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sábado, 30 de setembro de 2017

Palavra do Arcebispo para o Mês da Bíblia

Postado por , no site http://www.arquidioceseolindarecife.org/
Com o início do Mês da Bíblia, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, envia sua mensagem aos fiéis da Arquidiocese, fazendo reflexão sobre a confiança na Palavra que transforma. Primeiro escrito de todo o Novo Testamento, a Carta de Paulo aos Tessalonicenses é o tema deste mês, facilmente aplicável ao contexto mundial da atualidade. Boa leitura.

O Evangelho e a vida
A cada ano, a CNBB propõe um tema e um lema para o Mês da Bíblia que sempre ocorre em setembro. Nesse ano, o livro escolhido é a 1ª Carta de Paulo aos Tessalonicenses. Essa carta deve ser o fio condutor desse mês da Bíblia de 2017, com o lema: “Anunciar o Evangelho é doar a própria vida” (1 Ts 2,8).

Tessalônica é uma cidade que até hoje existe na região da Macedônia, norte da Grécia. Conforme os Atos dos Apóstolos, no início dos anos 50, Paulo e sua equipe de missionários passam em Tessalônica e fundam uma comunidade cristã (At 17, 1-9). Como os chefes da sinagoga perseguem Paulo, ele é obrigado a fugir para a Pereia. Depois, passa uns seis meses em Corinto. Ali, recebe notícias boas a respeito dos irmãos de Tessalônica. Então, junto com Timóteo e Silas, escreve essa carta para fortalecer a comunidade na fé e para responder algumas dúvidas e questões que aqueles irmãos lhe mandam perguntar.

A 1ª Carta aos Tessalonicenses é o primeiro escrito de todo o Novo Testamento. Paulo a escreveu uns 20 anos antes de que saísse o primeiro Evangelho (Marcos). Embora a carta tenha sido escrita para responder a problemas concretos da comunidade daquela época, contém muitos elementos que podem ser atuais em nossa missão. Sem dúvida, o mais importante deles é que o evangelho não é apenas um ensinamento ou doutrina, mas a boa notícia do reino de Deus que vem através da manifestação (parusia) de Jesus, nosso Salvador. Por isso, o anúncio do evangelho só pode ser feito com a vida e não apenas por palavras. Pede de nós uma permanente mudança no nosso modo de ser e no modo de nos relacionar com os outros. Também supõe uma profunda abertura em relação aos problemas e necessidades do mundo no qual vivemos. Paulo e seus companheiros escreveram essa carta quando estavam refugiados em Corinto, perseguidos por chefes religiosos da sinagoga. Eles não foram perseguidos porque pregavam doutrinas diferentes. O Judaísmo da época tinha uma imensidade de grupos, cada um pregando interpretações diversas da Bíblia. Paulo e seus companheiros foram perseguidos pelos rabinos porque faziam comunidades inclusivas nas quais pobres, migrantes e gente considerada pelos religiosos como pecadoras eram todos/as acolhidos/as dentro da comunidade de fé e de vida. Esse é o chão a partir do qual devemos ler a Bíblia na realidade atual brasileira.

É bom lembrar que, na nossa arquidiocese, em 1968, quando nosso pastor Dom Helder Camara já tinha sua voz censurada pelos militares e não podia falar nos meios de comunicação, ele usou a Rádio Olinda e no mês da Bíblia de 1968 iniciou o programa de rádio “Encontro de Irmãos” para “devolver a Bíblia aos mais pobres”. Durante uma semana, o arcebispo falava durante três minutos, comentava um texto bíblico e propunha duas perguntas para que os grupos formados nas periferias de nossas cidades continuassem a discutir o assunto proposto. A acolhida foi tão boa e o resultado tão fecundo que o programa continuou indo muito além do mês da Bíblia. Durante anos, mobilizou muitos grupos populares para tempos fortes do ano litúrgico, como novena de Natal, a Quaresma, o mês da Bíblia e outros. E alguns anos depois (Pentecostes de 1974) começava oficialmente o Movimento de Evangelização Encontro de Irmãos que até hoje existe em nossa arquidiocese e continua a reunir os grupos e ligar o evangelho e a vida.

Que esse mês da Bíblia nos faça a todos, fiéis leigos de todas as comunidades e paróquias da diocese, assim como também a todos os/as nós, ministros do Evangelho, religiosos/as, diáconos e padres, retomar o gosto da leitura e da meditação da Palavra de Deus na Bíblia, com profunda confiança de que essa Palavra transforma a nossa vida.
Em um de seus mais belos escritos, o sermão pronunciado em sua ordenação presbiteral, Gregório de Nissa, pastor da Igreja oriental, no século IV, propunha: “Imagine-se uma pessoa que caminha no deserto, sob o sol escaldante do meio-dia. Você está sedento e não tem água. De repente, à margem do caminho, eis uma fonte de águas límpidas e transparentes ali ao seu alcance. Sem dúvida, não lhe passará pela cabeça ficar raciocinando sobre a natureza da água, nem perder tempo com estudos sobre como aquela água chegou até ali. Você vai simplesmente aproximar-se da fonte, jogar o seu corpo por terra e beber daquela água até saciar”.

Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo de Olinda e Recife

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Que tipo de Bíblia você tem em casa?





1ª Bíblia Triste : Sou a Bíblia triste, meu dono até que me lê, mas não interpreta corretamente minhas Palavras e não pratica meus ensinamentos.

2ª Bíblia Rasgada: Sou a Bíblia rasgada, dentro de mim estão escritas palavras doce como o mel, mas meu dono muito desligado, me deixa em qualquer lugar e nas mãos de quem não tem cuidado!

3ª Bíblia Suja: sou a Bíblia Suja, sou colocada na estante como objeto de decoração. Fico lá no mesmo lugar, sempre aberta na mesma página, no mesmo salmo, pegando poeira. Ninguém me tira dali para ler e meditar meu conteúdo! 

4ª Bíblia desanimada e esquecida: Sou a Bíblia esquecida e desanimada. Meu dono não me usa, não me leva para o grupo de oração, para os encontros de catequese... às vezes até me leva, mas depois não me procura mais. Fico lá no canto até a próxima semana. Esquece-se de que sou a fonte inspiradora, luz que ilumina, Palavra que conforta, Pão que alimenta!

5ª Bíblia Feliz: sou a Bíblia Feliz, sirvo sempre que sou desejada. Meu dono me carrega com orgulho, Me lê, acredita em minhas Palavras, pois sabe que sou para os cristãos a espada.