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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A ASSUNÇÃO DE MARIA E NOSSA ESPERANÇA NA RESSURREIÇÃO

Neste terceiro domingo do mês de agosto, em que celebramos a Assunção de Nossa Senhora ao céu, celebramos também a vocação à vida religiosa. Pessoas chamadas por Deus para formar uma comunidade de fé, seguindo os princípios do evangelho e o carisma de um(a) fundador(a). As leituras deste domingo iluminam o papel de Maria na história da salvação e o dogma de fé na assunção de Maria.

Qual o significado da assunção para os cristãos católicos?

Por que a Igreja transformou em dogma de fé a tradição popular e apócrifa sobre a assunção de Maria?

É nos evangelhos apócrifos que encontramos a tradição sobre a assunção de Maria. Três anos antes de morrer, ela recebeu de Jesus o anúncio de sua morte, no monte das Oliveiras. Em sua casa, em Jerusalém, ela dormiu – daí, a tradição da Dormição de Maria. Jesus veio ao seu encontro nesse momento. Ele pede aos apóstolos que preparem o corpo e o levem até um lugar indicado por ele, no vale de Josafá. Quando ali chegam, eles depositam o corpo de Maria e se sentam à porta do sepulcro. Jesus aparece rodeado de anjos, saúda-os com o desejo de paz, reafirma a escolha de Maria para que dela ele pudesse nascer e pede aos anjos que levem a sua alma para o céu. Jesus ressuscita o seu corpo. Quando o corpo chega ao céu, Jesus coloca a alma novamente no corpo glorioso e a coroa como rainha do céu (cf. a tradição apócrifa sobre Maria, agrupada com base em 15 evangelhos apócrifos, em nosso livro História de Maria, mãe e apóstola de seu Filho, nos evangelhos apócrifos - 2006b).

A Dormição de Maria nasce da fé em que Maria não morreu, mas dormiu. E, por ter sido levada ao céu, assunta, nasceu a terminologia Assunção, usada a partir do século VIII. Essa festa começou a ser celebrada liturgicamente na Igreja do Oriente, no século VI, isto é, entre os anos 600 e 700, propriamente no dia 15 de agosto, a mando do imperador Maurício. A Roma, a festa chegou no século VII.

O dogma da Assunção de Maria, diferentemente da maioria dos dogmas da Igreja Católica, foi proclamado recentemente, em 1950, pelo papa Pio XII, com a bula Munificentissimus Deus. O texto diz o seguinte: “Definimos ser dogma divinamente revelado: que a imaculada mãe de Deus, sempre virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

Mesmo que não esteja dito expressamente no dogma, a Assunção de Maria é o mais apócrifo dos dogmas. Para a fé, acreditar que Maria foi assunta ao céu de corpo e alma significa crer, como afirma Afonso Murad, que “Maria não precisou esperar o fim dos tempos para receber um corpo glorificado.

Depois de sua vida terrena, ela já está junto de Deus com o corpo transformado, cheio de graça e de luz. Deus antecipou nela o que vai dar a todas as pessoas de bem, no final dos tempos” (cf. citado por Faria, 2006b, p.181).

Fonte: Revista Vida Pastoral

8 comentários:

  1. Os evangelhos apócrifos contém tudo o que não há na Bíblia, mas na tradição. Minha bisavó dizia muitas coisas assim. Quando eu li alguns apócrifos, encontrei muitas histórias sobre o Menino Jesus, que eu conhecia nos livros escolares. Bem, o importante é que ela é nossa Mãe e merece ser louvada. Parabéns pelo post!

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  2. Olá Td bem! Estou com alguns problemas no blog mas aos poucos tudo vai se resolvendo.
    Neste final de semana celebramos a ASSUNÇÃO.
    E assim, podemos conceber a idéia de que Maria é intercessora por nós junto a Jesus. Ela é sim a medianeira diante do fruto de seu ventre. Por Maria se chega ao Filho e por Ele ao Pai. A escada que leva ao céu tem degraus distantes e ás vezes fica difícil a subida, mas Nossa Senhora está de pé, firme e incansável a nos estender a mão para ajudar a alcançar o próximo degrau. No alto da escada está Jesus, sempre pronto a atender aos pedidos da Mãe. Jesus nos pega pelos braços e nos leva ao Pai.

    Abraços, Reinaldo Fonseca
    Paróquia São Pedro Apóstolo

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  3. Olá! Vim trazer meu abraço e desejar uma belíssima semana pra você. Desculpe minha ausência, mas nem sempre consigo fazer visitas, embora goste muito de estar sempre aqui.

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  4. ¡ Felicidades ! es un post muy educativo y muy bueno
    Mil bendiciones

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  5. É muito lindo esse dogma da Assunção de Maria, mas desconhecia que era baseado em evangelhos apócrifos (que significa falso). Confesso que isso me entristeceu.
    Beijinho e muita paz, querida.

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  6. Apócrifos são livros que não são considerados inspirados, são de origem incerta, não canônico. A palavra vem do grego (apókriphos) e significa "escondido, secreto".Eles tinham a preocupação de dar maiores informações sobre as pessoas que apareciam na Bíblia, manter viva a esperança no Messias e dar informações sobre o ambiente religioso, cultural e social do período em que surgiram.Muitas vezes refletiam uma fé viva e profunda, misturada com muita imaginação e fantasia. Muitas pinturas e imagens de santos são inspirados em alguns livros apócrifos.
    Livros de grande valor surgiram e vão surgir e podem ser importantes para nos ajudar a encontrar o sentido da vida e dar razões para aquilo em que acreditamos.

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  7. Tereza querida, justamente pelos apócrifos serem de origem incerta não deveriam ser tomados como base de um dogma de fé. Se fosse assim, poderia-se também afirmar que Jesus teve caso amoroso com Maria Madalena, pois muitos apócrifos assim contam, mas como são apócrifos a Igreja ensina a não dar crédito, como foi o caso na ocasião do descobrimento do "Evangelho de Judas Escariotes". O que me entristece é descobrir que para o que convém à Igreja o apócrifo se torna válido. Afinal, se é de origem incerta, como pode servir de base para um dogma de fé?
    Por essas e outras a Igreja se faz muito incoerente, desanimando os fracos (como eu) e dando lenha para cismas no Cristianismo.
    Essa é apenas minha opinião, viu?
    Beijinho e muita paz, minha querida, sempre orantes para que o Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, esclareça sempre mais nosso espírito fortificando nossa fé.

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  8. Errata: Iscariotes e não Escariotes.

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