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sábado, 30 de maio de 2009

Pentecostes


É o nome da festa em que comemoramos a vinda do Espírito Santo(50 dias após a Páscoa).
Algum tempo depois de ressuscitar, Jesus voltou para junto do Pai. Seus amigos ficaram com muito medo, por causa das perseguições que sofriam por serem seguidores de Jesus. Eles não queriam ser mortos. Mas, Jesus enviou o Espírito Santo para lhes dar coragem e sabedoria.
Páscoa e Pentecostes eram festas agrícolas muito antigas em Israel. Com o passar do tempo, foram transformadas em festas religiosas.
Páscoa revivia a saída do Egito.
Pentecostes recordava o dia em que Moisés, no Monte Sinai, recebeu a Lei, tida como o maior presente de Deus ao povo. O fato foi acompanhado de trovões, relâmpagos e trombeta tocando. Esse episódio é uma das bases sobre as quais Lucas constrói a narrativa do Pentecostes: 50 dias após a Páscoa.
Estando os discípulos reunidos em Jerusalém, houve um barulho como o rebentar de uma forte ventania (At 2,1-2). Com isso, Lucas afirma que, em Jerusalém, acontece a Nova Aliança; surge o Novo Povo de Deus; é dada a Nova Lei: o Espírito Santo.
No novo Pentecostes, Deus entrega o seu Espírito, realizando a nova Aliança, dessa vez com toda a humanidade (doze nações). A “língua” da comunidade da nova Aliança é o testemunho de Jesus, ou seja, o Evangelho, cujo centro é o amor de Deus que reúne os homens , provocando relação e entendimento ( o contrário de Babel: cf. Gn 11,1-9).
Não se deve confundir o fenômeno de Pentecostes com o falar línguas estranhas de 1 Cor,14,4-5. Em At 2,1-11, todos os que estão aí à escuta – há gente de 3 continentes – ouvem na própria língua (entendem perfeitamente) falar das maravilhas de Deus.
É o nascimento da Igreja, com a missão de dar continuidade à obra de Cristo através dos tempos, em meio à diversidade dos povos.
Não há fronteiras para esse povo, e o objetivo comum é viver o projeto de Deus. Esse povo é capaz de se entender e se unir porque fala a língua do Espírito de Jesus.
Nos dias de hoje, há muitos discípulos de Jesus que testemunham a mesma fé e coragem dos primeiros cristãos.
É no batismo que recebemos o Espírito Santo. Ele nos dá seus dons: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus( respeito). Porém, não podemos deixá-los escondidos, mas devemos colocá-los a serviço dos irmãos.
Que a experiência de Pentecostes da comunidade de Jerusalém repita-se em nossas comunidades.
Que o Espírito Santo nos dê força para enfrentarmos nossos medos.
Com esta festa termina o Tempo Pascal, com a saída do Círio.
Fontes: Bíblia, revista Brasil Cristão, revista Vida Pastoral das Paulinas.

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