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sábado, 28 de dezembro de 2013

Leiam o livro "A Cabana"

Acabei de ler o livro "A Cabana". Excelente. Quem ainda não leu deveria ler, pois vale a pena.


Sinopse - A Cabana - William P. Young

A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe... leia mais uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.


domingo, 22 de dezembro de 2013

Convite


Os paroquianos de Brasília Teimosa convidam a todos para solene celebração litúrgica presidida por nosso Arcebispo na qual homenagearão os 23 anos de sacerdócio do Fr Evilásio e seu áureo jubileu de vida.
Será nesta segunda feira (23/12) às 19h!
Frei  Evilásio é o presidente da Comissão Arquidiocesana para Animação Bíblico Catequética.
 Participem!

Visão Cristã: Natal: não é a festa de aniversário de Jesus!

Visão Cristã: Natal: não é a festa de aniversário de Jesus!: Eis o Natal, uma das grandes festas cristãs. Gostaria de explicar o sentido desta celebração, já que atualmente parece que os cristãos anda...

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mensagem de D. Fernando Saburido


A verdadeira fé no Filho de Deus feito carne é inseparável do dom de si mesmo, da pertença à comunidade, do serviço, da reconciliação com a carne dos outros. Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura. Papa Francisco, na exortação apostólica “A alegria do Evangelho”, n. 88

Queridos irmãos e irmãs,
Sem dúvida, a novidade desse Natal de 2013, para nós e para toda a Igreja Católica, é a voz profética do papa Francisco. Na exortação apostólica Evangelii Gaudium, ele atualiza para nós as palavras do anjo aos pastores de Belém: “Eu vos anuncio uma grande alegria” (cf. Lc 2,10). O papa retoma o anúncio do Natal, não como repetição do nascimento de Jesus e, sim, como atualização da sua vinda entre nós, a trazer-nos o seu reino de alegria, justiça e paz, em meio às contradições do mundo. Para nós, a memória do nascimento de Jesus, em Belém, deve nos levar a um novo nascimento pascal, em nosso caminho de conversão cotidiana. Infelizmente, muitos cristãos transformaram essa dimensão de Advento do Reino apenas em uma celebração sentimental do Natal, como se se tratasse de uma repetição do nascimento de Jesus. Enzo Bianchi, prior do Mosteiro de Bose (Itália), chama isso de “ingênua regressão devota que empobrece a esperança cristã”.
Ao contrário, o papa Francisco nos convida a vivermos hoje a espiritualidade do Natal, assumindo a humanidade como Jesus. Convida-nos a nos abrir, cada vez mais, a todas as pessoas que encontramos e a elas manifestar, pelo nosso modo de ser, “a bondade e a simpatia do nosso Deus” (Tito 3, 3-7). Para isso, temos de dar o testemunho de uma Igreja mais simples, pobre e verdadeiramente “em saída”. Desde que nasceu, Jesus viveu o que o Novo Testamento chama de kénosis (esvaziamento de si mesmo). Fez-se pobre e pequeno, até a morte e morte de Cruz (cf. Fl 2,5ss).
A nossa arquidiocese é chamada a retomar sua história de Igreja em missão, especialmente a partir dos pequeninos e a inserir-se nos problemas sociais e humanos de nossa realidade. Nesse Natal, como pastor da Igreja de Olinda e Recife, renovo o meu compromisso de servir a todos vocês, como “irmão e companheiro nas aflições e no testemunho do reino” (Ap 1,9).
Comprometo-me a sempre mais manifestar o jeito de irmão e servidor junto com vocês todos/as, mais do que o de chefe e líder da porção do povo de Deus a nós confiado. Contem comigo, para animá-los nos momentos de desânimo, confortá-los nas dificuldades e encorajá-los no caminho do reino. Que, nesse Natal, as pessoas possam ver que, realmente, o Verbo se fez carne pelo fato de que nós, padres, diáconos, religiosos/as e todos os cristãos, nos tornamos pessoas tão verdadeiramente impregnadas de humanidade que só mesmo sendo cheios/as da presença divina. Feliz Natal e próspero Ano Novo para todos vocês.
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Aniversário de ordenação Sacerdotal de Pe Deyvson Soares



"Não fostes vós que Me escolheste, mas fui Eu que vos escolhi, para que vá e produza fruto, e que o vosso fruto permaneça" (João 15,16)





Há acontecimentos e datas que não devemos esquecer. No que diz respeito a uma vocação, se torna muito mais importante fazer memória, principalmente como atitude de ação de graças pelo dom recebido. É neste contexto que comemoramos hoje, 18/12, o aniversário de ordenação do nosso vigário, Padre Deyvson Soares.

Podemos afirmar que comemorar o aniversário de ordenação é comemorar a vida, pois o sacerdote não é apenas o homem da liturgia, mas faz da sua vida um culto litúrgico, uma entrega, uma doação, identificando-se com a realidade da cruz, que é doação e entrega, se entregando aos irmãos e à Igreja, fazendo de sua vida um sacramento intenso e fecundo.

Dia 18 de dezembro é um dia festivo para todos nós e principalmente para Deus, ao ver que um filho amado ao qual escolheu para trilhar em seus caminhos, tornou-se um pastor de muitas ovelhas, pois um dia ouviu esse chamado e disse seu sim.

E nós somos muito gratos, Pe. Deyvson, pelo seu sim, onde Deus nos presenteou com você em nossa comunidade para que juntos, chegássemos mais próximos ao coração de Deus.

Obrigado pelo seu esforço, dedicação e pelo seu carinho por todos nós.

Obrigado por ser este fiel amigo, este pai espiritual que conduz os nossos passos sempre em direção a Deus.

Missa festiva às 18h30, na Igreja do Poço da Panela.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

PREPARAÇÃO PRÓXIMA DO NATAL NA PARÓQUIA DE CASA FORTE


17 a 24 de dezembro
Dia 17 – Terça-feira: RECITAL DE NATAL com o Coral Viver Casa Forte
Dia 18 – Quarta-feira, das 9 às 12 h Confissões Particulares
16 h Celebração Penitencial: Adolescentes e Jovens
20 h Celebração Penitencial: Adolescentes e Jovens
Dia 19 – Quinta-feira, às 20 h 30 Celebração Penitencial para os Pais
Dia 20 – Sexta-feira, das 9 às 12 h Confissões Particulares
16 h Celebração Penitencial: Adultos em Geral
Celebração das Missas
Dia 24 de dezembro, às 20 h - CELEBRAÇÃO CAMPAL DE NATAL
Dia 25 de dezembro, às 17 e 19 h Missas Festivas
Dia 31 de dezembro, às 20 h, na Matriz, CELEBRAÇÃO DE ANO NOVO
Dia 1º de janeiro, DIA SANTO, às 17 h e 19 h 30, Missas Festivas

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Comissão Regional Nordeste 2 Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética: Escola regional de Animação Bíblico Catequética re...

Comissão Regional Nordeste 2 Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética: Escola regional de Animação Bíblico Catequética re...: No período de um ano e meio a comissão Regional de Animação Bíblico Catequética do Regional Nordeste 2 achou por bem pensar em um proces...

Pe Elison Silva lançará DVD de formação de catequistas‏‏‏



Acontecerá no dia 17 de dezembro o lançamento do primeiro DVD “Jesus Modelo de Catequista” do Padre Elison Silva, visando a formação de catequistas em nossa Igreja. O lançamento acontecerá às 19h30 na Paróquia Nossa Senhora das Dores, no bairro da Santa Lúcia, Maceió-AL.

Padre Elison é Membro do Grupo de Reflexão Bíblico Catequética - GREBICAT que é formado por Biblistas e Catequetas que assessoram na reflexão, orientação e animação bíblica da catequese e a na animação bíblica de toda Pastoral da CNBB. Membro da Sociedade de Catequetas que tem como finalidade favorecer a convergência de pessoas qualificadas no campo da catequese e o livre intercâmbio de pesquisas e experiências que promovam o avanço nesta área pastoral. É Especialista em Pedagogia Catequética pela PUC-Goiás. Coordenador da Comissão Regional Nordeste 2 de Animação Bíblico Catequética da CNBB. Diretor do Instituto Bíblico Catequético da Arquidiocese de Maceió. Membro da Comissão Arquidiocesana de Animação Bíblico Catequética.

A partir do dia 17 de dezembro o DVD estará disponível para todo o Brasil.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mentiras e verdades sobre papai noel

(Esta mensagem recebi por email)



"A genealogia do papai noel que temos entre nós mostra que ele nada mais é do que um logotipo comercial, utilizado em grande escala como símbolo dos novos tempos de um capitalismo consumista em expansão e impiedoso com os valores e a mensagem do Natal de Jesus. Ele representa a o espírito do capitalismo consumista", escreve Castor Bartolomé Ruiz, professor nos cursos de graduação e pós-graduação em Filosofia da Unisinos.
Eis o artigo.
Assistimos a uma verdadeira invasão da falácia mitológica de “papai noel”. Ela não é casual. Este mito atua como ponta do Iceberg da subjetivação consumista dominante por todos os lados do planeta. Nesse frenesi do consumo, o nascimento de Jesus, Natal, aparece como um obstáculo para a lógica capitalista do lucro comercial. O espírito do menino Jesus nascendo pobre, numa opção pelos pobres, mostrando a liberdade através do desprendimento, representa tudo o contrário da ideologia consumista do capitalismo. Por este motivo, a estratégia que, ano após ano, se monta em escala global, é silenciar ao “menino Jesus” para mostrar um outro símbolo mais próximo do consumo: papai noel.
Há uma rivalidade silenciosa, mas fortemente travada, entre o sentido do natal de Jesus e o simbolismo do papai noel. A realidade é que a onipresença comercial de papai noel nas lojas, centros comerciais, propagandas e comerciais de TVE, radio, imprensa, etc., anula a presença do Jesus menino. Cada vez resulta mais difícil entender que o natal que celebramos não é o de papai noel, senão o de Jesus.
A genealogia do nascimento de cada um destes personagens revela o verdadeiro objetivo de sua presença histórica. O nascimento do menino Jesus, pobre numa estrebaria, silencioso numa aldeia longínqua, revela que o essencial da vida humana não está no possuir nem no consumir, mas no ser e na acolhida do Outro.
E o nascimento de papai noel? Conhecer a seu verdadeiro nascimento, ajuda a tirar as máscaras religiosas ou moralistas que tentam justificar e ocultar seu papel de “boneco propaganda”.
O papai noel que nós temos aí, espalhado pelo mundo tudo como símbolo e exemplo do consumismo capitalista em grande escala, ao contrário do que nos querem fazer acreditar, não tem nada a ver com os diversos personagens históricos que, de uma ou de outra forma, e em várias culturas, davam presentes como símbolo de agradecimento ou generosidade. O papai noel das vitrines e comerciais não tem nenhuma relação original com, por exemplo, São Nicolau, bispo cristão do século II, nem com a tradição francesa do “pere noel’, nem com Santa Claus, entre outras. Nenhum destes personagens históricos está relacionado com a origem do “papai noel” comercial atual. Todos esses personagens eram lembrados ou celebrados em outras datas diferentes do Natal de Jesus, nenhum deles tinha relação direta com o Natal nem com dar presentes em Natal.
A verdade é que o “papai noel” das vitrines, o velinho de cores vermelhas e brancas foi produzido, tal qual o conhecemos, por um desenhista da coca-cola, Thomas Nast, o ano de 1931. Segundo o desenho 1 abaixo.
A coca-cola sentia necessidade de impulsionar o consumo de sua bebida numa época de inverso de baixo consumo. Com este objetivo, a empresa lançou uma campanha para criar ideias a respeito. O cartunista Thomas Nast retomou uma vaga ideia tradicional de um velhinho que entregava presentes, e criou o boneco propaganda que conhecemos, com os símbolos do consumo dessa bebida. O personagem é totalmente inventado pela cartunista, inclusive, inicialmente era fumante, algo que posteriormente foi suprimido, pois é politicamente incorreto na atual conjuntura crítica ao fumo.
Foi um outro cartunista da coca-cola, Haddon Sundblom, que na segunda metade do século XX, e a serviço de essa empresa, foi retocando a imagem do boneco propaganda, papai noel, até transformá-lo muito próximo das imagens que hoje circulam dele. As cores da coca-cola, vermelha e branca, continuam a ser os símbolos distintivos deste personagem, comercial por natureza e mercantilista por essência.
A explicação do surgimento de papai noel seguiu o percurso inverso aquele que nos querem fazer acreditar. O boneco propaganda de papai noel foi inventado, especificamente, para circular como logotipo das campanhas comerciais de natal dessa companhia comercial. O vínculo do boneco propaganda “papai noel” com o natal de Jesus só está na intencionalidade estratégica da comercialização capitalista da festa do natal. No lugar de utilizar comercialmente o menino Jesus para incentivar a compra e consumo de mercadorias, que provocaria uma reação contrária pela manipulação descarada da fé cristã, inventaram este personagem que se dobra docilmente aos interesses comerciais da incitação ao consumo.









O passo seguinte foi acontecendo segundo a lógica da sociedade de consumo em grande escala que vivemos. O boneco propaganda criado para uma finalidade concreta da companhia coca-cola, tomou uma dimensão muito maior da prevista ao obter um grande sucesso em diversas campanhas de natal. Por este motivo, todas as associações de comerciantes e as diversas empresas começaram a perceber o potencial propagandístico de vendas e consumo que o boneco de papai noel tinha. Alavancados pelo frenesi de vender e ganhar fazendo consumir, utilizaram o papai noel como marca numa escala mundial.







 Posteriormente houve necessidade de recriar a origem do boneco propaganda, encobrindo a verdade mercantil de sua gênese com uma suposta ascendência histórica em algum ou vários personagens históricos. O papai noel comercial fica muito vulnerável se reduzido a mero boneco propaganda, pois mostra o lado, perverso, de incitação ao consumo que lhe caracteriza. Era necessário ocultar esta verdade com uma outra mentira, afirmando que ele é parte da tradição histórica religiosa ou cultural de várias sociedades. Para tanto, se tento relacioná-lo com São Nicolau, Santa Claus, e várias lendas ou outros personagens históricos que tinham valores humanos bonitos a serem preservados e divulgados. Essa tentativa de inventar uma falsa origem histórica de papai noel esconde o verdadeiro origem comercial deste boneco. A verdade é que na origem deste boneco está um interesse comercial. O vazio histórico do boneco mostra também o vazio existencial a que conduz seu uso estratégico como marca de consumo.









 A genealogia do papai noel que temos entre nós mostra que ele nada mais é do que um logotipo comercial, utilizado em grande escala como símbolo dos novos tempos de um capitalismo consumista em expansão e impiedoso com os valores e a mensagem do Natal de Jesus. Ele representa a o espírito do capitalismo consumista.
Ambos personagens, Jesus e papai noel, são incompatíveis. O Natal de Jesus é um apelo a nos libertar do ter, sermos livres aprendendo a usar sem acumular. O logotipo do papai noel é um incentivo permanente a consumir para viver, fazendo da vida um consumo e do consumo uma forma de vida. O Natal de Jesus mostra que o essencial da vida se encontra naquilo que não se compra nem se pode vender. O essencial da vida tem é gratuidade, é Graça, de graça o recebemos e de graça temos que aprender a doá-lo. O papai noel é um incessante apelo a procurar no ter nosso modo de ser, e transferir para as mercadorias as expectativas de nossas vidas. Por isso o papai noel atua como um fetiche enganador, uma espécie de idolatria das mercadorias. Ele é um bom símbolo da idolatria do mercado. Onde o boneco de papai noel triunfa, o Natal de Jesus fica anulado.
Por outro lado, a simbologia cristã preservou tradicionalmente o Natal de Jesus da dimensão consumista. Em muitas culturas e países, eram os três reis magos que traziam os presentes para as crianças. A festa dos magos é o 6 de janeiro, deslocada do Natal, embora a ele conectada. Os presentes dos magos para o menino Jesus serviam de símbolo para as crianças manterem a expectativa, o sonho da imaginação e do valor de um presente. Na figura dos magos, cada presente tem o valor simbólico do que representa, não o valor consumista da possessão.
FELIZ NATAL DE JESUS !
(sem o papai noel)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Espiritualidade do Advento


- Vejamos algumas das principais dimensões que nos coloca uma real vivência do Advento:
Tempo do Deus da libertação: A liturgia do Advento por meio dos textos do profeta Isaías nos apresenta o Deus que aterra os vales, aplaina as montanhas, faz com que o deserto floresça, coloca juntos o leão e o cordeiro. É o Deus do impossível, que vem para proteger os pobres e dissipar as trevas por meio da sua Luz. (cf. Is 9, 1-6; 40, 1-30; 45, 7-8)
Tempo de expectativa vigilante e alegre: Em toda a liturgia do Advento ressoam as promessas de Deus que foram cumpridas em Jesus Cristo. Porém, no fim dos tempos, irá se realizar em definitivo a história das “promessas de Deus” e aparecerá o objeto de todas essas promessas, isto é, o próprio Deus, visto e contemplado em toda a riqueza da sua graça. É a expectativa gerada no Advento e que nos conduz a um estado de vigilância e de preparação para esse grande momento.
A expectativa vigilante é sempre acompanhada da alegria. Por isso podemos afirmar que o Advento é tempo de expectativa jubilosa porque aquilo que se espera certamente acontecerá. Deus é sempre fiel.
Internet
Tempo de esperança: São Paulo nos mostra que o Deus da revelação de Jesus Cristo é o “Deus da esperança”(Rm 15,13). Por isso toda a Igreja vive dessa grande esperança, e nela nos mergulha no Advento. O povo de Israel esperou o cumprimento das promessas de Deus e a Igreja vive delas. A esperança da Igreja é a mesma do povo de Israel, mas já realizada em Cristo. A Igreja vive, na esperança, a sua existência como graça de Cristo para todos os homens. E pelo mistério do Advento, essa mesma Igreja é chamada a tornar-se sinal concreto de libertação integral do homem.
O Advento é o tempo litúrgico da grande educação à esperança: uma esperança que se torna, pela graça de Deus, forte e paciente; que aceita a hora da provação e da perseguição; enfim, uma esperança confiante.
Tempo de conversão: A experiência nos mostra que não existe possibilidade de esperança e de alegria sem retornar ao Senhor de todo o coração, na expectativa da sua volta. Para isso, precisamos converter radicalmente os nossos corações ao Senhor com a real disposição de deixar o que é velho em nós e assumirmos o novo em nossas vidas.
Coragem! O Advento é o tempo propício de conversão aos duros de coração.
Dimensão histórica da salvação: Deus se fez homem e veio habitar no meio de nós. O Deus eterno quis entrar no tempo e viver a nossa história. Ele é o “Deus-conosco” que salvou a humanidade inteira. E no Advento recordamos essa dimensão histórica da salvação, realizada em Jesus Cristo, que nos conduziu a plenitude dos tempos (cf. Gl 4,4).
Dimensão escatológica do mistério cristão: O Senhor Deus se manifesta em sua Palavra como “Aquele que é, que era e que vem”(Ap 1,4-8; Ex 3,13-14). Por isso, o Advento, com a sua liturgia própria, nos ajuda a ver a história como lugar do agir das promessas de Deus e nos direciona para o seu cumprimento no “Dia do Senhor”.
Dimensão missionária: No Advento, toda a Igreja contempla o Pai que envia seu Filho para salvar os homens por meio da ação (envio) do Espírito Santo. Por isso o Advento de Cristo na Igreja e por meio da Igreja atua-se mediante a missão. Esse Tempo litúrgico é assim, por sua própria natureza, o tempo do aprofundamento do significado autêntico da missão.
A Igreja não vive para si, mas para o mundo. Cada cristão participa dessa missão de proclamar a vinda do Senhor e de esperá-la com uma alegre expectativa. Isso é essencial na vida cristã. E o mistério do Advento nos insere nessa missão.
Enfim, ao contemplarmos e vivermos a espiritualidade do Advento, percebemos duas grandes dimensões: a escatológica (aprofundada até o dia 16 de dezembro) e a natalina (aprofundada do dia 17 a 24 de dezembro).
 
FONTE: Site Shalom