais?
(  ) Estou sempre reclamando?
(  ) Sei contentar-me com o que me dão?
(  ) Deixei-me levar pela curiosidade ruim?
( ) Olhei revistas e fotografias indecentes, programas de televisão que não prestam?
(  ) Sei ter respeito por mim mesmo e pelo meu corpo?
(  ) Evito gestos ou atos contrários à santa pureza?
(  ) Cuido da higiene e da modéstia?
(  ) Não uso uma linguagem grosseira?
(  ) Não falo palavrões?
(  ) Não ofendo os outros?


Esse exame de consciência deve ser feito com calma, em casa, em momento de oração, pouco antes da  pessoa ir se confessar. Você pode orientar o seu filho a marcar os itens dos pecados que ele cometeu, anotar em um papel e levar para a confissão, devendo,  lê-lo diante do sacerdote.
Essa orientação  é para que se evite esquecimento,  mormente, quando se está nervoso, fato muito comum nessa situação. Depois da confissão deve-se rasgar ou queimar as anotações.

Que Deus os abençoe!

 Este exame peguei no blog: http://comosercristacatolica.blogspot.com.br/2011/06/exame-de-consciencia-para-confissao-das.html

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

60 anos de ordenação sacerdotal de Padre Edwaldo Gomes

Missa em Ação de Graças pelos 60 anos de Ordenação Sacerdotal de Padre Edwaldo.
Contamos com a sua presença! 
Venha participar!
02 de Dezembro, às 19h30, na Matriz de Casa Forte.


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Festa das Crianças da Catequese

Na tarde de sábado dia 15 Out, no dia do professor, celebramos no Salão Paroquial, com muito carinho, o dia das crianças da Catequese da Casa Forte, foram momentos de brincadeiras e diversão conduzidos por catequistas animados e dedicados em clima de confraternização entre catequistas, crianças e adolescentes.
Nas mãos das crianças o mundo virou um conto de fadas, e de repente entrou na brincadeira os personagens de Frozen. Um presente dado pela equipe da Bekalândia Festas Infantis Recife - Animação e Recepção, que abrilhantou nossa festa.
Na inocência do sorriso infantil, tudo é possível, menos a maldade.
Crianças são anjos, são pedaços de Deus que caíram do céu. Uma Igreja sem criança é uma Igreja sem graça e sem vida.
De olhos abertos a criança não enxerga o feio, o diferente, apenas aceita o modo de ser de cada um que lhe dirige o caminho.
De ouvidos atentos a criança gosta de ouvir tudo como se os sons se misturassem formando uma doce vitamina de vozes, vozes que ela pode imitar, se inspirar para crescer.
Criança lembra: cor, amor, arco-íris, rosas, doce de brigadeiro lembra também o menino Jesus no aconchego do colo de Maria nossa eterna protetora.
Na catequese da Casa Forte nossas crianças se aproximam de personagens, que não são contos de fadas, como Moisés e o Rei Davi e os ensinamentos do verdadeiro e único herói, JESUS CRISTO, aquele que irá fazê-las crescer em sabedoria e estatura espiritual.
É festa em nossa catequese. Ser criança é estar de bem com a vida,
é ter toda a energia do Universo em si. Feliz Dia Das Crianças!

“Deixem que as crianças venham a mim, porque o Reino de Deus pertence àqueles que são semelhantes a uma criança. Eu lhes digo a verdade: Todo aquele que se recusar a vir a Deus como uma criança, nunca lhe será permitido entrar no seu Reino”. Então ele tomou as crianças nos braços, pôs as mãos sobre a cabeça delas, e as abençoou. (Marcos 10:13-16)^. Texto escrito pelo catequista Genivaldo da Silva

























segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Homilia do Papa Francisco no Jubileu dos Catequistas

JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Praça São Pedro
Domingo, 25 de setembro de 2016



Na segunda Leitura, o apóstolo Paulo dirige a Timóteo – e a nós também – algumas recomendações que tinha a peito. Entre elas, pede que «guarde o mandamento, sem mancha nem culpa» (1 Tm 6, 14). Fala apenas de um mandamento, parecendo querer fazer com que o nosso olhar se mantenha fixo no que é essencial na fé. De facto, São Paulo não recomenda uma multidão de pontos e aspetos, mas sublinha o centro da fé. Este centro à volta do qual tudo gira, este coração pulsante que a tudo dá vida é o anúncio pascal, o primeiro anúncio: O Senhor Jesus ressuscitou, o Senhor Jesus ama-te, por ti deu a sua vida; ressuscitado e vivo, está ao teu lado e interessa-Se por ti todos os dias. Isto, nunca o devemos esquecer. Neste Jubileu dos Catequistas, pede-se-nos para não nos cansarmos de colocar em primeiro lugar o anúncio principal da fé: o Senhor ressuscitou. Não há conteúdos mais importantes, nada é mais firme e atual. Cada conteúdo da fé torna-se perfeito, se se mantiver ligado a este centro, se for permeado pelo anúncio pascal; mas se, pelo contrário, se isolar, perde sentido e força. Somos chamados continuamente a viver e anunciar a boa-nova do amor do Senhor: «Jesus ama-te verdadeiramente, tal como és. Dá-Lhe lugar: apesar das deceções e feridas da vida, deixa-Lhe a possibilidade de te amar. Não te dececionará».
O mandamento de que fala São Paulo faz-nos pensar também no mandamento novo de Jesus: «Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 15, 12). É amando que se anuncia Deus-Amor: não à força de convencer, nunca impondo a verdade nem mesmo obstinando-se em torno de alguma obrigação religiosa ou moral. Anuncia-se Deus, encontrando as pessoas, com atenção à sua história e ao seu caminho. Porque o Senhor não é uma ideia, mas uma Pessoa viva: a sua mensagem comunica-se através do testemunho simples e verdadeiro, da escuta e acolhimento, da alegria que se irradia. Não se fala bem de Jesus, quando nos mostramos tristes; nem se transmite a beleza de Deus limitando-nos a fazer bonitos sermões. O Deus da esperança anuncia-Se vivendo no dia-a-dia o Evangelho da caridade, sem medo de o testemunhar inclusive com novas formas de anúncio.
O Evangelho deste domingo ajuda-nos a compreender o que significa amar, especialmente a evitar alguns riscos. Na parábola, há um homem rico que não se dá conta de Lázaro, um pobre que «jazia ao seu portão» (Lc 16, 20). Na realidade, este rico não faz mal a ninguém, não se diz que é mau; e todavia tem uma enfermidade pior que a de Lázaro, apesar deste estar «coberto de chagas» (ibid.): este rico sofre duma forte cegueira, porque não consegue olhar para além do seu mundo, feito de banquetes e roupa fina. Não vê mais além da porta de sua casa, onde jazia Lázaro, porque não se importa com o que acontece fora. Não vê com os olhos, porque não sente com o coração. No seu coração, entrou a mundanidade que anestesia a alma. A mundanidade é como um «buraco negro» que engole o bem, que apaga o amor, que absorve tudo no próprio eu. Então só se veem as aparências e não nos damos conta dos outros, porque nos tornamos indiferentes a tudo. Quem sofre desta grave cegueira, assume muitas vezes comportamento «estrábicos»: olha com reverência as pessoas famosas, de alto nível, admiradas pelo mundo, e afasta o olhar dos inúmeros Lázaros de hoje, dos pobres e dos doentes, que são os prediletos do Senhor.
Mas o Senhor olha para quem é transcurado e rejeitado pelo mundo. Lázaro é o único personagem, em todas as parábolas de Jesus, a ser designado pelo nome. O seu nome significa «Deus ajuda». Deus não o esquece… Acolhê-lo-á no banquete do seu Reino, juntamente com Abraão, numa rica comunhão de afetos. Ao contrário, na parábola, o homem rico não tem sequer um nome; a sua vida cai esquecida, porque quem vive para si mesmo não faz a história. E um cristão deve fazer a história; deve sair de si mesmo, para fazer a história. Mas quem vive para si mesmo, não faz a história. A insensibilidade de hoje escava abismos intransponíveis para sempre. E hoje caímos nesta doença da indiferença, do egoísmo, da mundanidade.
E há outro detalhe na parábola: um contraste. A vida opulenta deste homem sem nome é descrita com ostentação: nele, carências e direitos, tudo é espalhafatoso. Mesmo na morte, insiste em ser ajudado e pretende os seus interesses. Ao contrário, a pobreza de Lázaro é expressa com grande dignidade: da sua boca não saem lamentações, protestos nem palavras de desprezo. É uma válida lição: como servidores da palavra de Jesus, somos chamados a não ostentar aparência, nem procurar glória; não podemos sequer ser tristes ou lastimosos. Não sejamos profetas da desgraça, que se comprazem em lobrigar perigos ou desvios; não sejamos pessoas que vivem entrincheiradas nos seus ambientes, proferindo juízos amargos sobre a sociedade, sobre a Igreja, sobre tudo e todos, poluindo o mundo de negatividade. O ceticismo lamentoso não se coaduna a quem vive familiarizado com a Palavra de Deus.
Quem anuncia a esperança de Jesus é portador de alegria e vê longe, tem pela frente horizontes, e não um muro que o impede de ver; vê longe porque sabe olhar para além do mal e dos problemas. Ao mesmo tempo, vê bem ao perto, porque está atento ao próximo e às suas necessidades. Hoje o Senhor pede-nos isto: face aos inúmeros Lázaros que vemos, somos chamados a inquietar-nos, a encontrar formas de os atender e ajudar, sem delegar sempre a outras pessoas nem dizer: «Ajudar-te-ei amanhã, hoje não tenho tempo, ajudar-te-ei amanhã». E isto é um pecado. O tempo gasto a socorrer os outros é tempo dado a Jesus, é amor que permanece: é o nosso tesouro no céu, que nos asseguramos aqui na terra.
Concluindo, amados catequistas e queridos irmãos e irmãs, que o Senhor nos dê a graça de sermos renovados cada dia pela alegria do primeiro anúncio: Jesus morreu e ressuscitou, Jesus ama-nos pessoalmente! Que Ele nos dê a força de viver e anunciar o mandamento do amor, vencendo a cegueira da aparência e as tristezas mundanas. Que nos torne sensíveis aos pobres, que não são um apêndice do Evangelho, mas página central, sempre aberta diante de todos.

domingo, 25 de setembro de 2016

Abecedário da Bíblia




A Bíblia é:
 
A – Âncora da alma
B – Bússola do navegante
C – Capacete da Salvação
D – Diretriz para o viver cristão
E – Espada do Espírito
F – Flecha do Valente
G – Guardiã do viajante
H – Horizonte sem par
I – Invencível Palavra de Deus
J – Jóia dada por Deus
L – Lenitivo para o coração aflito
M – Manancial de riquezas
N – Nutrição do salvo
O – Oásis de amor
P – Provisão para a alma sedenta
Q – Quinhão de delícias
R – Rio de águas vivas
S – Saúde para o espírito abatido
T – Tesouro incomparável
U – Unção para o pregador
V – Vereda certa para o justo
X – Xilógrafo que imprime nosso caráter
Z – Zelo de cada cristão

*um Poema de Natanael Santos
FONTE: http://poesiaevanglica.blogspot.com/