Oração:

“Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” Mt 6,24c

Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.
Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.
Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.
Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

“Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24). Com esta frase em destaque, o cartaz desta Campanha da Fraternidade representa o desafio de uma escolha quotidiana em nossa vida.

O fundo escuro evoca a penumbra de um templo onde, no recolhimento da oração, as mãos em atitude de súplica diante de uma vela feita não de cera, mas de dinheiro, revelam o drama do ser humano que precisa de bens materiais para satisfazer suas necessidades, mas que pode também se tornar escravo da ganância.

Aquelas mãos suplicantes dirigem uma prece a Deus, ou ao Dinheiro como se fosse Deus? É a luz de Deus que ilumina ou é o cintilar do ouro que atrai? O dinheiro é necessário no mundo dominado pelo mercado, onde tudo se compra e se vende. Precisa-se de dinheiro para comprar alimentos, roupa, para cuidar da saúde, para pagar o colégio, para adquirir a moradia e custear o lazer.

O cintilar do ouro e das moedas, porém, se mistura facilmente com a ambição e o desamor. Você pode se tornar escravo dos bens materiais e depositar neles a sua segurança. Você pode viver acumulando dinheiro e propriedades como se deles dependesse a sua vida. Você não pensa que seus bens podem ser supérfluos e suas necessidades podem ser imaginárias, induzidas pela propaganda, pela moda, pelas promoções de fim de semana. Você também acaba esquecendo que há crianças abandonadas, pobres morando nas ruas, pessoas famintas e doentes, e fica cuidando do seu dinheiro como se fosse Deus, fechando os olhos sobre as necessidades do próximo.

Este Cartaz convida você a se libertar da dependência dos bens materiais. A pôr a sua confiança em Deus. A fugir da ganância e do egoísmo. A cultivar sentimentos de fraternidade. A contribuir com o seu trabalho e os seus bens, para a construção de um mundo mais justo e solidário.


Inscrição CRISMA 2010

O Sacramento da Crisma vem confirmar nosso sim, nossa doação aos irmãos e selar nosso compromisso com a obra do Pai. Ao nos Crismar ficamos unidos em um só projeto que é a realização do Reino de Deus, que começa aqui e agora com as nossas boas ações.

Você que não é Crismado é chamado a dar o seu “ SIM ” .

A preparação da Crisma tem a duração de 04 meses (de março a junho) com encontros semanais realizados todas as quartas-feiras, nas dependências do Salão Paroquial, no horário das 19:45 às 21:45.

Você pode se inscrever na Secretaria da Paróquia, ou se preferir no site: www.cristoforte.com.br.

Lucas quer ensinar como sermos seguidores de Jesus Cristo
Leitura Bíblica: Lc 1,78-79

1. No Livro “Seguir Jesus – Os Evangelhos” (CRB -1994), há uma explicação que resume tudo o quanto Lucas quer nos transmitir. Ele queria, inspirado por Deus, ajudar as comunidades a fortalecerem sua fé em Jesus Cristo, uma fé vivida num mundo marcado por divisões sociais, econômicas, políticas e religiosas. Duas preocupações percorrem todo o evangelho: a) Quem é Jesus de Nazaré? b) Que significa ser seguidor de Jesus Cristo? Lucas visa responder a estas questões fundamentais.
2. Assim, Lucas apresenta Jesus como o “salvador do mundo”(Lc 2,30-32; 24,27), como o “libertador dos pobres, oprimidos e marginalizados”(Lc 4,18-19;16,17-26), como o “Senhor”(Lc 1,43;5,8), como o “revelador da misericórdia do Pai”(Lc 15,1-32), como o “profeta de Deus”(Lc 24,19), como alguém de muita ação e oração (Lc 6,12;11,1-13).
3. Mostra também que ser discípulo é ir caminhando com Jesus de Nazaré (Lc 9,57-62) ser misericordioso (Lc 10,29-37), ter cuidado com toda e qualquer forma de ganância (Lc 12,33-34), ser servo do senhor (Lc 12,35-49), enfim, fazer o que Jesus fez seguindo-o em seu caminho (Lc 14,25-33).
4. Lucas faz questão de mostrar, também, que a salvação inclui os excluídos pela sociedade e pela própria religião da época e de todos os tempos. Os pobres e pecadores são os últimos que se tornam os primeiros. (Livro da CNBB: Hoje a salvação entrou nesta casa).
5. Lucas quer mostrar, em síntese, o lugar das comunidade na história da salvação. Achando seu lugar na história, elas podem reencontrar orientação e ânimo para seguir em frente. Melhoram a auto-imagem e recuperam a confiança em si mesmas. (Livro da CNBB: Hoje a salvação entrou nesta casa).

LIÇÃO Nº 02
Com vocês, o evangelista e historiador Lucas
Leitura Bíblica: Lc 3,1-2

1. Lendo todo o Evangelho de Lucas dá para ver que o seu autor era uma pessoa entusiasmada por Jesus. Era alguém que fazia parte das comunidades. Era um missionário. Sabemos também que não era judeu. Talvez nem conhecesse a terra de Jesus. E que não conheceu pessoalmente Jesus.
2. Desde o final do século II d.C. se reconhece que o autor do 3º Evangelho é Lucas. Lendo o seu Evangelho percebe-se que era uma pessoa culta, estudada. E conhecia bem a Bíblia ( o Antigo Testamento). Segundo uma antiga tradição ele era médico. Conhecia bem a língua grega (sua língua materna).
3. O Evangelho de Marcos foi escrito em Roma, no centro do Império. Mas o de Lucas não foi escrito nem em Roma, nem na Palestina, na terra de Jesus. Não se sabe ao certo onde foi escrito, mas se deduz que foi entre comunidades de fora da Palestina que viviam em cidades do Império Romano, formadas por gente que na maioria não tinha origem judaica. O Evangelho foi escrito nos anos 80, talvez entre 80 e 85.
4. “Lucas era companheiro de viagem de Paulo. Provavelmente, é ele o “querido médico Lucas”, mencionado na carta aos Colossenses (Cl 4,14). Lucas nasceu em Antioquia, cidade de mais de meio milhão de habitantes. Ele era um cristão convertido do paganismo, ou talvez, como Timóteo, filho de mãe judia e pai grego (At 16,1). De qualquer maneira, antes de entrar na comunidade cristã, tinha convivido com a comunidade dos judeus. Talvez fizesse parte do grupo que ele mesmo chama de “tementes a Deus” (At 10,2.22) ou “adoradores de Deus) (At 16,14). Estes eram pagãos que se sentiam atraídos pela seriedade da proposta da religião dos judeus. Nos sábados, enchiam as sinagogas e gostavam de ouvir as leituras da Lei e dos Profetas.” (Do Livro “O avesso é o lado certo, de Carlos Mesters e Merces Lopes, Publicação CEI e Paulinas, 1998).

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